domingo, 6 de abril de 2014

Baby fashion

Estou a apaixonada por estas meias. Só tenho pena que sejam tão caras na loja online... Não haverá nenhum local em Portugal onde as possa comprar?


domingo, 30 de março de 2014

O que não me aconteceu depois de dar à luz

- Não demorei a perder o peso: numa semana já estava com o meu peso anterior à gravidez e neste momento estou mais magra. Visto toda a roupa que tinha. :D
- Não sofri com a subida do leite e não me custa dar de mamar. :)
- Não perdi cabelo. Aliás, tudo o que diz respeito a pelos, ficou bem melhor. Crescem em menor quantidade e muito mais devagar, vá-se lá saber porquê.
- Continuo a maquilhar-me e arranjar-me. É tudo uma questão de saber gerir o tempo e as horas da sesta da minha princesa. Quando começar a trabalhar, logo se vê.
- Não tenho qualquer problema em amamentar em locais públicos. Apesar de ser mais desconfortável puxa-se de uma fralda para tapar, prendo-a com uma mola à minha roupa para não cair e já está.
- Não perdi o apetite. Como mais apesar de estar ainda com mais restrições alimentares do que na gravidez por causa das cólicas da minha bebé.
- Não levo a minha bebé para a casa de banho quando preciso de tomar banho. Já aconteceu ter de sair a correr e ainda a pingar mas lá está, escolho a hora da sesta para o fazer consigo tomar banho (mais ou menos) tranquila (mas sempre de porta aberta).
- Ainda não disse a frase "quando fores mãe logo vês". Nem tenciono dizê-lo, mas nunca se sabe...

Loucas são as noites que passo sem dormir

Ontem, depois de saber que a hora ia adiantar o meu primeiro pensamento foi este:

"Boa! Assim vou estar acordada de madrugada  menos uma hora".

sexta-feira, 14 de março de 2014

...

Ando por aqui a tentar (re)encontrar-me. Tudo é novo para mim e depois do turbilhão de emoções que foi a gravidez, não é fácil gerir aquilo que vai nos meus pensamentos, as necessidades de uma bebé, tudo o que é preciso fazer em casa, as noites sem dormir e, ainda assim, ter boa cara para as visitas.

Certamente não voltarei a ser a pessoa que era antes da existência da minha filha e isso não me incomoda, nem me incomoda o facto de agora ter outras prioridades, o que me incomoda mesmo é esta sensação estranha que se apoderou de mim. Não é tristeza ou desilusão é apenas esta intuição que sendo mãe, tenho de aguentar tudo, ser forte e perfeita, venha o que vier, dê por onde der. Afinal, como toda a gente me diz, todas as mães passam por isto, não é verdade?

Sem explicação

Não sei como consigo arranjar forças para tudo quando não durmo mais de 3 horas por dia há cerca de um mês.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pormenores que aos outros não interessam nada

Nesta fase, vibrar com o aumento de peso e de comprimento da minha bebé é mais uma forma de sentir o quão amo a minha filha.
De 2700 g e 46 cm a 7 de Fevereiro passou para 3470 g e 51 cm a 11 de Março. Yes! 

domingo, 9 de março de 2014

Surreal

Ontem fomos passear e aproveitar o sol. Às tantas foi necessário mudar a fralda da pequena e enquanto o pai ficou cá fora à espera, eu dirigi-me ao fraldário da casa de banho das senhoras. No espaço de segundos, uma senhora dirige-se a mim, tira-me a minha bebé dos braços, diz "eu ajudo-a" e começa a repenicar as bochechas e as mãos da minha bebé com beijos. Imaginam o filme... subiu em mim uma vontade tão grande de ser mal educada que não sei como consegui dizer tranquilamente enquanto resgatava a minha filha "Não é preciso, obrigada.  E agradeço que não dê beijos à minha bebé".
Posto isto a senhora ainda tem o descaramento de me perguntar "Mas porquê é que eu não posso?" Pois só consegui dizer muito friamente "porque não a conheço de lado nenhum e a bebé é muito pequenina!" 
Claro que a C. resolveu ficar impávida e serena a olhar para a senhora e agarra-lhe o dedo com toda a força fazendo com que a mulher não arredasse pé dali apesar das minhas tentativas. 
Acho que bati o recorde de tempo para a mudança de fralda da minha filha, é o que vos digo.

