A minha filha é parecida com toda a gente da família... menos comigo.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
Cortar um bolo
Pois é... parece que há uma forma correta de cortar o bolo, preservando a sua humidade e frescura. Não é nada complicado e, de facto, as fatias ficam bem mais perfeitinhas. Ora vejam.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
#100happydays - 001
Ontem, por mero acaso, tive conhecimento deste projeto. É simples, basta tirar uma foto por dia, durante cem dias, de momentos que nos façam felizes.
Eu, que já participei noutros projetos semelhantes como este aqui, achei que este era menos cansativo e mais motivante. Nem sempre reparamos nos momentos que nos fazem felizes e às vezes achamos que o dia correu muito mal quando, na verdade, há sempre qualquer coisa que até nos deixou de sorriso nos lábios. É um projeto que acaba por se cruzar com outro - o melhor do meu dia. Assim, junto dois num só e faço uma das coisas que mais gosto, fotografar.
Claro que tinha de começar pela minha filha, a maior felicidade de todas.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Quatro meses e meio (quase)
A minha filha acorda e adormece a sorrir. Ri-se das cócegas que lhe faço no pescoço e dá gritinhos de alegria quando brincamos com ela. Acredito que é totalmente feliz e faz-me tão feliz que me sinto abençoada todos os dias. A toda a hora.
terça-feira, 17 de junho de 2014
...
Ouvir a minha mãe dizer que desde que a minha filha nasceu eu fiquei muito mais calma foi um presente daqueles, enormes! :)
segunda-feira, 16 de junho de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
Mundial de Futebol
Terá sido impressão minha ou cerimónia de abertura foi assim... fraca, fraquinha?
[Não gostei, não me entusiasmou, não houve novidades]
[Não gostei, não me entusiasmou, não houve novidades]
sexta-feira, 13 de junho de 2014
É assim a vida
Se há coisa que me corta o coração é ver na televisão aquelas notícias sobre jovens que têm de ir trabalhar para fora do país. É inevitável ficar de lágrima no canto do olho. Podem dizer o que quiserem, podem argumentar que Portugal sempre foi um pais de emigrantes, que os jovens vão procurar uma melhor qualidade de vida, que vão ter aquilo que não têm em Portugal mas... e o resto? A família, os amigos, o conforto de casa, da nossa língua? Será que há alguma coisa que pague tudo isto? Eu, que sou tão apegada à minha família, nem sequer concebo esta ideia de ir para o estrangeiro... percebo e apoio quem o faça e até admiro estes jovens que procuram seguir a sua vida mas fico sempre com a sensação que por cá fica sempre um bocadinho deles.
Os meus pais estão longe, não estão fora do país mas estão longe. Não os posso ver quando quero, quando me apetece e eles também não podem estar comigo com a facilidade de antigamente. Voltaram para a terra quando a crise bateu à porta e por lá ficaram. É assim a vida, dizem. A princípio foi estranho, as minhas rotinas mudaram, só lá ia a casa para regar as plantas e ver o correio e sempre que ali entrava era esquisito. A casa ainda tinha o mesmo cheiro (e ainda tem) mas os meus pais não estavam e ficava sempre com uma sensação de vazio e muita saudade. Agora já estou habituada a ver a casa vazia mas... as despedidas custam mais e a saudade, essa ainda é maior. Desde que sou mãe parece que houve qualquer coisa que mudou em mim. Não, não tem a ver apenas com o facto de valorizar mais aquilo que os meus pais são e que fizeram por mim durante toda a minha vida, tem a ver simplesmente com o tempo, o tempo que passa e já não volta. Sei que não posso focar-me naquilo que estou a perder, sei que não posso valorizar mais os dias de ausência. Todos os dias penso neles, falo com eles e preocupo-me com eles. Todos os dias falo da avó Maria e do avô Zé à minha filha e digo-lhe que estão cheios de saudade e que gostam muito dela. Mas tenho pena que ela não posso crescer diariamente com os avós maternos e que eu não possa partilhar tantas conversas e sentimentos com eles e isso dói-me muito. É assim a vida.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Desabafo
Às vezes gostava de não ser eu a lembrar-me de (quase) tudo - de algumas datas, consultas, medicamentos a comprar, impressos a enviar, inscrições a fazer, tirar o jantar, coisas importantes a não esquecer. Às vezes gostava que se antecipassem mais vezes a mim e seria bom, muito bom.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
...
Há mais de dez anos que ando pela blogosfera. Conhecia boa gente, fiz alguns amigos e as minhas duas melhores amigas encontrei-as por aqui, em 2004. Dez anos passaram e o mundo da blogosfera mudou radicalmente. Cheguei a ter um blogue com mais de 600 seguidores. Muita gente entrava na minha casa, muitos desconhecidos e muitos comentários... Como tudo na vida, as vantagens e desvantagens estavam bem presentes mas comecei a sentir que devia resguardar-me um bocadinho mais e dei por terminado o blogue, em 2011.
Acabei por voltar com este blogue, num registo um pouco diferente do anterior. E se ultimamente falo mais da minha filha não é porque queira tornar este espaço num babyblog é simplesmente porque ela é, agora, aquilo que tenho de mais importante na minha vida. É inevitável falar da minha filha. Estou em casa há três meses e meio e ainda não estou farta. Apesar de não ser fácil, apesar da solidão que às vezes bate à porta, de todas as mudanças, das novas rotinas, gosto. Gosto muito. Ficava com ela em casa, pelo menos, até fazer um ano de idade, mas não posso. Julho está quase aí e com ele vem o regresso ao trabalho. Até lá só quero aproveitar este tempo precioso com a minha filha.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Constatação
Ninguém pensou nas mulheres que amamentam no verão. Só há soutiens em branco ou preto e são todos muito feios. :S
Vá... estes são aceitáveis, mas as cores ajudam para a estação que se aproxima.
Vá... estes são aceitáveis, mas as cores ajudam para a estação que se aproxima.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Fraldas, a minha opinião
Quando estava grávida pensei imediatamente em fazer um stock de fraldas quando as encontrasse em promoção. Assim o fiz; comprei algumas embalagens de fraldas Dodot Sensitive 1 e 2. Claro que a minha C. trocou-me as voltas e descobri que é alérgica a qualquer tipo de fraldas Dodot. A partir daqui iniciou-se a busca pelas fraldas certas para a minha filha e posso dizer que acho que já experimentei tudo o que há no mercado. Ou experimentou a minha bebé que, coitadinha, nem se pode queixar de tantas mudanças. Mas agora estabilizámos e já temos as nossas fraldas prediletas: Moltex, Minipreço e Nunex.
As do Minipreço e as Nunex são muito macias e não têm aquela rede que aparece nas Dodot e que se cola à pele. As da Moltex possuem a rede mas esta, felizmente, não se cola e é mais fininha. Todas elas têm boa capacidade de absorção mas as Moltex e as Nunex são mais indicadas para usar de noite já que a capacidade de absorção é bastante superior. As fraldas do Minipreço são uma boa escolha para o dia a dia, com trocas mais frequentes.
Não há coincidências
Uns dias depois de escrever o post abaixo, vi no programa Praça da Alegria onde se falava de parentalidade consciente. O assunto interessou-me e andei na internet a pesquisar um bocadinho mais sobre o tema. Às tantas dei com este curso e a minha intuição foi inscrever-me imediatamente.
Começa já na quarta-feira, é um curso online, mas acima de tudo acho que me vai fazer refletir sobre o presente, a minha auto-estima e o meu bem-estar. Bem preciso.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Coisas menos boas
Não falo nas dores de costas diárias e constantes, não falo nesta solidão estranha que se apoderou de mim, não falo nas saudades dos meus pais, da falta que sinto do colo da minha mãe e do abraço do meu pai. Não falo neste tempo que sinto que passa a correr e do tempo que não tenho para mim. Não falo na vontade que tenho em ir correr, não falo das saudades que tenho de comer sushi ou marisco. Não falo do aperto que sinto quando penso que a minha bebé, depois do Verão, vai para a creche, não falo da falta que sinto dos meus amigos e de uma conversa daquelas. Não falo muito de mim e enfim, se calhar precisava.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Dia das mães
A minha filha é doce, tão doce que todos os dias me recebe com um sorriso nos lábios. Tão doce que me faz esquecer as coisas menos boas, tão doce que me dá forças para suportar as saudades dos meus pais, tão doce, tão terna, que me enche o coração de uma felicidade imensa que não dá para explicar.
