segunda-feira, 28 de novembro de 2011

De abalada

Está uma das minhas colegas. Um braço-direito que me valeu quase todos os dias desde que para lá foi. Uma pessoa tão compreensiva, quanto generosa. Que me ouviu nos dias de desespero, que se prontificou a ajudar sempre que precisei, que me segurou e me fez respirar fundo muitas das vezes. Hoje saiu rumo a um futuro melhor para ela, para aquilo que realmente gosta de fazer, com melhores condições e uma melhor remuneração. Estou feliz por ela mas também estou triste e foi inevitável a emoção ao despedir-me dela. 
Obrigada por tudo, Ana. Estou-lhe muito grata. 

Uma destas vai ser minha

The beauty of the Kimmidoll® range lies in the gorgeous inspirational values that each doll expresses. While they look individual, there is one philosophy that all the Kimmidolls share, and that is about celebrating important values in life’s journey such as kindness, happiness, joy and respect. 
Belief

Strength

Wealth

Harmony

Love

Hope

Compassionate

Peaceful

Positive

Good Luck

domingo, 27 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

...

Sendo que a esta hora tenho a minha cara-metade a caminho do jogo do Benfica, completamente eufórico, entusiasmado e cheio de esperança que ganhe, surge uma questão (se calhar completamente descabida) na minha cabeça.
Não querendo fazer generalizações, a maioria dos homens adora e vibra com futebol, por isso eu pergunto, qual é a paixão que, nas mulheres, se assemelha a esta dos homens?

Mariquinhas, caprichosa, ou outra coisa qaulquer

Há dias em que gostava de ter algumas coisas que não tenho. Há dias em que tenho inveja (sem maldade ou raiva) de quem tem o que eu não posso ter. Há dias em penso que merecia um bocadinho mais. Há dias em que fico triste só por isso. É capricho talvez, é egoísmo também, é mariquice minha ou mimo a mais como muitos podem dizer. Mas não sou perfeita. O dinheiro não traz felicidade mas digam o que disserem, ajuda em algumas coisas. Infelizmente nem sempre tudo é como gostaríamos que fosse e mesmo aceitando a nossa condição, os nossos limites, as nossas prioridades, há dias em que este sentimento me assola e nem sempre é fácil fazê-lo desaparecer. Hoje é um dia assim. Paciência. Só preciso de tempo para voltar a assumir na minha consciência, racionalmente, que ter pouco não significa ter menos, significa somente viver bem com o que se tem. E eu sei disso, mas há dias assim, mais inconscientes. Só isso. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Para bom entendedor, meia palavra basta

Às vezes gostava que o provérbio ali em cima fosse, de facto, real. As entrelinhas são tramadas, essa é que é essa.

Tem de ser?

Uma vez escrevi este texto para um amiga, hoje reescrevo-o e publico-o para mim, porque o encontrei e me fez bem lê-lo.


Mas desde quando tem de ser? Tem de ser quando eu quiser e quando me apetecer. Não tem de ser hoje e agora só para mostrar que somos fortes e avançamos na linha da vida. Tem de ser apenas o que sinto, o que mostro, o que sou. Quando e como quero. Todos os dias.  Não quando os outros querem ou acham bem. 
Se me apetecer cair, caio. Se quiser ir ao fundo vou, não tenho de me levantar e ser assim, só porque sim. Não tenho de caminhar em frente porque a lei da vida assim o exige e a sociedade me diz que é o mais acertado. E se eu quiser ser do contra? Tem de ser?
Desde quando o "tem de ser" ou o "tens de ser forte" me faz mais forte? Desde quando essas três palavras me fazem sair do que sinto, esquecer o que vai na minha cabeça? 

O poder de escolha não está nas palavras que nos dizem, não está nas dezenas de pessoas que dizem que deve ser assim porque é mais acertado. Dizerem " tens de ultrapassar isso", "tens de ser forte", "tens de ser capaz" ... isso não acrescenta nada, nem ajuda sequer. E digo-o com plena convicção porque já o senti na pele. Ninguém o faz por mal, é certo,  mas não, não ajuda. Apenas pressiona. 
Diferente seria dizer que posso ver as coisas de outra forma. E é isso. Não tenho de... mas posso. Posso mudar isto e aquilo, posso fazer o que me apetece, posso. É uma escolha e é somente isso que precisamos para se abrirem alguns caminhos à nossa frente e optar por um. Sozinhos, a maior parte das vezes. Porque, quer queiram quer não, digam o que disserem, são as nossas convicções que prevalecem e só percebemos o que somos assim, tropeçando, ficando lá no fundo e saindo do poço quando queremos, quando podemos, quando nos sentimos capazes para tal e não quando os outros dizem que tem de ser. 

Ainda bem que é sexta-feira

Hoje quando saí do meu trabalho quase disse aquilo ali em cima
"se perguntarem por mim, digam que voei".


(...)





