domingo, 13 de dezembro de 2015

8h00 de um domingo

E já estou levantada. Há que aproveitar o silêncio para trabalhar. Tenho testes e avaliações para fazer e ainda que me apetecesse ir ao ginásio, preciso de ficar em casa a adiantar trabalho.
Bom domingo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Tiraram-me esta fotografia numa manhã de dezembro


Esta sou eu, Reservada e solitária, quase sempre. Mais magra, mais velha, mais isto ou menos aquilo, não interessa muito. Não costumo olhar muitas vezes para baixo, gosto mais do que vai lá no alto e tento sempre pensar positivo, mesmo que custe muito e que até doa uma bocadinho. Mas tem sido assim.

Neste dia fui mais feliz. Estive com as minhas duas amigas do coração e fez-me bem. Preciso disto mais vezes, de umas festas no ego, de sorrisos rasgados (mesmo que a tristeza esteja lá). Preciso de palavras diferentes, de não falar de alunos e da escola, de não pensar sempre e a toda a hora na minha filha (mesmo que o meu pensamento esteja sempre com ela). Preciso de ser só eu. Ana.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

BFF's

Se estivesse todas as semanas com as minhas duas melhores amigas era de certeza uma mulher muito mais feliz.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Domingo à noite

O meu gato vem sempre atrás de mim quando me deito. Aninha-se nas minhas pernas e eu deixo... mesmo sabendo que  fico com a cama cheia de pelos. 
Os pelos têm sempre solução. Já o resto, nem sempre. 

...


Estive doente. Três semanas inteirinhas que somatizaram tudo aquilo que vai dentro de mim. Duas idas às urgências, cansaço, muito cansaço e apenas um dia em casa à espera que a febre fosse embora. Valeu-me a minha mãe estar cá, fiquei a dormir lá em casa e os mimos que recebi foram a única coisa que me deram forças para me curar. 
Ainda estou a aprender a ser mãe mas já tinha saudades de ser apenas filha.

domingo, 15 de novembro de 2015

Há mais de um mês que não escrevo

E eu sei porquê. Chama-se depressão.
Foi difícil aceitar o meu estado mas sinto-me melhor agora. Agora que dei o primeiro passo, agora que percebi que não posso lutar contra as evidências. Agora que sei que nada mais há a fazer a não ser aceitar e seguir em frente.
Ninguém sabe. Só a minha irmã. Ninguém percebe, ninguém quer ver e ninguém pergunta. É melhor assim. De mão dada com a minha filha e a fazer tudo por ela e por mim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

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Não gosto de fotografar com o telemóvel. Não, não é a mesma coisa. E a minha máquina, ali, avariada.

sábado, 3 de outubro de 2015

Desenganem-se

As pessoas não mudam. Nunca. Jamais. Em tempo algum.

(sim, isto é um lembrete para mim própria)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A minha sala de aula

Eis a minha sala de aula. A foto foi tirada na véspera das aulas começarem. Agora a sala tem mais vida e está mais confusa, como devem calcular. A parede amarela está cheia de fotos dos meus alunos e as mesas estão carregadas de livros e cadernos. O ano começou bem e hoje, no primeiro dia de outubro, tenho a certeza que farei tudo para que corra melhor do que qualquer ano de trabalho que já tive.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

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Não gosto destes dias em que não é verão nem outono. Não gosto de não saber o que vestir, não gosto de ter frio nos pés se uso sandálias ou calor se opto por botins. Não gosto de andar sempre de ténis por ser a opção mais fácil. Outono, chegas de vez ou não?

sábado, 26 de setembro de 2015

...

A minha filha é um mimo mas consegue deixar-nos em estado de desespero com as poucas noites de sono bem dormidas. Estamos tão extenuados, tão desesperados que decidimos que está na hora de ter ajuda de alguém de fora e marcámos uma consulta com a terapeuta Constança Ferreira. 
Deposito a minha fé nesta senhora. 

Comprar roupa...