Ontem tive um dia feliz, muito feliz. Passeámos, apanhámos um bocadinho de sol e ficámos coma sensação de já estar no verão. A C. sorriu muito, esteve com os avós paternos e com os tios e acredito que se tenha sentido verdadeiramente feliz. É uma bebé muito tranquila e simpática...
Só faltou um bocadinho, aquele em que devia ter estado com a minha mãe, em que a teria abraçado com todas as minhas forças para lhe dizer mais uma vez que a adoro.
Telefonei-lhe, conversámos muito, chorámos um bocadinho as duas mas depois passou e acabámos o telefonema com um sorriso nos lábios.
Hoje estou aqui, ansiosa para que seja ela a telefonar-me - é que eu e a minha irmã enviamos-lhe uma prendinha por correio. Uma prenda para ela e para o meu pai, também. E eu gostava muito de lá estar para a ver a reação deles. :)
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
Moda ou hábitos saudáveis?
Costumo ler aqui e ali algumas críticas acerca desta moda das corridas e da comida saudável. Eu cá interrogo-me e penso no que leva as pessoas a criticarem este estilo de vida. É que não vejo nada de mal nisto dos pequenos almoços completos, na comida cheia de sementes e nas corridas de fim de semana... não prejudicam ninguém, não impede que os outros tomem as suas opções e não implica nada de extraordinário. Até pode ser uma moda, não o nego, mas tomara que todas as modas fossem assim e potenciassem uma vida mais saudável!
Se antes de engravidar já corria e adorava fazê-lo, agora tenho muitas saudades dessas manhãs e tardes, ao fim de semana, em que me cansava e me sentia bem. Tenciono continuar esse meu hábito logo que a C. comece a comer sopas e papas e não esteja tão dependente de mim no que diz respeito à alimentação. Quanto ao resto só posso dizer que ler tanto sobre comida saudável me motivou para eu mesma começar por mudar um pouco a minha alimentação. Por agora são só os pequenos almoços e aos poucos vou começar a fazer refeições menos calóricas e mais ricas em termos nutritivos.
E pronto, também já aderi ao mundo das sementes! Com muito orgulho. :)
quarta-feira, 30 de abril de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Leite de arroz
Desde que deixei de beber leite que ando à procura de uma alternativa parecida. Li no blogue da Cláudia que o leite de arroz era saboroso e decidi experimentá-lo hoje. Inspirada pelos pequenos-almoços da Catarina, fiz papas de aveia com o leite de arroz e por cima ainda coloquei banana e morangos aos pedacinhos, tudo salpicado com um bocadinho de canela. Gostei muito, fiquei rendida a este leite e a estas papas e acho que a partir de hoje os meus pequenos-almoços vão tornar-se bem mais interessantes e muito mais nutritivos.
...
O meu gato Sushi não dá muita confiança à nossa filha. Aproxima-se receoso, cheira-a, mas se ela se mexe um bocadinho, ele afasta-se imediatamente. Apesar deste seu comportamento, quando estou a dar de mamar, ele sobe para as minhas pernas e ali fica a dormir, praticamente encostado à bebé. Ciúmes, diria...
Ontem o Sushi fez-nos uma surpresa... Saímos para passear e, sem repararmos, deixamo-lo fechado no nosso quarto. Quando voltámos o gato miava desesperado. Pois bem, esteve cerca de cinco horas fechado, sem poder comer ou fazer as suas necessidades no sítio correto. E onde se lembrou ele de ir fazer chichi? No berço da bebé, em cima dos lençóis. Claro que já não vou usar mais aqueles lençóis e no meio disto tudo ainda tivemos sorte porque o colchão estava protegido com aquelas capas impermeáveis e não se sujou. Não nos chateámos com o bichano, a culpa foi nossa e ele, coitado, teve de se aliviar, mas podia tê-lo feito no chão, é um facto...
Agora só nos resta ser mais cuidadosos e antes de sair de casa, verificar SEMPRE onde está o Sushi. :)
sexta-feira, 25 de abril de 2014
De cravo ao peito
Hoje saímos e passeámos na Avenida da Liberdade.
Tu, minha filha, com os teus dois meses e meio, pequenina e frágil, apesar de ainda não perceberes o que é isto da liberdade espero que tenhas sentido esta energia positiva a irradiar das pessoas, espero que tenhas ouvido todas as vozes gritar e cantar esta emoção tão grande. Um dia, mais tarde, eu e o teu pai iremos contar-te a história da liberdade, tal como os teus avós fizeram comigo. E espero que te emociones e te comovas (como me acontece, todos os anos) e percebas que a liberdade mais do que um direito de todos nós, é o maior tesouro que temos.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
Baby fashion
Estou a apaixonada por estas meias. Só tenho pena que sejam tão caras na loja online... Não haverá nenhum local em Portugal onde as possa comprar?
domingo, 30 de março de 2014
O que não me aconteceu depois de dar à luz
- Não demorei a perder o peso: numa semana já estava com o meu peso anterior à gravidez e neste momento estou mais magra. Visto toda a roupa que tinha. :D
- Não sofri com a subida do leite e não me custa dar de mamar. :)
- Não perdi cabelo. Aliás, tudo o que diz respeito a pelos, ficou bem melhor. Crescem em menor quantidade e muito mais devagar, vá-se lá saber porquê.
- Continuo a maquilhar-me e arranjar-me. É tudo uma questão de saber gerir o tempo e as horas da sesta da minha princesa. Quando começar a trabalhar, logo se vê.
- Não tenho qualquer problema em amamentar em locais públicos. Apesar de ser mais desconfortável puxa-se de uma fralda para tapar, prendo-a com uma mola à minha roupa para não cair e já está.
- Não perdi o apetite. Como mais apesar de estar ainda com mais restrições alimentares do que na gravidez por causa das cólicas da minha bebé.
- Não levo a minha bebé para a casa de banho quando preciso de tomar banho. Já aconteceu ter de sair a correr e ainda a pingar mas lá está, escolho a hora da sesta para o fazer consigo tomar banho (mais ou menos) tranquila (mas sempre de porta aberta).
- Ainda não disse a frase "quando fores mãe logo vês". Nem tenciono dizê-lo, mas nunca se sabe...
Loucas são as noites que passo sem dormir
Ontem, depois de saber que a hora ia adiantar o meu primeiro pensamento foi este:
"Boa! Assim vou estar acordada de madrugada menos uma hora".
"Boa! Assim vou estar acordada de madrugada menos uma hora".
sexta-feira, 14 de março de 2014
...
Ando por aqui a tentar (re)encontrar-me. Tudo é novo para mim e depois do turbilhão de emoções que foi a gravidez, não é fácil gerir aquilo que vai nos meus pensamentos, as necessidades de uma bebé, tudo o que é preciso fazer em casa, as noites sem dormir e, ainda assim, ter boa cara para as visitas.
Certamente não voltarei a ser a pessoa que era antes da existência da minha filha e isso não me incomoda, nem me incomoda o facto de agora ter outras prioridades, o que me incomoda mesmo é esta sensação estranha que se apoderou de mim. Não é tristeza ou desilusão é apenas esta intuição que sendo mãe, tenho de aguentar tudo, ser forte e perfeita, venha o que vier, dê por onde der. Afinal, como toda a gente me diz, todas as mães passam por isto, não é verdade?
Sem explicação
Não sei como consigo arranjar forças para tudo quando não durmo mais de 3 horas por dia há cerca de um mês.
terça-feira, 11 de março de 2014
Pormenores que aos outros não interessam nada
Nesta fase, vibrar com o aumento de peso e de comprimento da minha bebé é mais uma forma de sentir o quão amo a minha filha.