quinta-feira, 6 de março de 2014

segunda-feira, 3 de março de 2014

Nunca me contaram que era assim

Depois de nove meses de gravidez sofridos e depois da maratona de doze horas em trabalho de parto nunca me contaram sobre a terceira maratona ou ultra maratona: a dos sonos.
Entre dar de mamar, mudar fraldas, fazer arrotar, tentar adormecer a princesa e aliviar-lhe as cólicas não há sonos de mais de uma hora. Eu e o pai já estamos a ficar maluquinhos porque andamos nisto há quase um mês e mesmo com turnos feitos a dois não está a ser nada fácil.  E agora que o pai já foi trabalhar? Fiquei sozinha com este ser pequenino, completamente dependente de mim e a bem da verdade, estou assustada. E cansada, muito cansada.

sábado, 1 de março de 2014

Trinta e sete


[a prenda dos meus dois amores]

Não haveria muito que dizer: ter trinta e sete anos é quase a mesma coisa que ter trinta e seis. Estamos mais perto dos quarenta mas é só isso e sinceramente, esta aproximação nunca me fez assim tanta confusão. Talvez agora comece a pensar mais nisso mas pensar não me tira anos de vida e muito menos me faz reduzir a idade no calendário. Há que aceitar a idade, apenas isso.
Não haveria muito que dizer mas ainda há alguma coisa: desta vez, faço anos e sou mãe. E se antes as palavras "mãe" e "filha" me pertenciam de uma forma, agora sou eu que as uso e lhes dou corpo. Sou eu que as transformo, as embalo e aconchego, sou eu que cuido delas e sinto-me especial por isso.
Tenho a minha família e nunca fui tão feliz.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Vinte dias depois - parte II

Não posso dizer que esteja insatisfeita com o meu corpo. Já perdi todo o peso que ganhei na gravidez, não fiquei com estrias (:D) e verdade seja dita, até estou mais magra. Digam o que disserem, a amamentação está a resultar em pleno comigo e até isso não me custa nada. Não me doeu a subida do leite, não senti calor e a C. mama como se sempre soubesse o que era tal coisa. 

Mas eu cá acho que depois de tudo o que sofri na gravidez - enjoos e vómitos até à véspera do parto - eu bem que merecia ter um puerpério assim, um bocadinho mais fácil que o habitual. Só espero não estar a falar cedo demais.

Vinte dias depois - parte I

Acho que já passei por todas as emoções possíveis e imaginárias. Já sorri muito, já chorei, já estive triste, já me senti desiludida, já estive nervosa e irritada. Mas no meio de tudo isto estou feliz, muito feliz. Os dias têm sido quase sempre iguais e, até agora, não me tem custado por aí além. As noites sim, são difíceis e não dormir é aquilo a que eu chamo uma pequena tortura que me faz entrar (quase) em desespero. 
Apesar de tudo há assim um pequenino senão no meio de toda esta nova fase da nossa vida - antes, a minha filha estava dentro de mim, era só minha (e do pai) e só nós lhe sentíamos os movimentos e eu, como mãe, estava sempre, sempre com ela e ela comigo. Agora parece que é um bocadinho de toda a gente e isso custa-me tanto, tanto... É como se crescesse dentro de mim um sentido de proteção avassalador e fico assim, com vontade de a agarrar e arrancar dos braços das outras pessoas e dizer "não! é minha!" Mas eu sorrio, respiro fundo e percebo que todos queiram conhecer a bebé mais bonita do mundo e logo, logo, ela volta aos meus braços. Espero não perder nunca a  compostura e espero que isto seja apenas uma questão de hormonas, algo de normal que acontece à maior parte das mães e para a qual não estava assim tao preparada. 
Depois é este amor enorme, este sentimento que cresce todos os dias um bocadinho mais e que me assusta porque sei que agora nunca mais vai ser a mesma coisa e eu tenho este ser pequenino à nossa responsabilidade e já começo a pensar em tanta coisa que só me apetece que ela fique assim sempre pequenina que estes meses demorem muito tempo a passar.
Na verdade estes vinte dias têm sido tão bons, tão bons que fico derretida cada vez que a minha menina olha para mim fixamente como que a querer decorar os traços do meu rosto, e fico derretida sempre que ela faz aqueles barulhinhos a mamar ou quando adormece com a cabeça encostada ao meu peito. Vá... eu confesso, estou apaixonada.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A Golpada Americana