... já não é a mesma coisa. Agora olho sempre primeiro para a roupa de criança e a maior parte das vezes passo pela secção de sennhora e nem paro um bocadinho só para espreitar novidades. Estou demodé.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Voltei à escola

Que é como quem diz, acabaram-se as férias e e regressei ao trabalho. E, sinceramente, já estava a precisar. mesmo que daqui por um mês diga que só preciso de férias.
Talvez porque deixei a coordenaçao de escola (acabou-se o "mandato" e o cargo rodou para outra pessoa) sinto-me muito mais motivada para fazer aquilo que realmente gosto - dar aulas. Estou a pôr a sala mais bonita e tenho mil e uma ideias para fazer com os meus alunos este ano. Depois mostro. 

domingo, 13 de setembro de 2015

Escrever para não esquecer #02

A minha filha tem 19 meses. Tantos meses, tantos dias, tantas horas e minutos passados na sua companhia que não trocava por nada, nada deste mundo.

O verão fez-lhe bem. Creceu, aumentou um número de calçado, diz mais palavras, tantas que se torna cansativo escrevê-las todas aqui. Não pára, nem que quero que pare. Quer muito colo, quer sempre companhia, adora o Panda e a Xana Toc-Toc. Todos os dias nos pede para lhe contar histórias, muitas histórias. Quer brincar sempre que chegamos a casa e senta-se nas minhas pernas enquanto o fazemos. Adora comer. Come  tudo o que lhe dou e até agora só não gostou de abacate, beterraba e batata doce. Adora ver e dar beijinhos a bebés e cães. Gosta muito de subir e descer escadas sozinha, coisa que ainda não  a posso deixar fazer ou há quedas à mistura. De qualquer forma, quando os degraus são muito baixinhos já arrisco um bocadinho mais e deixo-a explorar sem a minha ajuda, mas sempre ali comigo ao lado! Mas a grande paixão dela é só uma: água. Dêem-lhe água e ela é uma menina feliz. Água para beber, água para brincar, para chapinhar, para nadar. Desconfio que vai adorar os dias de chuva e acho que tenho de me preparar para saltar para as poças de água com ela. Não me posso esquecer que é preciso comprar galochas para o outono e mais um par de sapatos que para agora já so tem um par de ténis, tudo o resto deixou de lhe servir. Impressionante como cresce...

Poderia ainda escrever mais, mas vou deixar para outra altura. A minha tangerina está um mimo e nunca pensei que seria tão bom e ao mesmo tempo tão cansativo vê-la crescer e crescer com ela.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Vejam este filme

Foi uma boa surpresa. Para além de divertido, tem uma boa história, bons atores e boa música. E não, não é uma comédia-romântica-ondetudoacababem. É muito mais que isso. 


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Escrever para não esquecer

Ontem dia não começou bem porque o dia anterior também não acabou bem. A juntar a isto tudo a minha filha decide acordar umas 3/4 vezes por noite nas última semana e enfim... não tem sido fácil. Estava triste de manhã e estava tão embrenhada nos meus pensamentos que me esqueci que a minha filha, apesar de ainda bebé, já percebe tudo isso. Sentei-me no sofá a calçar-lhe os sapatos... estava enervada porque não me conseguia despachar, estava a tentar arrumar a tralha que precisava para sair e a minha expressão devia dizer tudo. A minha filha com o seu ano e meio, pôs-se à minha frente a dizer "olá", depois riu-se muito para eu me rir também e com os braços abertos ia dizendo "já está, já está", como se quisesse dizer "já passou". Logo a seguir pega no seu peluche favorito e que costuma levar quando sai de casa e encosta-o à minha cara enquanto repenicava beijos e abraça-se a mim... Nesse momento caiu-me a ficha, claro. Fiquei tão, tão comovida com ela, com a doçura dela que disse para mim mesma que tenho de evitar ficar assim, irritada e que as coisas podem ficar bem quando queremos.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pedaços das férias