De 2700 g e 46 cm a 7 de Fevereiro passou para 3470 g e 51 cm a 11 de Março. Yes!
domingo, 9 de março de 2014
Surreal
Ontem fomos passear e aproveitar o sol. Às tantas foi necessário mudar a fralda da pequena e enquanto o pai ficou cá fora à espera, eu dirigi-me ao fraldário da casa de banho das senhoras. No espaço de segundos, uma senhora dirige-se a mim, tira-me a minha bebé dos braços, diz "eu ajudo-a" e começa a repenicar as bochechas e as mãos da minha bebé com beijos. Imaginam o filme... subiu em mim uma vontade tão grande de ser mal educada que não sei como consegui dizer tranquilamente enquanto resgatava a minha filha "Não é preciso, obrigada. E agradeço que não dê beijos à minha bebé".
Posto isto a senhora ainda tem o descaramento de me perguntar "Mas porquê é que eu não posso?" Pois só consegui dizer muito friamente "porque não a conheço de lado nenhum e a bebé é muito pequenina!"
Claro que a C. resolveu ficar impávida e serena a olhar para a senhora e agarra-lhe o dedo com toda a força fazendo com que a mulher não arredasse pé dali apesar das minhas tentativas.
Acho que bati o recorde de tempo para a mudança de fralda da minha filha, é o que vos digo.
quinta-feira, 6 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
Nunca me contaram que era assim
Depois de nove meses de gravidez sofridos e depois da maratona de doze horas em trabalho de parto nunca me contaram sobre a terceira maratona ou ultra maratona: a dos sonos.
Entre dar de mamar, mudar fraldas, fazer arrotar, tentar adormecer a princesa e aliviar-lhe as cólicas não há sonos de mais de uma hora. Eu e o pai já estamos a ficar maluquinhos porque andamos nisto há quase um mês e mesmo com turnos feitos a dois não está a ser nada fácil. E agora que o pai já foi trabalhar? Fiquei sozinha com este ser pequenino, completamente dependente de mim e a bem da verdade, estou assustada. E cansada, muito cansada.
sábado, 1 de março de 2014
Trinta e sete
[a prenda dos meus dois amores]
Não haveria muito que dizer: ter trinta e sete anos é quase a mesma coisa que ter trinta e seis. Estamos mais perto dos quarenta mas é só isso e sinceramente, esta aproximação nunca me fez assim tanta confusão. Talvez agora comece a pensar mais nisso mas pensar não me tira anos de vida e muito menos me faz reduzir a idade no calendário. Há que aceitar a idade, apenas isso.
Não haveria muito que dizer mas ainda há alguma coisa: desta vez, faço anos e sou mãe. E se antes as palavras "mãe" e "filha" me pertenciam de uma forma, agora sou eu que as uso e lhes dou corpo. Sou eu que as transformo, as embalo e aconchego, sou eu que cuido delas e sinto-me especial por isso.
Tenho a minha família e nunca fui tão feliz.
Tenho a minha família e nunca fui tão feliz.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Vinte dias depois - parte II
Não posso dizer que esteja insatisfeita com o meu corpo. Já perdi todo o peso que ganhei na gravidez, não fiquei com estrias (:D) e verdade seja dita, até estou mais magra. Digam o que disserem, a amamentação está a resultar em pleno comigo e até isso não me custa nada. Não me doeu a subida do leite, não senti calor e a C. mama como se sempre soubesse o que era tal coisa.
Mas eu cá acho que depois de tudo o que sofri na gravidez - enjoos e vómitos até à véspera do parto - eu bem que merecia ter um puerpério assim, um bocadinho mais fácil que o habitual. Só espero não estar a falar cedo demais.
Vinte dias depois - parte I
Acho que já passei por todas as emoções possíveis e imaginárias. Já sorri muito, já chorei, já estive triste, já me senti desiludida, já estive nervosa e irritada. Mas no meio de tudo isto estou feliz, muito feliz. Os dias têm sido quase sempre iguais e, até agora, não me tem custado por aí além. As noites sim, são difíceis e não dormir é aquilo a que eu chamo uma pequena tortura que me faz entrar (quase) em desespero.
Apesar de tudo há assim um pequenino senão no meio de toda esta nova fase da nossa vida - antes, a minha filha estava dentro de mim, era só minha (e do pai) e só nós lhe sentíamos os movimentos e eu, como mãe, estava sempre, sempre com ela e ela comigo. Agora parece que é um bocadinho de toda a gente e isso custa-me tanto, tanto... É como se crescesse dentro de mim um sentido de proteção avassalador e fico assim, com vontade de a agarrar e arrancar dos braços das outras pessoas e dizer "não! é minha!" Mas eu sorrio, respiro fundo e percebo que todos queiram conhecer a bebé mais bonita do mundo e logo, logo, ela volta aos meus braços. Espero não perder nunca a compostura e espero que isto seja apenas uma questão de hormonas, algo de normal que acontece à maior parte das mães e para a qual não estava assim tao preparada.
Depois é este amor enorme, este sentimento que cresce todos os dias um bocadinho mais e que me assusta porque sei que agora nunca mais vai ser a mesma coisa e eu tenho este ser pequenino à nossa responsabilidade e já começo a pensar em tanta coisa que só me apetece que ela fique assim sempre pequenina que estes meses demorem muito tempo a passar.
Na verdade estes vinte dias têm sido tão bons, tão bons que fico derretida cada vez que a minha menina olha para mim fixamente como que a querer decorar os traços do meu rosto, e fico derretida sempre que ela faz aqueles barulhinhos a mamar ou quando adormece com a cabeça encostada ao meu peito. Vá... eu confesso, estou apaixonada.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
A Golpada Americana
Raramente me engano quando vejo as apresentações dos filmes e quando vi o trailer deste disse logo para mim própria que não era filme para mim. Pois... não me enganei. Vi o filme e não gostei.
[e a parte mais estranha da sessão foi ter levado quase quatro horas para ver um filme de duas horas... isto de ter um bebé dá outra dimensão às coisas]
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
O parto
No dia seis de fevereiro senti-me particularmente cansada. Trabalhei todo o dia e fui sentindo umas dores um bocadinho diferentes do habitual mas que não me incomodavam muito. Cheguei a casa extenuada mas aliviada também porque tinha feito o pedido para começar a minha licença de maternidade mais cedo. A minha obstetra não me passou uma baixa para descansar e não tive outra solução a não ser optar por gozar a licença um pouco mais cedo que o habitual.
A meio da noite acordei com dores de costas e depois de me levantar e de tentar aliviar as dores sentada na bola de pilates, voltei a deitar-me. Eis quando oiço um som parecido ao de uma bolha a rebentar no fundo da minha barriga. Levanto-me e quando chego à casa de banho toda eu deitava água.
Ao contrário do que eu própria esperava, mantive-me calma. Chamei o R. e ele, ainda meio ensonado, não queria acreditar que tinha chegado a hora de ir para o hospital. Coloquei o fio de ouro que a minha avó me tinha oferecido e saímos de casa.
Chegámos às cinco horas da manhã. Entretanto já tinha enviado mensagem à minha médica que logo me respondeu que estava à minha espera e que a noite estava a ser agitada com muitas grávidas a entrar em trabalho de parto. Foi muito bom ter uma cara conhecida a receber-me no hospital e eu, continuava calma.
Depois de ser examinada, a minha médica informou-me que o meu parto ia demorar... não tinha qualquer dilatação e era preciso dar tempo ao tempo. Exatamente como eu queria. Colocaram-me a antibiótico e fiquei à espera de ter uma sala de parto só para mim. Foram seis horas de espera mas que me pareceram uns míseros minutos. Telefonei à minha mãe, liguei a uma colega a avisar que não ia trabalhar no meu último dia e liguei também à enfermeira Luisa, do Espaço Cegonha, onde fiz o curso de preparação para o parto.
Já estava com contrações mas as dores ainda eram suportáveis e fez-me muito bem falar com todas as pessoas a quem tinha ligado. Foi nesse momento que me senti a pessoa mais protegida do mundo. Podem achar que é pura parvoíce mas eu sabia que a minha mãe rezava por mim e pela C., ouvi ao telefone as minhas colegas na escola a darem-me força, recebi mensagens muito queridas da família e de colegas de trabalho e o R. estava ali, tão perto e tão longe. No fundo, sabia e sentia que todos estavam a direcionar energia positiva para mim e para a minha bebé. E continuei calma.
