segunda-feira, 5 de março de 2012

The Iron Lady

Confesso que a minha curiosidade em relação a este filme baseava-se simplesmente no desempenho de Meryl Streep. Pensei mesmo que o filme poderia ser pesado e aborrecido mas enganei-me. Meryl Streep tem um desempenho tão forte e hipnotizante que o filme parece que foi feito exclusivamente para ela. O próprio filme, apesar de me parecer ser um pouco brando relativamente aos aspectos políticos mais marcantes de Margaret Thatcher, não deixa de ser interessante e a cena final relembra algo de que nos esquecemos frequentemente -  não podemos controlar tudo na nossa vida.

sábado, 3 de março de 2012

...

A vida ditou aos meus pais que agora, depois dos sessenta anos, mudassem de cidade e de trabalho. Vão recomeçar noutro sítio que, apesar de não ser estranho, os leva para longe de nós - eu e a minha irmã. Apesar do sufoco que agora acaba e que se prolongou durante demasiado tempo, não deixa de ser difícil e estranha esta nova forma de estar, de os saber longe fisicamente.

À tarde, depois do almoço e enquanto conversávamos sobre o que estava aí para vir, o meu pai disse-me que temos de levar a vida "como naquele poema do Alberto Caeiro que tens ali, no quadro do teu escritório".


Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...


Eu sorri.
Vai tudo correr bem.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Engraçado... ou talvez não.

Mas nunca recebi tão poucos telefonemas no meu aniversário como este ano.

(Dizem que é das redes sociais e tal e coiso...)

Eu cá acho que é muito mais que isso.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Trinta e cinco


Os anos que fazemos
também nos fazem a nós.
Os anos que fizemos nos fizeram.
Os anos que faremos nos farão.
É de anos que somos feitos,
de breve e misterioso tempo.
Em nós estão os anos que já fomos.
Esses anos, que fizemos, somos nós,
do cimo da cabeça à ponta dos pés.
Quanto tempo somos?
Quantos anos és?
(...)

Álvaro Magalhães 
in O Limpa-palavras e outros poemas


domingo, 26 de fevereiro de 2012

All we need is love

Os últimos dias não têm sido nada fáceis. A saúde anda periclitante e hoje lá fui dar mais uma voltinha à urgência do hospital. 
E a minha cara-metade que não se poupa a esforços e tem sido mais que perfeito nesta árdua tarefa de lidar com o meu "nem sempre tão bom feitio" e andar comigo para cá e para lá. 
Esta semana até tive direito a um jantar especialmente feito para mim. Que mais posso eu querer?



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cartas não enviadas


O poder do elogio

Sempre me fez muita confusão ouvir algumas pessoas dizer "ele ou ela são os meus maiores críticos". Bem sei que o dizem tendo em conta o sentido construtivo da crítica, no entanto, não deixa de ser estranha esta mania de as pessoas acharem que só crescemos com críticas. Então, e os elogios? Onde fica o reconhecimento daquilo que fazemos bem feito, sejam coisas pequenas ou grandes? Porque devemos nós valorizar mais os aspetos negativos e não os positivos? Onde e como fica a nossa auto-estima no meio de tanta crítica construtiva?

Este pequeno filme revela o poder do elogio e a forma como pode motivar as pessoas. É realmente surpreendente.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

:)

Na minha adolescência trabalhei uns meses no McDonald's. Fiz parte de uma equipa que abriu um dos primeiros restaurantes em Lisboa. O espírito de grupo era incrível, as pessoas eram  simpáticas umas com as outras e, muito sinceramente, nunca me pareceu que houvesse cinismo ou falta de cooperação entre a equipa Foi aí que conheci a P., uma amiga que ficou até aos dias de hoje - uma miúda  muito querida, humilde, boa onda e com quem passei as minhas primeiras férias de Verão, no Algarve, sem os meus pais. 

Ontem, por acaso, encontrei-a. Já não a via há uns bons três anos e foi tão bom sentir que nada mudou... Quando me viu fez uma festa, (com o seu jeito de palhacita, como ela diz) conversámos um bocadinho, trocámos os novos números de telefone e contou-me algumas das suas novidades. Ficou a promessa de nos encontrarmos brevemente para conversar mais um pouco e eu fiquei tão feliz, mas tão feliz que me esqueci completamente do meu rim e das dores que tive. 