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Nestas fotos não dá para perceber o quanto a C. adora a água. Tem sido maravilhoso passarmos estes momentos com ela!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Hora da sesta

Não atendo telefonemas, não falo no messenger, não respondo a mensagens. Não trato de nada do que é relativo à casa. A hora da sesta da minha filha é sagrada. São as duas/ três horas por dia que tenho exclusivamente para mim, para fazer o que bem entender (em casa, claro). Leio, vejo filmes, vejo televisão ou durmo e às vezes até faço exercício físico, mas nunca faço nada que esteja relacionado com os afazeres domésticos. Não foi fácil criar este hábito, confesso. Por vezes, há tanto que fazer que a tentação em adiantar mais alguma coisa é grande. Mas quando percebi que ficava muito mais bem disposta porque parava por umas horas, acabei por me render e o sofá tornou-se no meu melhor amigo. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os filmes

Tenho visto muitos filmes. O Popcorn Time permite-me ver o filme na hora, já com legendas em português e sem esperar demasiado tempo para que seja carregado. Excelente! Em relação aos filmes... Há uns melhores que outros, é certo, mas todos vale a pena. Não me apetece estar aqui com grandes considerações sobre cada um, deixo-vos as sugestões apenas. 






     

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

...

Gostava que me tirassem mais fotografias com a minha filha. Às vezes peço ao pai da C. mas preferia não ter de o fazer. Gosto de fotos naturais, sem poses, sem estarmos a olhar para a máquina fotográfica. Ontem fiquei mesmo triste quando reparei que não tenho nenhuma foto com a minha filha no quarto do hospital onde ela nasceu. Ninguém me tirou uma foto com ela, ali agarradinhas, na cama. Há fotos com o pai, com os avós e comigo não. É parvoíce não é? Mas gostava mesmo que me tirassem mais fotos com ela. 

domingo, 16 de agosto de 2015

Hoje foi um dia muito bom

Tivemos os meus pais e a minha irmã connosco todo o dia. A C. divertiu-se, riu, brincou e esteve sempre bem disposta, mesmo sem dormir. Não fiz nenhuma foto, mas não me importo, foi um dia muito bom. Fica na minha memória.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

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Nem o mês de agosto me tem feito escrever mais. Penso demasiadas vezes para mim própria como mudei os meus hábitos nestes últimos tempos.  Deixei de escrever no blogue (aliás... acho que nunca aqui escrevi muito, ao contrário dos outros blogues que já tive), deixei quase de fotografar, deixei de comprar livros infantis, deixei de ver filmes, deixei de ler. Onde andará a Ana que eu era? Não foi a maternidade que me mudou, disso tenho eu a certeza. Não foram as novas responsabilidades que alteraram aquilo que eu era, não foi sequer a falta de tempo porque isso do tempo é muito relativo. Consegui ter tempo para fazer exercício físico e se este abrandou nos meses de junho e julho, posso dizer que agora tenho estado a tentar recuperar e as corridas estão a fazer-se a um bom ritmo. Portanto, não há desculpas possíveis para estas súbitas alterações, a  única razão está somente relacionada comigo própria: desmotivei-me. Não consegui contornar alguns dos obstáculos e deixei-me ir na corrente da negatividade e olhem, aqui estou eu. A Ana que fui não é a mesma Ana que sou hoje mas isso não quer dizer que descure tudo aquilo que gostava de fazer. 
O exercício físico não está esquecido. Para além das corridas inscrevi-me num ginásio que vai abrir portas em setembro. Estou também inscrita na Corrida do Aqueduto. Como já aqui tinha dito uma vez, o meu grande objetivo é fazer a meia maratona de Lisboa e nada melhor que começar devagarinho, com este tipo de provas mais pequenas, para o corpo de ir habituando e ganhando mais resistência. Já consigo fazer 6 a 8 km seguidos, veremos como me saio nos 10 km.
A fotografia... Sou uma eterna apaixonada pela fotografia mas desde que a máquina se avariou acabei por usar o iphone na recolha de imagens. Mas... eu não acho que seja a mesma coisa. Não sei se sou uma purista nisto da fotografia mas fico sempre com a sensação que as fotos tiradas em máquinas reais ficam sempre melhores e como a minha se avariou... resta-me o telemóvel. Ainda assim tenho pegado nele quase todos os dias para fazer fotos. 
Nos filmes tenho dado cartas! Já perdi a contas aos filmes que vi nas últimas semanas graças a esta maravilhosa invenção chamada Popcorn time. Depois falo daqueles que mais gostei.
Os livros infantis são uma paixão antiga, desde os tempos da faculdade. Tenho centenas mas há sempre boas novidades e vontade de comprar um ou outro mas verdade seja dita... o orçamento tem andado mais apertado e acabei por deixar de comprar livros (infantis ou não). Nem sequer fui à Feira do livro de Lisboa para não cair em tentação...
Este mês comprei um livro infantil e é isso que vou passar a fazer. Um livro todos os meses para a minha filha. 