Já era quase hora de almoço quando entrei para a minha sala de parto, a sala número nove. Entreguei o meu plano de parto à enfermeira que mais tarde me disse que não haveria qualquer problema em cumpri-lo. Coloquei a luz da sala baixinha e pedi para ligarem a música de fundo. O meu R. chegou (finalmente!) e a partir daquele momento começou nossa maratona a três. Mais um toque, mais uma vez a informação que o meu útero ainda não estava preparado e eu só queria que o meu corpo fizesse o trabalho sem ajuda de medicamentos extra. CTG ligado à barriga, as contrações a aumentarem a olhos vistos e toda eu me começava a contorcer de dores. Valeu-me a bola de pilates que nos deixaram levar e que me facilitou a vida naqueles longos segundos de dores intensas. Nos intervalos das contrações o alívio era tanto que quase adormecia agarrada ao R. Nunca me esqueci de respirar e sempre que me descontrolava, o meu mais que tudo estava ali a relembrar-me o ritmo certo da minha respiração.
Cinco e meia da tarde, novo toque e a boa notícia que estava preparada para levar a epidural. Aí sim, fiquei com algum receio mas logo, logo a epidural estava dada e quinze minutos depois toda eu me sentia nas nuvens.
E a partir daquele momento foi tudo muito mais fácil. Éramos três pessoas dentro da sala - eu, o R. e a enfermeira-parteira. De um momento para o outro, de dentro de mim veio uma vontade enorme em fazer força, muita força. E a enfermeira-parteira só me dizia para continuar e eu assim fiz. Senti a minha filha a vir ao mundo sem dor e uma enorme felicidade rodeou-nos naquele momento. Foi tudo muito calmo e sereno. Colocaram-na no meu peito e eu só consegui dizer de sorriso rasgado "olá, filha, minha filha!"
A C. nasceu no dia de anos da minha avó. Uns meses antes, pelo natal, ela tinha-me dito que gostava muito que a bisneta nascesse no dia de anos dela. Coincidência ou não, assim aconteceu e eu fiquei ainda mais feliz por isso, porque não poderia ter dado melhor prenda à minha avó.
A C. nasceu no dia de anos da minha avó. Uns meses antes, pelo natal, ela tinha-me dito que gostava muito que a bisneta nascesse no dia de anos dela. Coincidência ou não, assim aconteceu e eu fiquei ainda mais feliz por isso, porque não poderia ter dado melhor prenda à minha avó.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
A pergunta do dia
"Mas como é que te cansaste no fim de semana se até almoçaste e lanchaste fora de casa e não tiveste trabalho nenhum?"
Não consegui responder. Há coisas que só podemos compreender quando passamos por elas.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
...
Queria tanto ir ao cinema ver alguns dos filmes nomeados para os Óscares e não posso... já não consigo estar duas horas sentada na mesma posição... bah!
...
Sinceramente esta gravidez está a ter tudo que eu não esperava, coisas boas e más. Não engordei nada e nem sequer senti grande necessidade de comprar roupa de grávida, só calças e leggings e mesmo assim comprei as leggings todas na Zara para que me servissem mais tarde. O meu apetite não aumentou e raramente tenho desejos, o que me facilita a vida. O pior é o resto: os enjoos ainda não pararam, os vómitos acontecem quase todos os dias (sim, estou prestes a entrar nas 37 semanas) e nem o Nausefe me vale neste momento. Durmo mal, as costas doem todos os dias, as pernas já estão pesadas e a minha médica não me dá baixa porque estou ótima e a minha bebé também. É bom, eu sei... Ainda bem que ambas estamos com uma ótima saúde mas já me custa tanto dar aulas que me vou ver obrigada a pôr a licença de maternidade mais cedo para descansar. O parto é já daqui a 3 semanas! Ou antes! Portanto a próxima semana será a minha última semana de trabalho e não vejo a hora de deixar de me levantar às seis e meia da manhã e poder ficar no quentinho dos meus lençóis mais um bocadinho.
Isto de esperar um filho é tão bom que às vezes nem sei onde guardar tanta emoção junta. Choro, rio e também me irrito com mais facilidade. Há dias em que quase desespero com tantos vómitos e enjoos mas no fim penso sempre que é tudo pela minha filha e logo, logo o mal estar passa.
Amanhã chegamos às 37 semanas. Está quase. :)
sábado, 25 de janeiro de 2014
Caderno do bebé
Chegou esta semana o caderno do bebé que encomendámos. Ainda é mais bonito ao vivo e já comecei a preenchê-lo com tudo o que de mais importante tem acontecido na minha gravidez.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Um bocadinho do quarto da nossa bebé
E às 34 semanas já temos o quarto da nossa bebé quase, quase pronto. Tem sido um projeto que nos tem dado muito prazer e tem sido muito bom ver o quarto a tomar forma aos bocadinhos. Inspirámo-nos em ideias que vimos na internet, em revistas de decoração e acima de tudo, tentámos que tivesse algo feito por nós.
Hoje mostro apenas uma foto, a seu tempo virão as restantes. Esta revela a nossa peça favorita do quarto: um móbil de borboletas de papel (origami) feito integralmente pelas nossas mãos. Não está perfeito mas tem em si todo o amor do mundo.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Feliz Ano Novo!
2013 foi um ano bom. Apesar de alguma insatisfação no trabalho, apesar das dificuldades pelas quais passámos, apesar de ter os meus pais longe, só posso dar graças por tudo o que de bom aconteceu. A minha família manteve-se unida e com saúde e em outubro tivemos uma boa notícia que nos fez respirar de alívio. E foi tão bom ver os meus pais sem aquele peso que carregavam sobre as costas...
O melhor que nos aconteceu, levo-o na minha barriga até 2014. Tenho a certeza que este novo ano vai ser um ano de desafios e felicidade - seremos uma família. Haverá melhor desafio que este? Não me parece.
Tenham um ano cheio de coisas boas e vivam-no, como diz a canção.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita.
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita.
(...)
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
O melhor do meu dia - 26 de Dezembro
A minha tia Anunciação não ouve. Uma meningite que a apanhou desprevenida aos 3 anos deixou-a assim para o resto da vida. Hoje, com 91 anos, comunica connosco como pode, com gestos e sons mais ou menos perceptíveis. Consegue ler-nos os lábios e ninguém a engana nas compras. Está velhinha, mal se consegue mexer mas tem um dos sorrisos mais bonitos que conheço.
Este Natal não quis sair de sua casa e não sabendo que nós íamos passar o Natal à aldeia deixou aos meus pais algum dinheiro como prenda para a menina, como ela consegue "dizer".
No dia 26 fomos agradecer-lhe e ela, contente, explicou entre gestos e sons que uma das notas era para "a menina ficar linda" e a outra nota para "a papa". E no meio de toda aquela emoção que estava a sentir ainda me deu um beijo e uma festa na barriga e eu só quis que a minha bebé sentisse o mesmo que eu estava a sentir.
O Natal é isto.
O Natal é isto.
A vida secreta de Walter Mitty
Não, não é apenas um filme de comédia mas também não acho que seja um filme de auto-ajuda como já li por aí. Digam o que disserem, eu gostei muito do filme. Quero lá saber se tem uma vertente de auto-ajuda ou outra coisa qualquer. Tem uma fotografia fabulosa, tem uma boa banda sonora e tem um argumento que me surpreendeu. É um filme positivo, leve e despretensioso, ideal para esta altura do ano.
domingo, 29 de dezembro de 2013
❤ O nosso Natal ❤
Este último Natal fez-me pensar muito, fez-me chorar de emoção, fez-me amar ainda mais a minha bebé e a minha família. Nada será como dantes, dizem-me, e eu sei que sim.
Foi um Natal simples mas rico em emoções, com presentes apenas para a minha pequenina, com muitas festas na barriga, com muito amor e sorrisos. E depois foi isto tudo assim, só com a diferença que eu não tenho grandes desejos por comida.