I am a cat person



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O fim de semana foi muito bom mas...

.... não há bela sem senão. Acontece a manhã foi passada inteirinha nas urgências do hospital. Diagnóstico: cólica renal e a recomendação para beber muita água.
Mas tudo tem um lado bom! O meu foi quando o Javi Garcia passou por mim em plena sala de urgências. Bem giro o rapaz! 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

...

O gato dorme, a máquina da roupa já está a lavar, o sol entra pelas janelas, a cara-metade ainda não acordou,  hoje nenhum de nós vai trabalhar e eu acordei com esta musiquinha na cabeça. Apropriado, diria. 

Saudade

Ontem lanchei aqui, no Café Saudade, em Sintra. 


"(...)O Café Saudade é mais do que uma sala de chá, mais do que uma cafetaria, mais do que uma casa que faz renascer as artes e os ofícios tradicionais portugueses, através das exposições e da venda de pratas e artesanato nacional. O Café Saudade é mais: é a memória portuguesa traduzida pelas paredes, pelos tectos, pelo chão das diferentes salas e, sobretudo, pelos elementos decorativos, mesmo os mais pormenorizados, todos resgatados ao passado e criteriosamente seleccionados para criar um ambiente familiar onde se pode estar, conversar e encher a alma (...)"

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Every World Press Photo Winner

Aqui encontram-se todas as fotos vencedoras do concurso Word Press Photo, desde 1955 até 2011. Das cinquenta e quatro fotografias vencedoras apenas duas não retratam a dor e o sofrimento do ser humano. 
Bem sei que a fotografia é uma arma poderosa, reveladora dos injustiças, da miséria e do sofrimento humano, no entanto, não posso deixar de pensar que a felicidade também deveria ser mais vezes retratada. 


Estas são algumas das fotos que não conhecia e que mais me impressionaram.

1956

1964

1975

1979

1985

1991

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A arte de ser feliz

Ultimamente tenho passado os olhos por muitos blogues estrangeiros. Há tanta coisa bonita por aí que nos pode servir de inspiração! Nestes últimos dias tenho pensado muito nisso, tenho tido bastantes ideias. De facto não há razão nenhuma para não pôr em prática pequeninos projetos que nos podem dar uma satisfação tremenda: tirar fotografias só porque sim, fazer um bolo, criar cartões para diversas ocasiões, ter mais gestos de altruísmo para com os outros, ouvir com mais atenção aquela música, mudar aos bocadinhos a decoração da nossa casa... Enfim, há um sem número de coisas que podemos fazer para melhorar a nossa vida, para nos sentirmos melhores, mais úteis e sobretudo, mais felizes. Connosco e com os outros. É isso que vou tentar fazer, aliás, tentar não, é isso que vou mesmo fazer. Sem qualquer obrigatoriedade de tempo, sem qualquer rotina estipulada, apenas tendo em mente a minha e a nossa felicidade. Como diz a formiguita bipolar (a quem "roubei" o título deste post) "(...) a verdadeira arte de ser feliz reside na capacidade de nos satisfazermos com o conjunto de pormenores que compõem aquilo que é a nossa vida."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Óscares

Este ano não estou assim muito entusiasmada com os Óscares. Já vi alguns dos filmes com nomeações e até agora ainda só tenho duas certezas: para ator principal a minha escolha recai sobre Demián Bichir (já o tinha referido aqui), do filme A Better Life e para melhor filme voto no The Help. Quanto aos outros... a ver vamos. Literalmente.


E já agora, vejam ali no link acima indicado as fotos dos nomeados. 

