quinta-feira, 22 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

A única resolução possível de ano novo (quando já ninguém se lembra disso)

Sem falar em dinheiro, sem referir os bens materialistas que devíamos deixar de comprar. Sem falar nas dietas ou nos afazeres diários, na nossa capacidade de organização ou na falta dela, nos cuidados com a saúde e nas promessas disto e daquilo. A única resolução possível de ano novo é aquela que dizemos a nós próprios, com ou sem passas, sozinhos ou acompanhados. Fica para nós e é quase um segredo que guardamos o ano inteiro e vamos lembrando de tempos em tempos. É íntima e intransmissível; pequena e ainda assim, tão grande. 
Hoje num domingo maravilhoso de sol, enquanto olhava o mar, lembrei-de da minha. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Às vezes canso-me

Canso-me das críticas, dos julgamentos, das opiniões (infundadas ou não), dos juízos de valor. Canso-me que digam o que é melhor ou pior para mim e canso-me sobretudo que não respeitem as minhas e as nossas escolhas e questionem constantemente isto e aquilo. Cansa-me também o encolher de ombros, essa forma de estar que à minha frente revela, sobretudo, uma grande incompreensão sobre a pessoa que sou e a vida que escolhi para mim.
Não estou zangada mas estou triste, ando triste e é isso que mói. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

The Iron Lady

Confesso que a minha curiosidade em relação a este filme baseava-se simplesmente no desempenho de Meryl Streep. Pensei mesmo que o filme poderia ser pesado e aborrecido mas enganei-me. Meryl Streep tem um desempenho tão forte e hipnotizante que o filme parece que foi feito exclusivamente para ela. O próprio filme, apesar de me parecer ser um pouco brando relativamente aos aspectos políticos mais marcantes de Margaret Thatcher, não deixa de ser interessante e a cena final relembra algo de que nos esquecemos frequentemente -  não podemos controlar tudo na nossa vida.

sábado, 3 de março de 2012

...

A vida ditou aos meus pais que agora, depois dos sessenta anos, mudassem de cidade e de trabalho. Vão recomeçar noutro sítio que, apesar de não ser estranho, os leva para longe de nós - eu e a minha irmã. Apesar do sufoco que agora acaba e que se prolongou durante demasiado tempo, não deixa de ser difícil e estranha esta nova forma de estar, de os saber longe fisicamente.

À tarde, depois do almoço e enquanto conversávamos sobre o que estava aí para vir, o meu pai disse-me que temos de levar a vida "como naquele poema do Alberto Caeiro que tens ali, no quadro do teu escritório".


Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...


Eu sorri.
Vai tudo correr bem.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Engraçado... ou talvez não.

Mas nunca recebi tão poucos telefonemas no meu aniversário como este ano.

(Dizem que é das redes sociais e tal e coiso...)

Eu cá acho que é muito mais que isso.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Trinta e cinco


Os anos que fazemos
também nos fazem a nós.
Os anos que fizemos nos fizeram.
Os anos que faremos nos farão.
É de anos que somos feitos,
de breve e misterioso tempo.
Em nós estão os anos que já fomos.
Esses anos, que fizemos, somos nós,
do cimo da cabeça à ponta dos pés.
Quanto tempo somos?
Quantos anos és?
(...)

Álvaro Magalhães 
in O Limpa-palavras e outros poemas


domingo, 26 de fevereiro de 2012

All we need is love

Os últimos dias não têm sido nada fáceis. A saúde anda periclitante e hoje lá fui dar mais uma voltinha à urgência do hospital. 
E a minha cara-metade que não se poupa a esforços e tem sido mais que perfeito nesta árdua tarefa de lidar com o meu "nem sempre tão bom feitio" e andar comigo para cá e para lá. 
Esta semana até tive direito a um jantar especialmente feito para mim. Que mais posso eu querer?



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cartas não enviadas


O poder do elogio

Sempre me fez muita confusão ouvir algumas pessoas dizer "ele ou ela são os meus maiores críticos". Bem sei que o dizem tendo em conta o sentido construtivo da crítica, no entanto, não deixa de ser estranha esta mania de as pessoas acharem que só crescemos com críticas. Então, e os elogios? Onde fica o reconhecimento daquilo que fazemos bem feito, sejam coisas pequenas ou grandes? Porque devemos nós valorizar mais os aspetos negativos e não os positivos? Onde e como fica a nossa auto-estima no meio de tanta crítica construtiva?

Este pequeno filme revela o poder do elogio e a forma como pode motivar as pessoas. É realmente surpreendente.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

:)

Na minha adolescência trabalhei uns meses no McDonald's. Fiz parte de uma equipa que abriu um dos primeiros restaurantes em Lisboa. O espírito de grupo era incrível, as pessoas eram  simpáticas umas com as outras e, muito sinceramente, nunca me pareceu que houvesse cinismo ou falta de cooperação entre a equipa Foi aí que conheci a P., uma amiga que ficou até aos dias de hoje - uma miúda  muito querida, humilde, boa onda e com quem passei as minhas primeiras férias de Verão, no Algarve, sem os meus pais. 

Ontem, por acaso, encontrei-a. Já não a via há uns bons três anos e foi tão bom sentir que nada mudou... Quando me viu fez uma festa, (com o seu jeito de palhacita, como ela diz) conversámos um bocadinho, trocámos os novos números de telefone e contou-me algumas das suas novidades. Ficou a promessa de nos encontrarmos brevemente para conversar mais um pouco e eu fiquei tão feliz, mas tão feliz que me esqueci completamente do meu rim e das dores que tive. 

I am a cat person



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O fim de semana foi muito bom mas...

.... não há bela sem senão. Acontece a manhã foi passada inteirinha nas urgências do hospital. Diagnóstico: cólica renal e a recomendação para beber muita água.
Mas tudo tem um lado bom! O meu foi quando o Javi Garcia passou por mim em plena sala de urgências. Bem giro o rapaz! 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

...

O gato dorme, a máquina da roupa já está a lavar, o sol entra pelas janelas, a cara-metade ainda não acordou,  hoje nenhum de nós vai trabalhar e eu acordei com esta musiquinha na cabeça. Apropriado, diria.