Às 32 semanas estamos mais ou menos assim. Um bocadinho maior já que esta foto é das 31 semanas. Vamos aproveitar estes dias para acabar de fazer as arrumações no quarto e a decoração. Está tudo pensado, falta apenas fazer algumas compras para que tudo fique como nós idealizámos. A roupa comprada e emprestada está à espera de dias menos chuvosos para que a possa lavar e começar a arrumar nas gavetas e por fim, só me falta tirar uma tarde para acabar de fazer as compras de tudo o que preciso levar para a maternidade. Acredito que o mês de Janeiro me custe a passar, é um mês longo e frio mas logo, logo, estarei em casa à espera que a minha pequenina se decida a conhecer o mundo. Está quase.
domingo, 22 de dezembro de 2013
O meu primeiro desejo de grávida
Morangos. Muitos morangos.
[E já os comi uma vez mas são tão difíceis de encontrar...]
[E já os comi uma vez mas são tão difíceis de encontrar...]
Ponto de situação
As minhas ausências por aqui não são forçadas. Não consigo ligar o computador quando chego a casa, resta-me apenas alguma energia para acabar de fazer alguns afazeres em casa e pouco mais. O fim do 1º período, na escola, deixou-me de rastos. Bolas... nunca pensei que a gravidez me sugasse tanta energia, nunca pensei estar quase a chegar aos 8 meses de gravidez e ainda ter tantos enjoos e vómitos.
Não posso dizer que tem sido um gravidez em estado de graça mas posso dizer que apesar de tudo isto me sinto feliz como nunca me tinha sentido. :D E estando tudo bem com a minha bebé, nada mais importa.
[estas contradições são engraçadas e estranhas, mas acho que é mesmo assim...]
Caramba... vou ser mãe, já me sinto mãe e sempre que penso nisso, enfim... choro de alegria.
Não posso dizer que tem sido um gravidez em estado de graça mas posso dizer que apesar de tudo isto me sinto feliz como nunca me tinha sentido. :D E estando tudo bem com a minha bebé, nada mais importa.
[estas contradições são engraçadas e estranhas, mas acho que é mesmo assim...]
Caramba... vou ser mãe, já me sinto mãe e sempre que penso nisso, enfim... choro de alegria.
sábado, 14 de dezembro de 2013
...
Um bebé é um motivo de felicidade, bem sei. Mas sentir que todas as pessoas à minha volta se preocupam, perguntam, querem saber novidades e nos desejam muitas felicidades tem sido muito bom. Não por ser uma surpresa ou algo que não estava à espera, mas sim porque sinto realmente que uma nova vida, esta que estamos a gerar, faz sorrir os outros e pronto... isso comove-me.
domingo, 8 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
[o melhor do meu dia - ontem]
Passar o sábado inteiro com os meus pais. Desde que foram morar para o norte é assim, só nos vemos de mês a mês. Às vezes custa muito esta distância e agora, desde que estou grávida, que ainda o sinto mais. E não consigo deixar de ficar com um nó na garganta e os olhos marejados de lágrimas sempre que nos despedimos.~
sábado, 23 de novembro de 2013
A minha turma
Há muito tempo que não tinha uma turma assim, calma. Sim, uma turma calma. Fiquei com um 1º ano , tenho meninos de cinco e seis anos que acatam perfeitamente tudo o que digo, que compreendem bem quase tudo o que lhes transmito, que trabalham sem refilar. São meninos que participam e fazem muitas perguntas, meninos verdadeiramente interessados nas aprendizagens, meninos nada conflituosos ou indisciplinados.
Tem sido tão diferente e tão bom ter uma turma assim que até tenho pena de os "abandonar" a meio do ano para ter a minha bebé, mas tem de ser.
E uma coisa é certa, estes meninos têm-me ajudado a ter uma gravidez calma e sem percalços e também por isso lhes ficarei eternamente grata. E apesar de chegar sempre muito cansada ao fim do dia, é com prazer que vou trabalhar de manhã e é muito bom trabalhar assim.
domingo, 17 de novembro de 2013
...
Tem sido muito bom passar as manhãs de sábado no curso de preparação para o nascimento. Somos apenas quatro casais e a extraordinária enfermeira Luísa que está ali para nos ouvir e ensinar tanta coisa que não vale a pena estar-vos a maçar com os temas. O que é certo é que aproveito para falar abertamente de todos os meus receios e para fazer todas as perguntas sem parecer uma grávida excessivamente obcecada com este meu estado graça e que tem como único tema de conversa a gravidez.
[Sim, eu sei que ultimamente o meu blogue está mais virado para a minha gravidez mas também acho que é natural... ]
O pai
O meu R. tem sido extraordinário. Se o início da gravidez foi atribulado, com tantas coisas novas, sensações e emoções à flor da pele, agora tudo tem sido mais simples e fácil. Já compreendemos melhor os estados de espírito de ambos e acabamos por saber dar o espaço que precisamos sem nunca nos desapoiarmos um ao outro.
Não sou propriamente uma pessoa de feitio fácil, principalmente em casa, e o meu R. tem tido uma paciência incansável para mim. Além disso, não ajuda apenas, faz mesmo tudo da melhor forma que sabe e eu fico de coração cheio porque não poderia ter ninguém mais disponível, terno, carinhoso e atento ao meu lado nesta grande jornada. :)
sábado, 16 de novembro de 2013
...
Desde que sou uma mulher-quase-a-ser-mãe que muita coisa mudou em mim. Sinceramente, já me sinto mãe. Sinto-o desde o dia em que soube que estava grávida e sinto-o ainda mais a partir do dia em que soubemos que tínhamos uma menina dentro de mim. Não conseguimos esperar mais tempo e demos-lhe o nome, a sua identidade e desde então tudo se tornou ainda mais intenso e real.
Sinto-me muito mais cansada mas incrivelmente mais paciente, principalmente com os meus alunos. E depois é esta imensa felicidade que trago dentro de mim... Sinto-me como se andasse nas nuvens e verdade seja dita, poucos são os problemas que me afetam na escola... Ando num estado profundo de zen e ainda bem.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
[o melhor do meu dia]
Hoje o melhor do meu dia foram os meus alunos, principalmente um deles que está sempre feliz e de sorriso nos lábios. Todos os dias me brinda com um comentário engraçado ou uma saída disparatada que me faz rir. Hoje disse-me antes de se ir embora: "adeus professora com um bebé na barriga!" :D
domingo, 10 de novembro de 2013
[o melhor do meu dia]
Os dias têm coisas boas e más. A Catarina convida-nos a pensar só nas coisas boas e eu decidi aceitar o convite.
Mesmo que os momentos bons sejam pequeninos, escrever sobre isso mesmo e relembrá-lo quando chegamos a casa faz-nos bem e alivia um dia que, à partida, poderia parecer mais pesado.
Mesmo que os momentos bons sejam pequeninos, escrever sobre isso mesmo e relembrá-lo quando chegamos a casa faz-nos bem e alivia um dia que, à partida, poderia parecer mais pesado.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Os dias de greve deixam-me sempre triste
Mais do nunca, hoje fiquei com a sensação que há demasiadas pessoas que não entendem, não percebem os cortes sucessivos, não tomam consciência do caos que se começa a instalar na vida das pessoas e continuam a achar que os funcionários públicos são uns privilegiados. Enfim... já nem sequer tenho palavras.
sábado, 26 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
Favoritos de Setembro
Televisão sem contexto. Experimentem.
Um artigo muito interessante sobre o feedback positivo que damos às crianças. E a razão pela qual eu nunca gostei daquelas tabelas de bolas vermelhas, amarelas e verdes que os professores tanto usam nas salas de aula.
O segredo de uma boa limonada.
Ideias para um Outono confortável.
Um post sobre parentalidade. Não fujam! Também me alertou para o meu trabalho como professora. É muito interessante!
Ouvir o meu corpo
A primeira vez que fui à minha obstetra estava ansiosa. Levava dentro de mim misto de preocupação com ansiedade, é mais correto dizer assim.
No meio de todos aqueles cuidados que me foram recomendados, houve um que fez todo o sentido - Oiça o seu corpo - disse-me ela. E aquelas palavras têm ecoado diariamente na minha cabeça.