Non stop

Ando a viver a um ritmo frenético. Poucos imaginam o que é isto e porque não quero dizer o que faço não vale  a pena pôr-me aqui com grandes dissertações. Só sei que às dez da noite já estou a adormecer no sofá, isto quando consigo jantar a tempo e horas e já não estou sentada à mesa...
Uma coisa é certa: não há mais tempo para desafios e o 29 day photo challenge terá de ficar inacabado... As prioridades são outras, o tempo é escasso e apesar de me sentir mais organizada ainda não consigo ter tempo para tudo. Paciência.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

11 - What I miss today


A Better Life


Não é um filme perfeito e sim, tem alguns clichés. No entanto, a interpretação de Demián Bichir vale por tudo o resto. Ele sim merece o óscar para melhor ator, mas quase de certeza que vai ser ofuscado pelos nomes mais conhecidos de Hollywood... Infelizmente. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

...

Isto de coordenar um grupo de pessoas, ser responsável por isto e por aquilo, ter a nosso cargo uma determinada instituição... tem muito que se lhe diga.
Quando o trabalho é bem feito ninguém diz nada, mas quando algo corre mal é-nos logo apontado o dedo e apenas há um responsável...

10 - Original


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Bye bye long hair

Há uns vinte anos que usava o cabelo comprido. Hoje fartei-me.
Não está médio, está curto.

domingo, 29 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Post sem título

Digamos que nunca fui uma pessoa muito calma; aprendi à força do trabalho e das minhas vivências diárias que a tranquilidade é muito mais benéfica que o resto, seja ele qual for. Acontece que nem sempre conseguimos controlar as nossas emoções e sendo o ser humano regido também por instintos básicos que ajudam à sua sobrevivência, eu também não fujo à regra.
O início do ano não tem sido fácil, apetece-me talvez adiá-lo para Março, mês em que chega a Primavera e que supostamente tudo pode ficar mais sereno. Acordei para a vida há pouco tempo e desde então a perspectiva de tudo tem sido um pouco diferente. De repente repensa-se tudo e valoriza-se aquilo que é impensável; relativiza-se meio mundo e só uma pequena parte é que fica, assim, aconchegada entre as duas mãos. Mas enfim, como ser humano que sou resta-me perceber que mesmo num dia como o de hoje, de ansiedade absoluta, só posso pensar que tudo vai ficar bem porque só esse pode ser o caminho possível. A vida vai melhorar.  

sábado, 21 de janeiro de 2012

08:45

Ainda nem são nove da manhã de sábado e eu já não consigo estar mais tempo na cama. Queria dormir mais, levantar-me tarde e ter aquela sensação de descanso absoluto, mas não, as costas não deixam e por muito que mude de posição, a incómodo não passa. Resta-me sair da cama e atirar-me a outras tarefas dignas de um sábado de manhã: tratar da roupa e da casa.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Palavras

(...) Esperar é confiar. O que está para chegar é importante porque confirma que não somos o que de maior existe. Devolve-nos a real proporção das coisas. Quando aprendemos a esperar a importância desloca-se de nós para o objecto da nossa espera. (...)


Tiago Cavaco
in Voz do Deserto


É assim que estou, à espera. E confiante que tudo, mas tudo vai mesmo correr bem. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Alguma coisa terá que mudar

Ando aqui a pensar que tenho de tomar uma atitude, dar o primeiro passo. Ainda não sei bem como, ainda não sei bem em que contexto, mas hei-de descobrir. Se o meu trabalho não me deixa feliz, preciso de fazer algo que me motive, mesmo que seja uma coisa pequenina. Hei-de lá chegar.

Mesmo relativizando tudo e mais alguma coisa que há para relativizar a nível profissional

Gostava de ser mais feliz no meu trabalho. Mas não sou.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ainda não desfiz a árvore de Natal

Nem o vou fazer em breve. Lembra-me a esperança e dá-me conforto. E é de esperança que eu, tu e nós  precisamos neste momento.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

...

Andamos aqui, ligeirinhos. Queixamo-nos do mundo, do trabalho, do vizinho que faz muito barulho, da empregada da loja que não foi nada simpática, da crise e da falta de dinheiro. Queixamo-nos muitas vezes com razão. Temos medo, muito medo do futuro e interrogamo-nos como vai ser o dia de amanhã. Mas acontece que um dia aparece um problema ainda maior, um daqueles com o qual nunca pensámos que teríamos de lidar e aí sim, relativizamos tudo o resto, ou quase tudo, e encaramos o monstro de frente. Isto sim, é acordar realmente para a vida.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Preciso de uma agenda

De tamanho médio para poder andar com ela na mala, simples, bonita, colorida e barata. Alguém tem sugestões?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Quando as coisas estão más, ainda podem piorar um bocadinho mais

É uma frase que resume perfeitamente o início deste ano.

