segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dia das mães


A minha filha é doce, tão doce que todos os dias me recebe com um sorriso nos lábios. Tão doce que me faz esquecer as coisas menos boas, tão doce que me dá forças para suportar as saudades dos meus pais, tão doce, tão terna, que me enche o coração de uma felicidade imensa que não dá para explicar. 
Ontem tive um dia feliz, muito feliz. Passeámos, apanhámos um bocadinho de sol e ficámos coma  sensação de já estar no verão. A C. sorriu muito, esteve com os avós paternos e com os tios e acredito que se tenha sentido verdadeiramente feliz. É uma bebé muito tranquila e simpática...
Só faltou um bocadinho, aquele em que devia ter estado com a minha mãe, em que a teria abraçado com todas as minhas forças para lhe dizer mais uma vez que a adoro. 
Telefonei-lhe, conversámos muito, chorámos um bocadinho as duas mas depois passou e acabámos o telefonema com um sorriso nos lábios. 
Hoje estou aqui, ansiosa para que seja ela a telefonar-me - é que eu e a minha irmã enviamos-lhe uma prendinha por correio. Uma prenda para ela e para o meu pai, também. E eu gostava muito de lá estar para a ver a reação deles. :)

sábado, 3 de maio de 2014

Moda ou hábitos saudáveis?


Costumo ler aqui e ali algumas críticas acerca desta moda das corridas e da comida saudável. Eu cá interrogo-me e penso no que leva as pessoas a criticarem este estilo de vida. É que não vejo nada de mal nisto dos pequenos almoços completos, na comida cheia de sementes e nas corridas de fim de semana... não prejudicam ninguém, não impede que os outros tomem as suas opções e não implica nada de extraordinário. Até pode ser uma moda, não o nego, mas tomara que todas as modas fossem assim e potenciassem uma vida mais saudável! 
Se antes de engravidar já corria e adorava fazê-lo, agora tenho muitas saudades dessas manhãs e tardes, ao fim de semana,  em que me cansava e me sentia bem. Tenciono continuar esse meu hábito logo que a C. comece a comer sopas e papas e não esteja tão dependente de mim no que diz respeito à alimentação. Quanto ao resto só posso dizer que ler tanto sobre comida saudável me motivou para eu mesma começar por mudar um pouco a minha alimentação. Por agora são só os pequenos almoços e aos poucos vou começar a fazer refeições menos calóricas e mais ricas em termos nutritivos. 
E pronto, também já aderi ao mundo das sementes! Com muito orgulho. :)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Leite de arroz

Desde que deixei de beber leite que ando à procura de uma alternativa parecida. Li no blogue da Cláudia que o leite de arroz era saboroso e decidi experimentá-lo hoje. Inspirada pelos pequenos-almoços da Catarina, fiz papas de aveia com o leite de arroz e por cima ainda coloquei banana e morangos aos pedacinhos, tudo salpicado com um bocadinho de canela. Gostei muito, fiquei rendida a este leite e a estas papas e acho que a partir de hoje os meus pequenos-almoços vão tornar-se bem mais interessantes e muito mais nutritivos. 

...

O meu gato Sushi não dá muita confiança à nossa filha. Aproxima-se receoso, cheira-a, mas se ela se mexe um bocadinho, ele afasta-se imediatamente. Apesar deste seu comportamento, quando estou a dar de mamar, ele sobe para as minhas pernas e ali fica a dormir, praticamente encostado à bebé. Ciúmes, diria...
Ontem o Sushi fez-nos uma surpresa... Saímos para passear e, sem repararmos, deixamo-lo fechado no nosso quarto. Quando voltámos o gato miava desesperado. Pois bem, esteve cerca de cinco horas fechado, sem poder comer ou fazer as suas necessidades no sítio correto. E onde se lembrou ele de ir fazer chichi? No berço da bebé, em cima dos lençóis. Claro que já não vou usar mais aqueles lençóis e no meio disto tudo ainda tivemos sorte porque o colchão estava protegido com aquelas capas impermeáveis e não se sujou. Não nos chateámos com o bichano, a culpa foi nossa e ele, coitado, teve de se aliviar, mas podia tê-lo feito no chão, é um facto...
Agora só nos resta ser mais cuidadosos e antes de sair de casa, verificar SEMPRE onde está o Sushi. :)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

De cravo ao peito

Hoje saímos e passeámos na Avenida da Liberdade. 
Tu, minha filha, com os teus dois meses e meio, pequenina e frágil, apesar de ainda não perceberes o que é isto da liberdade espero que tenhas sentido esta energia positiva a irradiar das pessoas, espero que tenhas ouvido todas as vozes gritar e cantar esta emoção tão grande. Um dia, mais tarde, eu e o teu pai iremos contar-te a história da liberdade, tal como os teus avós fizeram comigo. E espero que te emociones e te comovas (como me acontece, todos os anos) e percebas que a liberdade mais do que um direito de todos nós, é o maior tesouro que temos.

domingo, 6 de abril de 2014

Baby fashion

Estou a apaixonada por estas meias. Só tenho pena que sejam tão caras na loja online... Não haverá nenhum local em Portugal onde as possa comprar?