Raramente me engano quando vejo as apresentações dos filmes e quando vi o trailer deste disse logo para mim própria que não era filme para mim. Pois... não me enganei. Vi o filme e não gostei. 

[e a parte mais estranha da sessão foi ter levado quase quatro horas para ver um filme de duas horas... isto de ter um bebé dá outra dimensão às coisas]

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O parto

No dia seis de fevereiro senti-me particularmente cansada. Trabalhei todo o dia e fui sentindo umas dores um bocadinho diferentes do habitual mas que não me incomodavam muito. Cheguei a casa extenuada mas aliviada também porque tinha feito o pedido para começar a minha licença de maternidade mais cedo. A minha obstetra não me passou uma baixa para descansar e não tive outra solução a não ser optar por gozar a licença um pouco mais cedo que o habitual. 

A meio da noite acordei com dores de costas e depois de me levantar e de tentar aliviar as dores sentada na bola de pilates, voltei a deitar-me. Eis quando oiço um som parecido ao de uma bolha a rebentar no fundo da minha barriga. Levanto-me e quando chego à casa de banho toda eu deitava água. 
Ao contrário do que eu própria esperava, mantive-me calma. Chamei o R. e ele, ainda meio ensonado, não queria acreditar que tinha chegado a hora de ir para o hospital. Coloquei o fio de ouro que a minha avó me tinha oferecido e saímos de casa.

Chegámos às cinco horas da manhã. Entretanto já tinha enviado mensagem à minha médica que logo me respondeu que estava à minha espera e que a noite estava a ser agitada com muitas grávidas a entrar em trabalho de parto. Foi muito bom ter uma cara conhecida a receber-me no hospital e eu, continuava calma. 
Depois de ser examinada, a minha médica informou-me que o meu parto ia demorar... não tinha qualquer dilatação e era preciso dar tempo ao tempo. Exatamente como eu queria. Colocaram-me a antibiótico e fiquei à espera de ter uma sala de parto só para mim. Foram seis horas de espera mas que me pareceram uns míseros minutos. Telefonei à minha mãe, liguei a uma colega a avisar que não ia trabalhar no meu último dia e liguei também à enfermeira Luisa, do Espaço Cegonha, onde fiz o curso de preparação para o parto. 
Já estava com contrações mas as dores ainda eram suportáveis e fez-me muito bem falar com todas as pessoas a quem tinha ligado. Foi nesse momento que me senti a pessoa mais protegida do mundo. Podem achar que é pura parvoíce mas eu sabia que a minha mãe rezava por mim e pela C., ouvi ao telefone as minhas colegas na escola a darem-me força, recebi mensagens muito queridas da família e de colegas de trabalho e o R. estava ali, tão perto e tão longe. No fundo, sabia e sentia que todos estavam a direcionar energia positiva para mim e para a minha bebé. E continuei calma. 

Já era quase hora de almoço quando entrei para a minha sala de parto, a sala número nove. Entreguei o meu plano de parto à enfermeira que mais tarde me disse que não haveria qualquer problema em cumpri-lo. Coloquei a luz da sala baixinha e pedi para ligarem a música de fundo. O meu R. chegou (finalmente!) e a partir daquele momento começou nossa maratona a três. Mais um toque, mais uma vez a informação que o meu útero ainda não estava preparado e eu só queria que o meu corpo fizesse o trabalho sem ajuda de medicamentos extra. CTG ligado à barriga, as contrações a aumentarem a olhos vistos e toda eu me começava a contorcer de dores. Valeu-me a bola de pilates que nos deixaram levar e que me facilitou a vida naqueles longos segundos de dores intensas. Nos intervalos das contrações o alívio era tanto que quase adormecia agarrada ao R. Nunca me esqueci de respirar e sempre que me descontrolava, o meu mais que tudo estava ali a relembrar-me o ritmo certo da minha respiração. 