Pode até ser uma Lei de Murphy mas eu cá prefiro optar pela fé. Optar por saber esperar: esperar por dias melhores, confiar que algo de bom virá aí. Não se trata só de ser otimista, é algo mais.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

De 2011 só levo o melhor

Este ano aprendi que há coisas que vão para além das nossas possibilidades. Aprendi a viver com menos mas a ter sempre o coração cheio. Aprendi que não basta acreditar, é preciso aceitar. Aprendi que as crises também unem as pessoas e que a assertividade não é um dado adquirido, mas sim uma qualidade que se vai construindo diariamente, de acordo as necessidades profissionais e com o que nos é exigido. Aprendi a ser mais tolerante com os outros e comigo mesma. Cresci com amor, com o teu amor. E isso, sim foi o que de melhor eu tive em 2011.

Para 2012 não há muitos desejos. Três apenas.
Saúde, para mim e para os meus.
Trabalho, para os meus pais e para as minhas pessoas.
Amor, amizade e harmonia entre todos nós, amigos e família.

Chega. São três desejos sem cueca azul ou passas. Tudo polvilhado com um bocadinho de boa-sorte e a promessa de que não vou perder a determinação, a coragem e força de vontade e que, acima de tudo,  não vou desistir dos meus sonhos.


Feliz 2012!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Have yourself a merry little Christmas

Como sempre, como todos os anos, a família reúne-se. Só isso já um motivo mais que suficiente para gostar do Natal! Mesmo com o stress habitual da época, com menos luzes e sem prendas. O mês de Dezembro será sempre especial para mim...


Aos poucos que me lêem, aos meus amigos, conhecidos, pessoas desconhecidas que por aqui passam. A todas as crianças, a quem está nos hospitais, a quem sofreu desilusões, a quem se sente perdido, a quem precisa de um abraço, a quem se sente só. Àqueles que estão a sofrer, que precisam de alguém. À minha irmã. Aos meus pais. A ti.

Só posso desejar...
Feliz Natal!

Mas deixemos as dúvidas para depois

O nosso Natal este ano vai ser diferente  Repartido entre cá e lá. Porque só assim fazia sentido.


...

Por momentos fiquei assim, meio introspetiva, meio calada, meio sem vontade de nada. Tenho tanta coisa para fazer mas há duas coisas que não me saem da cabeça e acima de tudo, há uma interrogação constante.
Sempre ouvi dizer que é pela dúvida que se faz o caminho para a frente. As minhas dúvidas podem não se tornar certezas mas espero que me ajudem a perceber e a ver mais claramente o sentido de tudo o que faço.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Eu sei que não devia

Mas hoje preciso de chocolate e de comprar qualquer coisa para mim. Nem que seja um pijama daquelas fofinhos. Mando embrulhar e tudo.

Solstício de Inverno

Começa hoje o Inverno e começa um novo ciclo de Sol. Que seja o prenúncio de dias mais luminosos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Uma boa surpresa



Estava assim, reticente em relação a esta série. Mas numa destas noites dei-lhe uma oportunidade e logo ao primeiro episódio fiquei completamente rendida.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Hoje foi, realmente, um dia 13

Vá... mas eu só preciso de ter mais atenção aos outros dias e pensar que esses são dias de sorte. Hoje foi um dia muito difícil e mais ainda porque tive azar; paciência. O cansaço acumulado não ajudou em nada. Melhores dias virão.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Adegga Wine Market