Portanto o mês de agosto não costuma ser o mês dos recomeços mas para mim é. Não tenho tempo a perder. Tenho uma vida para viver.

domingo, 19 de julho de 2015

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Hoje o meu jantar foram duas fatias de pão com mel e um copo de leite quente. Conforto, comida de conforto a fazer lembrar-me a minha infância.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Tenho uma filha impaciente

Quer tudo na hora, ali, já. Grita se não consegue. Esperneia se não vamos logo. Chora porque quer mostrar o que sente.
Tenho uma filha impaciente. Não gosto de a deixar à espera muito tempo e um minuto para mim já é muito. Às vezes é preciso... principalmente quando quer algo que não pode ter. Falo-lhe com calma, explico o porquê de ser assim. Muitas vezes não ouve e não me entende, outras vezes fica calada a olhar para mim e parece que percebe tudo.  Seja em que situação for,  depois vem o abraço e o mimo e ela acalma. E explico outra vez. 
Tenho uma filha impaciente mas não me importo. 

sábado, 27 de junho de 2015

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Isto de tentar sair sozinha deste buraco sem fundo é tramado. Pode demorar o seu tempo mas hei-de conseguir. 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Jogo

Eu, sabendo que te amo, e como as coisas do amor são difíceis, preparo em silêncio a mesa do jogo, estendo as peças sobre o tabuleiro, disponho os lugares necessários para que tudo comece: as cadeiras uma em frente da outra, embora saiba que as mãos não se podem tocar, e que para além das dificuldades, hesitações, recuos ou avanços possíveis, só os olhos transportam, talvez, uma hipótese de entendimento. É então que chegas, e como se um vento do norte entrasse por uma janela aberta, o jogo inteiro voa pelos ares, o frio enche-te os olhos de lágrimas, e empurras-me para dentro, onde o fogo consome o que resta do nosso quebra-cabeças. 

 Nuno Júdice

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Relatos dos últimos dias

Depois de uma festa na escola, de uma noitada a fazer bolos e da minha filha ter decidido dormir menos do que o esperado ainda corri no último sábado 8 km na Marginal à Noite. Orgulho, muito orgulho. :)
Não parei, não descansei, não hesitei. Corri e não me senti cansada. Corri e pensava nela, a minha filha. E corri mais ainda. E ter tanta gente à minha volta ainda que desconhecida a gritar e vibrar com com cada passada dos corredores fez-me correr ainda mais. Reduzi o meu tempo em 6 minutos e senti-me a melhor corredora do mundo!

Entretanto mais uma ida ao hospital com a minha tangerina. Uma otite forte que eu só reparei quando já estava a tornar-se muito dolorosa. Mal lhe conseguia tocar na orelha direita, tal eram as dores...
Nunca a tinha ouvido chorar assim mas hoje, dois dias depois já se começaram a ver melhorias e está mais bem disposta, felizmente!