domingo, 30 de março de 2014

O que não me aconteceu depois de dar à luz

- Não demorei a perder o peso: numa semana já estava com o meu peso anterior à gravidez e neste momento estou mais magra. Visto toda a roupa que tinha. :D
- Não sofri com a subida do leite e não me custa dar de mamar. :)
- Não perdi cabelo. Aliás, tudo o que diz respeito a pelos, ficou bem melhor. Crescem em menor quantidade e muito mais devagar, vá-se lá saber porquê.
- Continuo a maquilhar-me e arranjar-me. É tudo uma questão de saber gerir o tempo e as horas da sesta da minha princesa. Quando começar a trabalhar, logo se vê.
- Não tenho qualquer problema em amamentar em locais públicos. Apesar de ser mais desconfortável puxa-se de uma fralda para tapar, prendo-a com uma mola à minha roupa para não cair e já está.
- Não perdi o apetite. Como mais apesar de estar ainda com mais restrições alimentares do que na gravidez por causa das cólicas da minha bebé.
- Não levo a minha bebé para a casa de banho quando preciso de tomar banho. Já aconteceu ter de sair a correr e ainda a pingar mas lá está, escolho a hora da sesta para o fazer consigo tomar banho (mais ou menos) tranquila (mas sempre de porta aberta).
- Ainda não disse a frase "quando fores mãe logo vês". Nem tenciono dizê-lo, mas nunca se sabe...

Loucas são as noites que passo sem dormir

Ontem, depois de saber que a hora ia adiantar o meu primeiro pensamento foi este:

"Boa! Assim vou estar acordada de madrugada  menos uma hora".

sexta-feira, 14 de março de 2014

...

Ando por aqui a tentar (re)encontrar-me. Tudo é novo para mim e depois do turbilhão de emoções que foi a gravidez, não é fácil gerir aquilo que vai nos meus pensamentos, as necessidades de uma bebé, tudo o que é preciso fazer em casa, as noites sem dormir e, ainda assim, ter boa cara para as visitas.

Certamente não voltarei a ser a pessoa que era antes da existência da minha filha e isso não me incomoda, nem me incomoda o facto de agora ter outras prioridades, o que me incomoda mesmo é esta sensação estranha que se apoderou de mim. Não é tristeza ou desilusão é apenas esta intuição que sendo mãe, tenho de aguentar tudo, ser forte e perfeita, venha o que vier, dê por onde der. Afinal, como toda a gente me diz, todas as mães passam por isto, não é verdade?

Sem explicação

Não sei como consigo arranjar forças para tudo quando não durmo mais de 3 horas por dia há cerca de um mês.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pormenores que aos outros não interessam nada

Nesta fase, vibrar com o aumento de peso e de comprimento da minha bebé é mais uma forma de sentir o quão amo a minha filha.
De 2700 g e 46 cm a 7 de Fevereiro passou para 3470 g e 51 cm a 11 de Março. Yes! 

domingo, 9 de março de 2014

Surreal

Ontem fomos passear e aproveitar o sol. Às tantas foi necessário mudar a fralda da pequena e enquanto o pai ficou cá fora à espera, eu dirigi-me ao fraldário da casa de banho das senhoras. No espaço de segundos, uma senhora dirige-se a mim, tira-me a minha bebé dos braços, diz "eu ajudo-a" e começa a repenicar as bochechas e as mãos da minha bebé com beijos. Imaginam o filme... subiu em mim uma vontade tão grande de ser mal educada que não sei como consegui dizer tranquilamente enquanto resgatava a minha filha "Não é preciso, obrigada.  E agradeço que não dê beijos à minha bebé".
Posto isto a senhora ainda tem o descaramento de me perguntar "Mas porquê é que eu não posso?" Pois só consegui dizer muito friamente "porque não a conheço de lado nenhum e a bebé é muito pequenina!" 
Claro que a C. resolveu ficar impávida e serena a olhar para a senhora e agarra-lhe o dedo com toda a força fazendo com que a mulher não arredasse pé dali apesar das minhas tentativas. 
Acho que bati o recorde de tempo para a mudança de fralda da minha filha, é o que vos digo.

quinta-feira, 6 de março de 2014

segunda-feira, 3 de março de 2014

Nunca me contaram que era assim

Depois de nove meses de gravidez sofridos e depois da maratona de doze horas em trabalho de parto nunca me contaram sobre a terceira maratona ou ultra maratona: a dos sonos.
Entre dar de mamar, mudar fraldas, fazer arrotar, tentar adormecer a princesa e aliviar-lhe as cólicas não há sonos de mais de uma hora. Eu e o pai já estamos a ficar maluquinhos porque andamos nisto há quase um mês e mesmo com turnos feitos a dois não está a ser nada fácil.  E agora que o pai já foi trabalhar? Fiquei sozinha com este ser pequenino, completamente dependente de mim e a bem da verdade, estou assustada. E cansada, muito cansada.

sábado, 1 de março de 2014

Trinta e sete


[a prenda dos meus dois amores]

Não haveria muito que dizer: ter trinta e sete anos é quase a mesma coisa que ter trinta e seis. Estamos mais perto dos quarenta mas é só isso e sinceramente, esta aproximação nunca me fez assim tanta confusão. Talvez agora comece a pensar mais nisso mas pensar não me tira anos de vida e muito menos me faz reduzir a idade no calendário. Há que aceitar a idade, apenas isso.
Não haveria muito que dizer mas ainda há alguma coisa: desta vez, faço anos e sou mãe. E se antes as palavras "mãe" e "filha" me pertenciam de uma forma, agora sou eu que as uso e lhes dou corpo. Sou eu que as transformo, as embalo e aconchego, sou eu que cuido delas e sinto-me especial por isso.
Tenho a minha família e nunca fui tão feliz.