Já aqui disse que não tem sido fácil trabalhar com vinte crianças e coordenar uma escola ao mesmo tempo. E agora muito menos. Não estou doente, mas estou e sinto-me num estado especial e maravilhoso. E tenho-me protegido. A mim e ao meu bebé. Talvez seja aqui que começa a funcionar aquela intuição de mãe e eu, que ainda não o sou, sinto-me como se já o fosse e protejo-nos todos os dias.
Sinceramente, acho que há quem não me perceba. Acho que há quem pense que me estou a aproveitar deste estado de graça para fazer menos. Nunca assim fui e nunca o serei. Nunca deixei de fugir às minhas responsabilidades e não deixei nem vou deixar de fazer nada do que me compete, no trabalho ou em casa. Simplesmente estou mais atenta, não me deixo stressar tão facilmente, não fico a trabalhar fora de horas, deito-me mais cedo e tenho mais cuidado com a alimentação.
Quero trabalhar até conseguir, até o meu corpo deixar. Ainda me mexo com energia, sinto-me bem e saudável mas ouvir o meu corpo é o melhor que poderia fazer por mim e pelo meu bebé.
Desabafo matinal
Os meus amigos, conhecidos e demais pessoas pouco comentam este espaço. E tenho pena.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Medicina natural
Estando grávida e com uma constipação daquelas em cima não me resta mais nada a não ser beber chá de limão, comer mel (com moderação) e snifar água do mar (esterilizada, pois claro). É desta que me rendo aos medicamentos naturais.
domingo, 15 de setembro de 2013
17 semanas
Não tem sido fácil voltar ao ritmo normal do trabalho diário numa escola. Já conheço os meus alunos - meninos de 6 anos, alguns ainda tímidos, outros muito extrovertidos e faladores mas todos lindos e simpáticos. Sempre gostei muito de ensinar a primeiros anos e apesar deste ano não ficar com eles até ao fim do ano letivo, sinto-me muito entusiasmada por ir trabalhar com esta turma.
A barriga cresce. Umas pessoas dizem que não se nota nada, outras dizem que já se vê bastante bem. O que me interessa é que o bebé esteja bem mas a consulta é só para o próximo mês e não vejo a hora de o ver novamente no ecrã...
Tenho sono mas de manhã levanto-me cedíssimo porque preciso de comer. Canso-me muito mais facilmente e os enjoos à noite ainda não deram tréguas apesar de já me sentir bem melhor.
Pintámos o quarto e o berço antes que chegasse o tempo mais frio e lá mais para a frente começaremos a tratar do restante enxoval. Se é menino ou menina? Ainda não há certezas mas o médico disse que provavelmente seria uma princesa. Veremos. :)
sábado, 7 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Desejo de grávida
Era ter sempre a mesa posta, tipo buffett. Não, não me apetece comer meio mundo e o outro mas não consigo cozinhar e não consigo suportar cheiros de cozinhados e afins pois corro o risco de vomitar logo de seguida. Portanto o meu desejo era ter sempre a mesa posta com petiscos sem grandes odores: saladinhas de massa ou arroz, panquecas com doce, pãezinhos de forma com queijo e fiambre, gelatinas de morango, bolinhos secos, sopas frias, croquetes, rissóis, empadas, frutas e sumos frescos. Ia comendo à medida das minhas necessidades, os enjoos acalmavam e eu tornava-me uma grávida ainda mais feliz. Olarila.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
E foi assim
Soubemos que estava grávida numa segunda-feira de Junho, ainda não eram sete da manhã. Fiz o teste sem grandes esperanças e quando não vi a risquinha vermelha aparecer fiquei conformada: "será para a próxima" pensei. Acontece que decidi ver melhor o teste, até fui para a janela não fosse a luz da casa de banho enganar-me e lá estava ela - uma risquinha rosa, ténue, mas era uma risquinha! Acordei o R. com jeitinho e contei-lhe. E a reação dele foi do mais cómico que há: imaginem alguém a dormir profundamente e a acordar com esta notícia... deu um pulo da cama e perguntou "mas estas mesmo a falar a sério?" Pois claro que sim!
E depois dos mimos trocados ele voltou a adormecer e eu lá me fui arranjar para mais um dia de trabalho. De sorriso nos lábios, claro.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Catorze semanas e um dia
Custou guardar segredo. Sou demasiado transparente e foi um desafio para mim não mostrar a felicidade que ia cá dentro às pessoas que me rodeavam. Pais, sogros, irmãos e cunhados sabiam mas e as outras pessoas? Os amigos? A restante família? Os colegas no trabalho?
Felizmente o primeiro trimestre já lá vai, a ecografia das doze semanas está feita e corre tudo dentro da normalidade. É isso, vamos ser pais. Estou grávida e sinto-me a rebentar de felicidade.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Isto é um desabafo em tempo de férias
Há coisas que me custam muito: custa-me demasiado ouvir falar mal da minha profissão, custa-me que a opinião generalizada sobre os professores seja tão negativa, custa-me saber que as pessoas acham que somos maus profissionais, que andamos aqui apenas para fazer greves e usufruir de atestados médicos. Que nos queixamos sem razão. Custa-me saber que os próprios pais dos alunos falam mal dos seus professores à frente dos filhos, custa-me que não haja o mínimo de respeito por algumas das decisões que tomam ou então, que crucifiquem os professores à mínima falha.
Estou cansada disto. Há bons e maus profissionais em todas as áreas e o ensino não é exceção mas começa a ser tão cansativo e desmotivante que às vezes pergunto-me o que podemos nós fazer mais.
Ainda estou em férias mas, aos bocadinhos, começo a pensar no novo ano que vem aí e nas grandes dificuldades com as quais nos vamos deparar. É inevitável que tudo aquilo que em cima descrevo me venha ao pensamento, ainda assim penso que tenho sorte na equipa de professores com a qual trabalho e que, todos juntos, tentamos fazer a diferença numa escola com tantos problemas e com crianças muito necessitadas. E é a isto que tenho de me agarrar; tentar fazer o melhor, todos os dias.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Havaianas? Não, obrigada.
Eu já dizia que eram desconfortáveis mas agora tenho a certeza absoluta que os dois pares que tenho vão direitinhos para a reforma.
Depois de uma semana inteira a ir e vir da praia de Havaianas nos pés o resultado foi só este: dois tornozelos doridos e um pé inchado ao ponto de me custar andar. E agora, alternativas?
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Em férias, menos é mais
Quase, quase de malas feitas para uma semana de férias por terras do sul, pergunto-me: serei a única que e se recusa a levar a panóplia de produtos de beleza que são recomendados por essa internet fora?
É que não tenho mesmo pachorra para andar carregada de óleos para o cabelo e produtos para a pele... Limito-me a um bom protetor solar, ao meu creme hidratante e aos produtos normais de banho e pronto!
quarta-feira, 24 de julho de 2013
A felicidade é conversar com os amigos
Hoje estive três horas à conversa com a minha amiga Lénia. E fez-me tão bem... :)
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Desejos
Eu queria uma piscina, muita relva, sombra e o conforto da minha casa mesmo ali ao lado. Era só isto para este verão.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Livros infantis
Aos bocadinhos vou voltando aos meus livros infantis. Na feira do livro de Lisboa fiz questão de ver aos pormenor as novidades que havia e presentei-me com estes quatro livros.
Presos é um livro sobre problemas, sobre a resolução de problemas e a melhor maneira de o fazermos. E se o texto é bom, as ilustrações de Oliver Jeffers são maravilhosas! Vejam aqui um bocadinho do seu processo criativo e espreitem também os outros livros deste autor. Tenho-os quase todos!
O lanche do Senhor Verde leva-nos imediatamente à figura de Magritte e à descoberta da beleza das cores. Com um texto simples e reduzido, este álbum consegue direcionar-nos para as surpresas que vão aparecendo nunca esquecendo a importância do olhar.
Migrando é um livro especial. Um livro que se pode ler de duas formas diferentes. De um lado a migração das pessoas para a Europa, fugindo da fome e pobreza, do outro a velha migração da Europa para as Américas, fugindo às guerras.
É um livro sem palavras e cheio de imagens poéticas que nos remete para as atuais vivências e dificuldades de tantas pessoas e famílias que ultimamente têm saído de Portugal.