Apetece-me tantas vezes voar dali para fora.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Até que enfim... quem fala a verdade não merece castigo

Isto da troika e do Portugal-bom-aluno e do tão-sempre-a-fazer-greves tem mesmo aquele fedor do salazarismo que até na classe política se manifesta, o medo de desagradar ao patrão que nos dá de comer pobres de deus que não merecemos tanto é melhor é viver caladinho e obediente sem levantar cabelo que ainda nos tiram o pouco que temos, lá andamos a ir mostrar a caderneta todos os dias a mostrar à professora para ela não meter mais bolinhas vermelhas e pelo caminho chibando os colegas que não são meninos da mamã. Hoje há greve geral e há-de haver muito boa gente a achar que trabalhando com afinco e olhando para o chão, tudo se resolve.


in Perdido pela Cidade


Até acho que se devia criar uma Igreja universal do trabalho com afinco, rapidez e servidão. Para salvar os portugueses da crise! Amén!

Tem dias


- link -

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

...

Eu gostava mesmo era de ver o que algumas pessoas vêem. Gostava também de perceber como o fazem e que critérios estabelecem para que assim seja. Gostava mesmo. Gostava também de lhes dizer que aquela conversa do "és muito esquisita" comigo não funciona e gostava de perceber qual foi o dia em que lhes dei abertura para me adjectivarem assim. Sobretudo quando a conversa vem de pessoas que não me conhecem bem ou então que julgam que me conhecem mas estão muito longe da realidade. Gostava também de compreender porque insistem a bater na mesma tecla, quando apenas digo "não vale a pena" ou então "é esta a minha opinião e a minha forma de estar na vida". E gostava de  perceber onde anda o respeito pelo espaço dos outros, o meu espaço neste caso, as minhas escolhas. Aliás, é meio caminho andado para a conversa parar logo ali e cá dentro, na minha cabecinha, mandá-los logo para o outro lado. Aliás, gostava de o fazer mesmo com todas as palavrinhas, mas a boa conduta diz-me que é melhor assim. Com uma musiquinha, pois claro.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Assim

Com uma camisa básica branca, a gravata com nó meio desfeito, um casaco de malha e botas.
Ele fica o máximo e eu de olhos a brilhar fiquei quando vi a cara de surpresa que ele fez quando encontrou esta surpresa debaixo da almofada.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

La Meglio Gioventu


Lembro-me deste filme várias vezes. Muitas vezes porque me sinto como a Giorgia, num mundo à parte. Outras vezes só porque sim, porque é um belíssimo filme, o meu preferido.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

...

Há dois tipos de presentes que nunca ofereço se não conhecer bem uma pessoa: perfumes e livros. É por isso que vou oferecer a mim própria um (dois, talvez) livro(s) este Natal. Embrulhado num papel bonito, debaixo da minha árvore de Natal. Porque sei perfeitamente o que quero ler, o que me faz bem, o que preciso.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Hoje deram-me 27 anos

:D

Selecção de todos nós

Os portugueses conseguem, têm o dom de se iludir com o futebol, de esquecer quase tudo  o resto por causa de um jogo, de se sentirem mais felizes depois de noventa minutos com a bola a rolar no campo. Somos assim mesmo e não acho que haja nada que faça mudar isso. Se calhar, até é bom que assim seja. Haja momentos de felicidade, imagens que façam sorrir, gritos de histeria, saltos de alegria. Viver o momento é o que se quer neste presente tão bicudo em que nos encontramos. 
Mas como em tudo o resto, há limites para o que se dá, o que se pede e aquilo que acontece nos meandros destas trocas de golos e festejos e é disso não me esqueço sempre que há um jogo de futebol.

Selecção de todos nós? Não. É apenas a selecção portuguesa,  feita de jogadores que na sua maioria nem jogam em Portugal. Uma selecção mais de uns que de outros. Mais deles próprios que dos restantes portugueses, mesmo daqueles que vibram e vivem os jogos como se de uma vitória pessoal se tratasse. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ritual

Para o trabalho vou a ouvir a Rádio Comercial, quando venho para casa oiço a Marginal ou então não. É só o silêncio.

É a vida

Ando aqui, a tentar reorganizar-me por dentro e por fora. Longe de me querer lamentar, apenas quero e posso dizer que os últimos meses foram, talvez, os mais duros na minha vida. Na vida da minha família. Nunca pensamos que as coisas possam correr tão mal assim, mas correm e podem acontecer-nos a nós. E acontecem mesmo.
É a vida, dirão uns. É mesmo, é só a vida a acontecer assim porque calhou, porque tem de ser. Não acho que tudo seja determinado pelas nossas escolhas nem acredito que seja destino ou coisa que o valha. Custa a aceitar, custa acordar todos os dias, mas se não nos fizermos à estrada, a luz ao fundo do túnel tardará a chegar e eu ainda acredito que há uma luz para mim e para os meus.