Quem diria que eu, andorinha voa-voa de cabeça no ar, sonhadora em todos os sentidos e esquisita quanto a paladares iria provar e beber mais de dez vinhos numa só tarde?
Não... nunca gostei muito de vinhos mas ultimamente esse gosto tem vindo a modificar-se. É como quando se prova Sushi, nunca se gosta à primeira mas se passarmos a insistir o paladar vai-se habituando e começamos a ter outro prazer quando o comemos. Pois bem, com o vinho tem sido assim; já há algum tempo que tenho andado a aprender a apreciá-lo e ontem dei por mim a provar uma variedade tal que a dormência nas pernas começou a notar-se. Não caí para o lado mas mais um bocadinho e já não me levantava dos sofás que por lá havia... Ah, e trouxemos três vinhos. Do melhor que há. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ninguém é dono da verdade

Faz-me um bocadinho de espécie ouvir algumas pessoas a falar bem de si próprias, constantemente, como se fossem donas da verdade  (dizendo sempre que não, pois claro, que é só a sua opinião, é só o que elas fazem) como se mais ninguém fizesse igual ou até melhor, elogiando-se a si mesmas e dando uma falsa impressão de uma boa auto-estima. Para mim são apenas pessoas que precisam de ocultar as suas fraquezas e receber elogios a torto e a direito, falsificados na maioria das vezes,  para se sentirem bem no seu dia-a-dia. Nada mais.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

De abalada

Está uma das minhas colegas. Um braço-direito que me valeu quase todos os dias desde que para lá foi. Uma pessoa tão compreensiva, quanto generosa. Que me ouviu nos dias de desespero, que se prontificou a ajudar sempre que precisei, que me segurou e me fez respirar fundo muitas das vezes. Hoje saiu rumo a um futuro melhor para ela, para aquilo que realmente gosta de fazer, com melhores condições e uma melhor remuneração. Estou feliz por ela mas também estou triste e foi inevitável a emoção ao despedir-me dela. 
Obrigada por tudo, Ana. Estou-lhe muito grata. 

Uma destas vai ser minha

The beauty of the Kimmidoll® range lies in the gorgeous inspirational values that each doll expresses. While they look individual, there is one philosophy that all the Kimmidolls share, and that is about celebrating important values in life’s journey such as kindness, happiness, joy and respect. 
Belief

Strength

Wealth

Harmony

Love

Hope

Compassionate

Peaceful

Positive

Good Luck

sábado, 26 de novembro de 2011

...

Sendo que a esta hora tenho a minha cara-metade a caminho do jogo do Benfica, completamente eufórico, entusiasmado e cheio de esperança que ganhe, surge uma questão (se calhar completamente descabida) na minha cabeça.
Não querendo fazer generalizações, a maioria dos homens adora e vibra com futebol, por isso eu pergunto, qual é a paixão que, nas mulheres, se assemelha a esta dos homens?

Mariquinhas, caprichosa, ou outra coisa qaulquer

Há dias em que gostava de ter algumas coisas que não tenho. Há dias em que tenho inveja (sem maldade ou raiva) de quem tem o que eu não posso ter. Há dias em penso que merecia um bocadinho mais. Há dias em que fico triste só por isso. É capricho talvez, é egoísmo também, é mariquice minha ou mimo a mais como muitos podem dizer. Mas não sou perfeita. O dinheiro não traz felicidade mas digam o que disserem, ajuda em algumas coisas. Infelizmente nem sempre tudo é como gostaríamos que fosse e mesmo aceitando a nossa condição, os nossos limites, as nossas prioridades, há dias em que este sentimento me assola e nem sempre é fácil fazê-lo desaparecer. Hoje é um dia assim. Paciência. Só preciso de tempo para voltar a assumir na minha consciência, racionalmente, que ter pouco não significa ter menos, significa somente viver bem com o que se tem. E eu sei disso, mas há dias assim, mais inconscientes. Só isso. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Para bom entendedor, meia palavra basta

Às vezes gostava que o provérbio ali em cima fosse, de facto, real. As entrelinhas são tramadas, essa é que é essa.

Tem de ser?

Uma vez escrevi este texto para um amiga, hoje reescrevo-o e publico-o para mim, porque o encontrei e me fez bem lê-lo.


