sexta-feira, 30 de março de 2012

Favoritos de Março

Inspirada por esta menina resolvi também fazer a linha lista de coisas favoritas do mês. Tenho descoberto sites, blogues e ideias tão giras que preciso mesmo de os deixar guardados, caso contrário, perco tudo de vista. Talvez esta seja uma forma de não me esquecer mais das coisas bonitas e interessantes que vejo por aí.

Les petites choses - um site de bijuteria artesanal. Linda, linda, linda!
Forgotten Bookmarks - marcadores e papelinhos esquecidos dentro dos livros.
Sweet Paul magazine - uma revista cheia de coisas bonitas.
Better after - um blogue de decoração. O antes e o depois de pequenas e grandes mudanças.
Dear Photograph - um blogue muito bonito, cheio de fotografias antigas e memórias.
35 presentes que as crianças não vão esquecer - não, não são objetos.

If your house was burning, what would you take with you?


(ideia retirada daqui)

Home

Nunca dei tanta atenção a blogues e sites de decoração. É tempo de mudanças aqui em casa; grandes mudanças.


quinta-feira, 29 de março de 2012

...

Tenho dois casamentos este ano e não encontro um vestido digno do meu gosto que seja apropriado às ocasiões. É tudo branco, bege ou pérola. Onde andam os vestidos coloridos para esta primavera/verão?

quinta-feira, 22 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

A única resolução possível de ano novo (quando já ninguém se lembra disso)

Sem falar em dinheiro, sem referir os bens materialistas que devíamos deixar de comprar. Sem falar nas dietas ou nos afazeres diários, na nossa capacidade de organização ou na falta dela, nos cuidados com a saúde e nas promessas disto e daquilo. A única resolução possível de ano novo é aquela que dizemos a nós próprios, com ou sem passas, sozinhos ou acompanhados. Fica para nós e é quase um segredo que guardamos o ano inteiro e vamos lembrando de tempos em tempos. É íntima e intransmissível; pequena e ainda assim, tão grande. 
Hoje num domingo maravilhoso de sol, enquanto olhava o mar, lembrei-de da minha. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Às vezes canso-me

Canso-me das críticas, dos julgamentos, das opiniões (infundadas ou não), dos juízos de valor. Canso-me que digam o que é melhor ou pior para mim e canso-me sobretudo que não respeitem as minhas e as nossas escolhas e questionem constantemente isto e aquilo. Cansa-me também o encolher de ombros, essa forma de estar que à minha frente revela, sobretudo, uma grande incompreensão sobre a pessoa que sou e a vida que escolhi para mim.
Não estou zangada mas estou triste, ando triste e é isso que mói. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

The Iron Lady

Confesso que a minha curiosidade em relação a este filme baseava-se simplesmente no desempenho de Meryl Streep. Pensei mesmo que o filme poderia ser pesado e aborrecido mas enganei-me. Meryl Streep tem um desempenho tão forte e hipnotizante que o filme parece que foi feito exclusivamente para ela. O próprio filme, apesar de me parecer ser um pouco brando relativamente aos aspectos políticos mais marcantes de Margaret Thatcher, não deixa de ser interessante e a cena final relembra algo de que nos esquecemos frequentemente -  não podemos controlar tudo na nossa vida.

sábado, 3 de março de 2012

...

A vida ditou aos meus pais que agora, depois dos sessenta anos, mudassem de cidade e de trabalho. Vão recomeçar noutro sítio que, apesar de não ser estranho, os leva para longe de nós - eu e a minha irmã. Apesar do sufoco que agora acaba e que se prolongou durante demasiado tempo, não deixa de ser difícil e estranha esta nova forma de estar, de os saber longe fisicamente.

À tarde, depois do almoço e enquanto conversávamos sobre o que estava aí para vir, o meu pai disse-me que temos de levar a vida "como naquele poema do Alberto Caeiro que tens ali, no quadro do teu escritório".


Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...


Eu sorri.
Vai tudo correr bem.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Engraçado... ou talvez não.

Mas nunca recebi tão poucos telefonemas no meu aniversário como este ano.

(Dizem que é das redes sociais e tal e coiso...)

Eu cá acho que é muito mais que isso.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Trinta e cinco


Os anos que fazemos
também nos fazem a nós.
Os anos que fizemos nos fizeram.
Os anos que faremos nos farão.
É de anos que somos feitos,
de breve e misterioso tempo.
Em nós estão os anos que já fomos.
Esses anos, que fizemos, somos nós,
do cimo da cabeça à ponta dos pés.
Quanto tempo somos?
Quantos anos és?
(...)

Álvaro Magalhães 
in O Limpa-palavras e outros poemas