A Máscara do Leão é de um livro de uma das editoras que mais gosto, a OQO. Fala-nos sobre um leão e da dificuldade em ser ele próprio numa selva cheia de animais que esperam isto e aquilo dele. As ilustrações são tão importantes como a escrita e o jogo de cores fortes usado no livro reforça o dramatismo das personagens e de toda a ação.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Favoritos de maio e junho
Têm uma festa de aniversário, um jantar, um almoço e não sabem que quantidade de comida fazer? Isto ajuda!
Uma ideia de um pai para tornar o lanche do seu filho mais divertido. :D
Como fotografar crianças. Dicas muito úteis!
Este bolo!
O que fazer com crianças de dois anos. E aqui há mais.
Estes serviço de loiça é lindo!
Vamos ajudar o Samba? Basta um ou dois euros!
Uma ideia de um pai para tornar o lanche do seu filho mais divertido. :D
Como fotografar crianças. Dicas muito úteis!
Este bolo!
O que fazer com crianças de dois anos. E aqui há mais.
Estes serviço de loiça é lindo!
Vamos ajudar o Samba? Basta um ou dois euros!
segunda-feira, 1 de julho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
...
Entre o fim das aulas (que não foi exatamente fim porque durante 3 semanas ainda dou apoio extraordinário a quatro alunos que vão fazer a 2º fase de exames) e a enormidade de papeis e burocracias a preencher, mais matrículas dos alunos, mais reuniões e outras coisas que tais, não tem sobrado muito tempo para a escrita. E verdade seja dita, a preguiça tem-me vencido a maior parte dos dias quando chego a casa. Já não há crianças e só por isso, o trabalho já não é tão desgastante mas ainda há muito que fazer nas escolas...
[Não, não estou de férias!]
Para além do trabalho ando por aqui, ligeirinha, a aproveitar este verão tímido que se fez notar de vez hoje. Ando por aqui a ler alguns blogues, a deitar-me mais cedo porque o corpo assim pede, a fotografar mais, a descobrir que agora tenho toda a roupa de verão larga - calções e saias principalmente. A dieta resultou e agora estou em modo manutenção embora já tenha feito mais asneiras do que devia...
Já comi boas sardinhas, já bebi sangria manhosa e até participei n a corrida Marginal à Noite onde bati o meu recorde pessoal e fiz 8 km em 55 min. Ainda é muito tempo, eu sei, mas ainda assim a minha melhor marca! Gostei muito e para o ano tenciona lá estar novamente!
Não me esqueci dos livros infantis que comprei na Feira do livro e que prometi mostrar nem da lista de favoritos de maio. Acho que vou mesmo é juntá-la à de junho e faço uma lista de coisas favoritas mais longa. Aguardem!
domingo, 16 de junho de 2013
A felicidade é receber mensagens assim no último dia de aulas
Não há palavras para descrever aquilo que senti na sexta-feira. Chorei eu, choraram os meus alunos, choraram os pais e foi muito gratificante receber os abraços e as palavras de apreço pelo meu trabalho. Não há melhor prenda para um professor....Vim de coração cheio e muito feliz. :)
domingo, 9 de junho de 2013
Move on
Carregar dentro de nós uma desistência, saber que temos de baixar os braços mesmo sem querermos é, talvez, das maiores dores do mundo.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Se fosse uma leitora do meu blogue...
... eu diria que o estaminé estava verdadeiramente aborrecido.
Adiante.
Isto das aulas estarem a chegar ao fim não traz calma nenhuma... Testes, festas de fim de ano, burocracias, reuniões, papeladas, matrículas e mais uma série de aspetos a tratar, deixam-nos assim num estado caótico e neste momento sim... eu já risco os dias no calendário e não vejo a hora de chegar o dia 14 de junho. Está quase.
Adiante.
Isto das aulas estarem a chegar ao fim não traz calma nenhuma... Testes, festas de fim de ano, burocracias, reuniões, papeladas, matrículas e mais uma série de aspetos a tratar, deixam-nos assim num estado caótico e neste momento sim... eu já risco os dias no calendário e não vejo a hora de chegar o dia 14 de junho. Está quase.
Num acesso de loucura, inscrevi-me na corrida Marginal à Noite. Oito quilómetros de corrida no dia 15 de junho e mais três treinos. Já fiz dois sendo que o último foi neste domingo, debaixo daquele sol escaldante. Verdade seja dita que no fim soube bem, mas fazer oito quilómetros com tanto calor e sem um pingo de água durante todo o percurso foi demasiado para mim... parei de correr por três vezes, mas acabei! Mesmo assim, gostei muito. A Marginal estava cheia de gente e gostei de ver as pessoas por ali, com sorrisos, umas a passear, outras a correr também, outras a fazer as diversas atividades inseridas no evento Mexe-te na Marginal. Muito giro!
Entretanto já fui à Feira do Livro e, para não variar, perdi-me de amores por alguns livros infantis. Trouxe quatro e um livro para gente grande (para mim, claro) do João Tordo e ainda tive direito a autógrafo!
Os livros infantis são de duas editoras que gosto muito - OQO e Orfeu Mini - e só não trouxe mais porque acabei logo com o meu plafond disponível. Amanhã coloco as imagens.
Espero que esta semana passe rapidamente. Espero que corra tudo bem lá pela escola. Espero não ter de fazer muitas noitadas a trabalhar e espero, sobretudo, que o calor chegue para ficar.
domingo, 26 de maio de 2013
Felicidade do dia - 01
Há projetos de que gosto mesmo muito, este é um deles. O nome é maravilhoso - FELICIDÁRIO e é um projeto com 365 definições práticas de felicidade para maiores de 65 anos, desenhadas por ilustradores como André Letria, Madalena Matoso, Afonso Cruz ou Yara Kono.
Eu cá como acho que também servem para mim, inspirei-me nelas! Lembrei-me de tentar fotografar algumas dessas definições, sem qualquer dia ou hora marcada. Acaba por ser uma forma de tentar fazer coisas diferentes e de voltar à minha fotografia que tem andado um pouco abandonada. Deixo aqui a ilustração que me inspirou e a fotografia que fiz para o dia de hoje. :)
Eu cá como acho que também servem para mim, inspirei-me nelas! Lembrei-me de tentar fotografar algumas dessas definições, sem qualquer dia ou hora marcada. Acaba por ser uma forma de tentar fazer coisas diferentes e de voltar à minha fotografia que tem andado um pouco abandonada. Deixo aqui a ilustração que me inspirou e a fotografia que fiz para o dia de hoje. :)
domingo, 19 de maio de 2013
Hoje foi dia de fazer um bolo
Cá por casa gostamos muito de bolos. Sempre adorei fazer bolos, mais do que cozinhar outro género de comida, mas como somos só dois, nem sempre os faço. Mas hoje estava bem disposta e lembrei-me do World Baking Day, vai daí, armei-me em inventora e criei o meu próprio bolo - Bolo de limão, aveia e morangos! :D
Agora vou ali comer uma fatia!
Boa semana!
Agora vou ali comer uma fatia!
Boa semana!
sábado, 18 de maio de 2013
Isto não é um post sobre os exames de 4º ano
Ao longo dos meus catorze anos de ensino que tenho passado por várias fases. Nos meus dois/três primeiros anos carreira quase que me sentia como uma irmã para os meus alunos. Queria ser a professora-amiga. Estar numa sala de aula, para além de ser uma descoberta constante também era uma questão de sobrevivência. Estava muito centrada no meu desempenho, mais até do que no dos próprios alunos e apesar de nunca ter deixado de me preocupar com as suas aprendizagens, eu não queria falhar. Pensava as aulas ao pormenor, cada passo, cada conversa, cada atitude e, se bem que isso me podia ajudar, também não me deixava ser tão natural como deveria. Os problemas de indisciplina preocupavam-me demasiado e consumiam-me de uma forma assustadora. Apesar de ter um enorme orgulho naquilo que fazia, havia um outro lado que me deixava ansiosa e, às vezes, duvidava das minhas capacidades.