Mas desde quando tem de ser? Tem de ser quando eu quiser e quando me apetecer. Não tem de ser hoje e agora só para mostrar que somos fortes e avançamos na linha da vida. Tem de ser apenas o que sinto, o que mostro, o que sou. Quando e como quero. Todos os dias.  Não quando os outros querem ou acham bem. 
Se me apetecer cair, caio. Se quiser ir ao fundo vou, não tenho de me levantar e ser assim, só porque sim. Não tenho de caminhar em frente porque a lei da vida assim o exige e a sociedade me diz que é o mais acertado. E se eu quiser ser do contra? Tem de ser?
Desde quando o "tem de ser" ou o "tens de ser forte" me faz mais forte? Desde quando essas três palavras me fazem sair do que sinto, esquecer o que vai na minha cabeça? 

O poder de escolha não está nas palavras que nos dizem, não está nas dezenas de pessoas que dizem que deve ser assim porque é mais acertado. Dizerem " tens de ultrapassar isso", "tens de ser forte", "tens de ser capaz" ... isso não acrescenta nada, nem ajuda sequer. E digo-o com plena convicção porque já o senti na pele. Ninguém o faz por mal, é certo,  mas não, não ajuda. Apenas pressiona. 
Diferente seria dizer que posso ver as coisas de outra forma. E é isso. Não tenho de... mas posso. Posso mudar isto e aquilo, posso fazer o que me apetece, posso. É uma escolha e é somente isso que precisamos para se abrirem alguns caminhos à nossa frente e optar por um. Sozinhos, a maior parte das vezes. Porque, quer queiram quer não, digam o que disserem, são as nossas convicções que prevalecem e só percebemos o que somos assim, tropeçando, ficando lá no fundo e saindo do poço quando queremos, quando podemos, quando nos sentimos capazes para tal e não quando os outros dizem que tem de ser. 

Ainda bem que é sexta-feira

Hoje quando saí do meu trabalho quase disse aquilo ali em cima
"se perguntarem por mim, digam que voei".


(...)





Apetece-me tantas vezes voar dali para fora.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Até que enfim... quem fala a verdade não merece castigo

Isto da troika e do Portugal-bom-aluno e do tão-sempre-a-fazer-greves tem mesmo aquele fedor do salazarismo que até na classe política se manifesta, o medo de desagradar ao patrão que nos dá de comer pobres de deus que não merecemos tanto é melhor é viver caladinho e obediente sem levantar cabelo que ainda nos tiram o pouco que temos, lá andamos a ir mostrar a caderneta todos os dias a mostrar à professora para ela não meter mais bolinhas vermelhas e pelo caminho chibando os colegas que não são meninos da mamã. Hoje há greve geral e há-de haver muito boa gente a achar que trabalhando com afinco e olhando para o chão, tudo se resolve.


in Perdido pela Cidade


Até acho que se devia criar uma Igreja universal do trabalho com afinco, rapidez e servidão. Para salvar os portugueses da crise! Amén!

Tem dias


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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

...

Eu gostava mesmo era de ver o que algumas pessoas vêem. Gostava também de perceber como o fazem e que critérios estabelecem para que assim seja. Gostava mesmo. Gostava também de lhes dizer que aquela conversa do "és muito esquisita" comigo não funciona e gostava de perceber qual foi o dia em que lhes dei abertura para me adjectivarem assim. Sobretudo quando a conversa vem de pessoas que não me conhecem bem ou então que julgam que me conhecem mas estão muito longe da realidade. Gostava também de compreender porque insistem a bater na mesma tecla, quando apenas digo "não vale a pena" ou então "é esta a minha opinião e a minha forma de estar na vida". E gostava de  perceber onde anda o respeito pelo espaço dos outros, o meu espaço neste caso, as minhas escolhas. Aliás, é meio caminho andado para a conversa parar logo ali e cá dentro, na minha cabecinha, mandá-los logo para o outro lado. Aliás, gostava de o fazer mesmo com todas as palavrinhas, mas a boa conduta diz-me que é melhor assim. Com uma musiquinha, pois claro.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Assim

Com uma camisa básica branca, a gravata com nó meio desfeito, um casaco de malha e botas.
Ele fica o máximo e eu de olhos a brilhar fiquei quando vi a cara de surpresa que ele fez quando encontrou esta surpresa debaixo da almofada.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

La Meglio Gioventu


Lembro-me deste filme várias vezes. Muitas vezes porque me sinto como a Giorgia, num mundo à parte. Outras vezes só porque sim, porque é um belíssimo filme, o meu preferido.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

...

