sábado, 22 de setembro de 2012

vigésimo segundo dia - up


Relativizar... ou não.

Podem dizer o que quiserem, pode criticar e fazer julgamentos infundados. Podem até dizer que tenho um determinado feitio, que sou emotiva demais ou então que dou demasiada importância a certas coisas. Acontece que não consigo relativizar aquilo que para mim é importante, príncípios básicos que aos olhos dos outros até podem ser coisas banais. Não consigo. Portanto não me peçam para relativizar, não me peçam para ser branda e passar ao lado de aspetos basilares na minha vida. E tenho dito.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

décimo quarto dia - favorite


E pronto

Começa o trabalho em força e as minhas pernas dão de si. São dores insuportáveis do joelho até aos pés. talvez seja dos quilómetros que faço todos os dias a andar de um lado para o outro ou então não e é só a minha circulação sanguínea que  está  a dar um ar de sua graça. 
Vou ali à farmácia e já volto.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

décimo terceiro dia - table


...

Não tenho muitos anos. Mais de trinta, menos de quarenta. Alguns, apenas para dizer que já vivi alguma coisa. Alguns, os suficientes para dizer que me falta ainda viver muito (espero!) e que desejo que o tempo passe devagar, com complacência perante as agruras que podem ainda surgir e os entraves ou problemas pelos quais terei que passar. 
Lembro-me que em pequena pensava na vida como se fosse algo de muito estranho que me foi oferecido. Pensava que tinha tido muita sorte, que no meu lugar poderia estar outra pessoa, outra ann.dorinha ou um Pedro (o nome escolhido pelos meus pais caso nascesse um rapaz). Cresci menos feliz do que gostaria mas aceitando a vida que me foi dada e pensando sempre que se era assim, era porque tinha mesmo de ser. Alguma coisa boa estaria por aí, para mim. Vivi sempre, quase sempre sem me colocar em primeiro lugar, esquecendo que para estar de bem com os outros teria de estar de bem comigo mesma e nem sempre cuidei de mim da melhor forma. Mas lá dizia o poeta mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. O tempo agora é este, a vontade é esta que trago dentro de mim. Partilhada.

Sem nunca esquecer as pessoas, sem nunca deixar de ser grata para com os outros, agora sim, é tempo de pensar nas minhas prioridades, no que eu quero e o que eu quero é tão simples mas tão bom que nem seria preciso um texto para o lembrar. Mas apeteceu-me.