Mais tarde, depois de refeita do "choque" de entrar numa sala de aula pela primeira vez, depois de perceber um bocadinho mais as crianças e a própria escola em todas as suas vertentes, estabilizei um pouco. Quis aprender mais, fiz muitas formações, inscrevi-me no mestrado, tinha sede em aprender. Achava (e ainda acho) que a licenciatura não era quase nada e não nos preparava minimamente para a realidade de uma sala de aula ou escola e, por isso, tive necessidade em abrir os meus horizontes. Foi uma época dura da minha vida - vivia sozinha e com o trabalho e os estudos ao mesmo tempo, senti-me muito desamparada e sozinha. Por incrível que possa parecer também foi a época em que mais me diverti e onde conheci pessoas muito especiais e que ainda fazem parte da minha vida.
Um dia mudei de escola. Fartei-me das pessoas, da cultura de trabalho que ali existia e concorri para outro sítio. Apesar de não ter sido recebida de braços abertos, fui-me adaptando a um novo mundo ainda mais complicado, ainda mais desafiador do que aquele onde já tinha estado. Os colegas ainda me olhavam de lado mas aos poucos fui-me integrando e há oito anos que trabalho no mesmo local.
Agora olho a escola com outros olhos. Já não me preocupa tanto o domínio dos conteúdos porque já me sinto mais que segura nesse campo; a indisciplina apesar de ser uma constante no meu dia-a-dia não me deixa agora tão angustiada. Digam o que disserem, a experiência vai-nos moldando e a capacidade em sabermos ouvir os outros, os nossos pares, os nossos alunos e os pais dos nossos alunos é muito importante e faz-nos evoluir.
No ensino, na aprendizagem, as relações humanas são o pilar para tudo o resto e é neste campo que muita coisa falha. Não somos perfeitos e não podemos esperar a perfeição dos outros mas podemos tentar ouvir, tentar compreender, tentar que o diálogo seja a base de entendimento para uma escola mais sólida e feliz.
Temos um sistema educativo que não ouve ninguém mas que preza mais a avaliação externa em detrimento da avaliação interna, que relega todo o contexto sócio educativo dos alunos para segundo ou terceiro plano, que não faz da equidade e igualdade de oportunidades para todos, TODOS os alunos do ensino público e privado, uma bandeira. Temos antes um sistema educativo que dá importância a rankings. Como o Daniel Oliveira escreveu no Expresso "(...) Crato está, aos poucos, a destruir quase tudo o que de bom foi feito: o horário completo, a importância das disciplinas mais criativas, o uso de novas tecnologias, o programa de matemática que melhores resultados conseguiu. Mas tem exames para dar e vender. Porquê? Porque para fazer exames não é preciso nada de especial. Basta umas salas, umas secretárias, professores para vigiar e corrigir e um discurso populista e severo para agradar ao povo. Qualquer pessoa consegue chumbar um mau aluno. Difícil mesmo é criar condições para ensinar quem não consegue aprender."
E para acabar que este post já vai longo, deixo-vos este vídeo. Um vídeo que não me canso de ver, que me arrepia. Com um bocadinho mais de paciência, ainda o vêem também.
Temos um sistema educativo que não ouve ninguém mas que preza mais a avaliação externa em detrimento da avaliação interna, que relega todo o contexto sócio educativo dos alunos para segundo ou terceiro plano, que não faz da equidade e igualdade de oportunidades para todos, TODOS os alunos do ensino público e privado, uma bandeira. Temos antes um sistema educativo que dá importância a rankings. Como o Daniel Oliveira escreveu no Expresso "(...) Crato está, aos poucos, a destruir quase tudo o que de bom foi feito: o horário completo, a importância das disciplinas mais criativas, o uso de novas tecnologias, o programa de matemática que melhores resultados conseguiu. Mas tem exames para dar e vender. Porquê? Porque para fazer exames não é preciso nada de especial. Basta umas salas, umas secretárias, professores para vigiar e corrigir e um discurso populista e severo para agradar ao povo. Qualquer pessoa consegue chumbar um mau aluno. Difícil mesmo é criar condições para ensinar quem não consegue aprender."
E para acabar que este post já vai longo, deixo-vos este vídeo. Um vídeo que não me canso de ver, que me arrepia. Com um bocadinho mais de paciência, ainda o vêem também.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Favoritos de abril
Chegam tarde, mas chegam!
Os cinquenta melhores pequenos-almoços do mundo! E está lá o nosso, com o croissant e o café!
Como reciclar umas calças/ calções de ganga de uma criança? A resposta está aqui!
Urban Dictionary é um dicionário escrito por nós. Experimentem colocar o vosso nome. :)
University of the People, a primeira universidade online do mundo.
Não sabem as quantidades certas de comida a servir numa festa? Isto ajuda.
Um destes dias experimento um Bife Wellington.
Os cinquenta melhores pequenos-almoços do mundo! E está lá o nosso, com o croissant e o café!
Como reciclar umas calças/ calções de ganga de uma criança? A resposta está aqui!
Urban Dictionary é um dicionário escrito por nós. Experimentem colocar o vosso nome. :)
University of the People, a primeira universidade online do mundo.
Não sabem as quantidades certas de comida a servir numa festa? Isto ajuda.
Um destes dias experimento um Bife Wellington.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Exercício de equilíbrio
Não sei porquê, reli hoje um post da minha amiga Lia. Reli-o e fez tanto sentido que coloco-o aqui hoje, mesmo que já tenha sido escrito há quatro anos e mesmo que não tenha sido eu a fazê-lo. Hoje, é isto que sinto e pouco há mais para dizer.
Sou verdadeira, mesmo que quisesse não saberia ser de outra forma. Sou uma ave rara ingénua e incapaz de ser calculista. Dou tudo, bom e mau, aquilo que sinto mostro e digo sem fundo de reserva ou maneio. Não tenho vergonha de me mostrar frágil quando a vida assim insiste, não quero deixar de viver o bom com medo do mau que possa acontecer, não quero ter tempo a perder com jogos de esconde, esconde e mesmo aquilo que ás vezes tento esconder acabo a demonstrar porque sou demasiado transparente. Vem do fundo, dos meus fundos. Dou tudo e quando doi, esgoto-me... ainda assim insisto na verdade e não me protejo.
Talvez a vida ainda não me tenha sido suficientemente madrasta para me mudar ou talvez a vida me tenha ensinado (à força) que é inútil resistir, ou então é a escolha que eu fiz (ingénua, bem sei) de querer dar tudo para receber tudo. Mas como (quase) tudo, o exercício do equilibrio é o mais difícil.
by Lia
quinta-feira, 2 de maio de 2013
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É verdade! Um mês depois da iniciar a minha dieta dos 31 dias perdi não dois, nem três mas quatro quilogramas! Estas duas últimas semanas já foram mais fáceis pois comecei a comer fruta e sopa mas os hidratos de carbono continuam proibidos; só como pão escuro ao pequeno almoço e pronto! Não passo fome, não cedo a tentações e o dia da asneira faz maravilhas pois sinto-me mais que motivada a continuar.
Há quem diga que esta dieta não resulta, há quem diga que é só mais uma dieta. Acreditem, não é!
Hoje foi dia de corrida e apesar de me sentir mais cansada que o habitual ainda fiz cinco quilómetros bem medidos. Preciso de fazer exercício com mais regularidade já que nos dois últimos meses só corri quatro vezes e, se o meu peso tem diminuído sem muito exercício físico, com certeza terei melhores resultados se o fizer mais regularmente. Além disso, faz bem à minha saúde e isso sim, é o mais importante.
Para além deste objetivo preciso de alcançar outros. Um deles é o de ler mais à noite. Normalmente ou vejo televisão e séries, ou trabalho (porque há quase sempre coisas da escola para fazer) ou acabo por ler os blogues de que mais gosto pois durante o dia é impossível fazê-lo. No entanto, tenho notado que a leitura tem ficado para trás e quando vou para a cama já estou com tanto sono que mal me aguento a ler uma página. Portanto, preciso de me organizar melhor, tentar fazer tudo o que há para fazer mais cedo e deitar-me pelo menos, meia hora antes do habitual para que ainda consiga ler.
Começo já amanhã!
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