Há dois tipos de presentes que nunca ofereço se não conhecer bem uma pessoa: perfumes e livros. É por isso que vou oferecer a mim própria um (dois, talvez) livro(s) este Natal. Embrulhado num papel bonito, debaixo da minha árvore de Natal. Porque sei perfeitamente o que quero ler, o que me faz bem, o que preciso.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Hoje deram-me 27 anos

:D

Selecção de todos nós

Os portugueses conseguem, têm o dom de se iludir com o futebol, de esquecer quase tudo  o resto por causa de um jogo, de se sentirem mais felizes depois de noventa minutos com a bola a rolar no campo. Somos assim mesmo e não acho que haja nada que faça mudar isso. Se calhar, até é bom que assim seja. Haja momentos de felicidade, imagens que façam sorrir, gritos de histeria, saltos de alegria. Viver o momento é o que se quer neste presente tão bicudo em que nos encontramos. 
Mas como em tudo o resto, há limites para o que se dá, o que se pede e aquilo que acontece nos meandros destas trocas de golos e festejos e é disso não me esqueço sempre que há um jogo de futebol.

Selecção de todos nós? Não. É apenas a selecção portuguesa,  feita de jogadores que na sua maioria nem jogam em Portugal. Uma selecção mais de uns que de outros. Mais deles próprios que dos restantes portugueses, mesmo daqueles que vibram e vivem os jogos como se de uma vitória pessoal se tratasse. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ritual

Para o trabalho vou a ouvir a Rádio Comercial, quando venho para casa oiço a Marginal ou então não. É só o silêncio.

É a vida

Ando aqui, a tentar reorganizar-me por dentro e por fora. Longe de me querer lamentar, apenas quero e posso dizer que os últimos meses foram, talvez, os mais duros na minha vida. Na vida da minha família. Nunca pensamos que as coisas possam correr tão mal assim, mas correm e podem acontecer-nos a nós. E acontecem mesmo.
É a vida, dirão uns. É mesmo, é só a vida a acontecer assim porque calhou, porque tem de ser. Não acho que tudo seja determinado pelas nossas escolhas nem acredito que seja destino ou coisa que o valha. Custa a aceitar, custa acordar todos os dias, mas se não nos fizermos à estrada, a luz ao fundo do túnel tardará a chegar e eu ainda acredito que há uma luz para mim e para os meus.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

You sneaky mom!


Um dia, quando me casar, gostava que fosse mais ou menos assim

Simples, bonito, cheio de pormenores, descontraído, sem protocolos ou obrigações formais e ... a nossa cara.
Assim, mais ou menos como este.

(reparem no vestido... adoro; e as polaroids são o máximo e aquelas flores nas jarras de vidro e tantos outros pormenores...)


domingo, 30 de outubro de 2011

Há anos que é assim

Contam-se os tostões, pensa-se duas vezes se é prioritário gastar cinco euros nisto ou naquilo ou se podemos esperar e guardar esses cinco euros que, somados a outros cinco e a outros três, farão uma pequena diferença de sessenta ou setenta euros ao fim do ano. Há anos que é assim comigo. Há anos que é assim com tantas outras pessoas deste país. 
Pondera-se bem o convite que nos foi feito para aquela festa de aniversário (mesmo quando queremos estar muito com as pessoas que nos são queridas) porque, quer queiramos quer não, são mais dez ou doze euros que se gasta no restaurante (quando não é mais) e mais um tanto numa prenda e esse dinheiro até dá para pagar a água ou o gás. Ou então pensa-se duas vezes na compra daquela revista ou do jornal que habitualmente líamos ao fim de semana ou mesmo naquela blusinha barata que nos iria dar um bocadinho mais de ânimo por ser uma peça de roupa nova. Se era assim há tanto tempo, agora ainda vai ser pior.
Agora nem sequer há lugar a pensar duas vezes se podemos ou não podemos gastar: não podemos, ponto final. Não é possível pensar em prendas de Natal e, se precisamos de alguma coisa, bens de primeira necessidade, há que procurar, vasculhar bem, ver onde se pode comprar tudo com um mínimo de qualidade e o mais barato possível. Não há lugar a compras impulsivas ou à justificação foi-amor-à-primeira-vista-e-não-podia-deixar-isto-na-loja sob pena de ficarmos com um peso na consciência a seguir.
Estamos a viver aquilo que os nossos pais passaram nos anos setenta e oitenta. Estamos a aprender a ser mais ponderados, poupados, mais conscientes das nossas prioridades. Estamos a crescer também com esta crise. 
Acho que no fim de tudo isto, se Deus quiser e se nós nos permitirmos a isso, todos seremos melhores pessoas e iremos valorizar ainda mais o que realmente é importante. 