Cinco e meia da tarde, novo toque e a boa notícia que estava preparada para levar a epidural. Aí sim, fiquei com algum receio mas logo, logo a epidural estava dada e quinze minutos depois toda eu me sentia nas nuvens. 
E a partir daquele momento foi tudo muito mais fácil. Éramos três pessoas dentro da sala - eu, o R. e a enfermeira-parteira.  De um momento para o outro, de dentro de mim veio uma vontade enorme em fazer força, muita força. E a enfermeira-parteira só me dizia para continuar e eu assim fiz. Senti a minha filha a vir ao mundo sem dor e uma enorme felicidade rodeou-nos naquele momento. Foi tudo muito calmo e sereno. Colocaram-na no meu peito e eu só consegui dizer de sorriso rasgado "olá, filha, minha filha!"

A C. nasceu no dia de anos da minha avó. Uns meses antes, pelo natal, ela tinha-me dito que gostava muito que a bisneta nascesse no dia de anos dela. Coincidência ou não, assim aconteceu e eu fiquei ainda mais feliz por isso, porque não poderia ter dado melhor prenda à minha avó. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A pergunta do dia

"Mas como é que te cansaste no fim de semana se até almoçaste e lanchaste fora de casa e não tiveste trabalho nenhum?"

Não consegui responder. Há coisas que só podemos compreender quando passamos por elas. 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

...

Queria tanto ir ao cinema ver alguns dos filmes nomeados para os Óscares e não posso...  já não consigo estar duas horas sentada na mesma posição... bah!

...

Sinceramente esta gravidez está a ter tudo que eu não esperava, coisas boas e más. Não engordei nada e nem sequer senti grande necessidade de comprar roupa de grávida, só calças e leggings  e mesmo assim comprei as leggings todas na Zara para que me servissem mais tarde. O meu apetite não aumentou e raramente tenho desejos, o que me facilita a vida. O pior é o resto: os enjoos ainda não pararam, os vómitos acontecem quase todos os dias (sim, estou prestes a entrar nas 37 semanas) e nem o Nausefe me vale neste momento. Durmo mal, as costas doem todos os dias, as pernas já estão pesadas e a minha médica não me dá baixa porque estou ótima e a minha bebé também. É bom, eu sei... Ainda bem que ambas estamos com uma ótima saúde  mas já me custa tanto dar aulas que me vou ver obrigada a pôr a licença de maternidade mais cedo para descansar. O parto é já daqui a 3 semanas! Ou antes! Portanto a próxima semana será a minha última semana de trabalho e não vejo a hora de deixar de me levantar às seis e meia da manhã e poder ficar no quentinho dos meus lençóis mais um bocadinho. 

Isto de esperar um filho é tão bom  que às vezes nem sei onde guardar tanta emoção junta. Choro, rio e também me irrito com mais facilidade. Há dias em que quase desespero com tantos vómitos e enjoos mas no fim penso sempre que é tudo pela minha filha e logo, logo o mal estar passa. 
Amanhã chegamos às 37 semanas. Está quase.  :)

sábado, 25 de janeiro de 2014

Caderno do bebé



Chegou esta semana o caderno do bebé que encomendámos. Ainda é mais bonito ao vivo e já comecei a preenchê-lo com tudo o que de mais importante tem acontecido na minha gravidez. 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Um bocadinho do quarto da nossa bebé

E às 34 semanas já temos o quarto da nossa bebé quase, quase pronto. Tem sido um projeto que nos tem dado muito prazer e tem sido muito bom ver o quarto a tomar forma aos bocadinhos. Inspirámo-nos em ideias que vimos na internet, em revistas de decoração e acima de tudo, tentámos que tivesse algo feito por nós.
Hoje mostro apenas uma foto, a seu tempo virão as restantes. Esta revela a nossa peça favorita do quarto: um móbil de borboletas de papel (origami)  feito integralmente pelas nossas mãos. Não está perfeito mas tem em si todo o amor do mundo.