domingo, 23 de outubro de 2011

...

"O tempo lhe ensinará que na vida os passos se dão sem bengala nem garantia."


J. Rentes Carvalho
in Tempo Contado

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dizer "obrigada" acho que ainda não chega

Não me esqueço de quem me ajuda. São nas pequeninas coisas do dia-a-dia, na iniciativa que tomam, na disponibilidade que demonstram, nos telefonemas que fazem só para perguntar como estou, para perguntar mesmo como estou.
Hoje trouxeram-me um bolo do café, assim, sem mais nem menos, só porque se lembraram que ainda não tinha comida nada. Comovi-me e fui um bocadinho mais feliz. Obrigada.

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domingo, 16 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

É só isto

"Sendo certo que eu acredito muito que ser-se positivo ajuda a fazer fluir a comunicação entre seres humanos, já me irrita essa coisa de termos de andar sempre aos pulos e cabriolas como se fossemos tontinhos e como se ser positivo nos ajudasse a arranjar trabalhar mais depressa ou a melhorar de vida. Quando, e como, é que uma coisa que era uma ferramenta do caraças -- a capacidade de mantermos a comunicação a funcionar, género índios e europeus no tempo das descobertas -- foi transformada em "não te queixes, é nas crises é que estão as oportunidades". Isto, lamento, não é verdade. E não é preciso falar com os novos Prémios Nobel da Economia (que, by the way, também não têm plano de fuga aqui do lodaçal) para saber que as leis da economia não mudaram. Já sabemos que é nas crises que estão as oportunidades e que os vendedores de marmitas estão em alta agora que os restaurantes estão em baixo. Mas, vá lá, sejamos realistas: como sempre, nem toda a gente se vai safar como queria."

do excelente blogue Quem sai aos Seus

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Eu recuso-me a viver condicionada pelo medo

Prefiro arriscar a ficar à espera. Sou assim, sempre serei assim.

Boa música

Não gosto por aí além dos Arctic Monkeys no seu registo habitual mas acho que o Alex Turner fica o máximo neste registo acústico. E aquela voz só sai a ganhar. Mesmo com o cabelo à rockabilly.

Conta-me como foi*

Nasci tarde demais, confesso. Acho que não encaixo nesta década, neste presente tão libertino, tão cheio de coisas supérfluas, tão parco em valores e respeito pelo próximo. Todos os dias surpreendo-me negativamente no meu local de trabalho e todos os dias tento mediar assuntos que há anos atrás seriam considerados ridículos ou banais. Ando cansada das pessoas. Ando cansada deste tempo.

* (link)

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Quando olho para as crianças, quando falo com elas, vejo sempre os pais. Não que os miúdos sejam um reflexo direto dos seus progenitores ou uma cópia perfeita em ponto pequeno mas são, com certeza, fruto daquilo que lhes é transmitido. Melhor ainda, do que não lhes é transmitido.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Algum dia tinha que acontecer

Já não gosto do que faço. Doze anos depois de começar a trabalhar deixei de gostar da minha profissão.

[ou então estou só farta do sistema envolvido e apetece-me fazer coisas completamente diferentes]

E aprender a trabalhar assim? Mói, dói, revolve-me as entranhas e faz-me entrar quase em desespero.
Quase.