As avaliações na escola estão prestes a terminar. Depois de uma maratona de correção de testes  e avaliações descritivas, amanhã é dia de reunião de pais, uma longa reunião de pais com matrículas à mistura e papelada que não tem fim. Mais uma etapa que está no fim. E não, a seguir não vamos de férias. Querem saber o que é preciso fazer? Eu conto um bocadinho:

- horários de trinta e seis turmas, com atividades extra curriculares incluidas.
- colocar alunos transferidos e retidos nas turmas já existentes
- formar turmas novas
- inserir dados dos alunos nos sistemas informáticos
- vigiar exames
- limpar salas e papelada antiga
- avaliar projetos e preparar novos projetos para o ano que vem
- planificar o ano letivo que se avizinha
E falta ainda tanta coisa...

De resto... cá se vai andando. Tranquila uns dias, ansiosa noutros. Nem sei bem.



sábado, 6 de junho de 2015

Gostava de saber desistir

Acho que tenho de aprender a fazê-lo. Se calhar já o estou a fazer aos bocadinhos e nem noto. Menos uma pergunta, menos uma frase, menos um telefonema, menos um beijo. Se calhar já desisti e não sei. A vida fez-me determinada e ciente dos meus limites mas nisto do amor e da amizade não sei se aprendi o que são limites. Acho que há sempre possibilidade que tudo corra bem. E se..? pergunto eu a mim própria. Mas esta tristeza ainda não me apagou a determinação e enquanto conseguir vou tentar ser melhor e fazer melhor. O problema é o que me consome por dentro.
Deveria saber desistir não deveria? 

Tal e qual

«Creio que nos tornamos aquilo que o nosso pai nos ensinou nos tempos mortos, quando não tinha a preocupação de educar-nos.»

 O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco

Ponto de situação

Estas últimas semanas não têm sido nada fáceis. Não tenho dormido quase nada e sem dormir fico muito cansada e não consigo correr ou fazer outro exercício físico. Depois a falta de exercício põe-me "doente" e ando aqui, num ciclo vicioso entre saber o que o meu corpo precisa e o que aguenta. Doem-me as pernas quase todos os dias. O tempo começou a aquecer e acho que a má circulação de que sofro voltou a dar um ar de sua graça. Tenho de ir ao médico, eu sei. Depois na escola chovem coisas para fazer e resolver. Estou farta e não vejo a hora deste ano letivo chegar ao fim. Preciso de silêncio.

domingo, 24 de maio de 2015

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Sou um bocadinho mais feliz quando há silêncio em casa. Quando a C. dorme a sesta, tranquilamente, e eu consigo fazer as minhas coisas ou então sentar-me no sofá e não fazer nada. Sou um bocadinho mais feliz quando a playstation não está a funcionar e quando não há jogos de futebol na tv. Sou um bocadinho mais feliz quando brinco com a minha filha e ela vira a minha cara para lhe ver o sorriso, quando me dá um abraço, quando me pede colo e ficamos ali, com os pescoços encaixados um no outro. Sou um bocadinho mais feliz quando o silêncio acontece porque sim e não por outras razões. Sou um bocadinho mais feliz quando mantenho a calma no meio do caos, quando respiro fundo e já não choro, quando cuido de mim e me alimento bem. 
Ser feliz assim, chega?

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Estender a mão


Na vida haverá sempre momentos em que precisamos dos outros. Umas vezes pedimos ajuda, outras vezes nem tanto. Aí tentamos ser fortes, vamos aguentando, resistindo, criando máscaras, parecendo que estamos bem quando estamos mal. Forçamos a nossa teimosia nessa resistência à ajuda dos outros de tal forma que nas situações limite conseguimos deixar cair as nossas armas e pedir ajuda, humildemente. Aí, sabemos que há quem esteja para nós, quando queremos, sempre que precisarmos e com o devido respeito pelo nosso espaço. E sabemos também que há quem não esteja. 

A maior facada é pedir ajuda e ouvir um redondo "não" ou sentir que a ajuda não é genuína, não vem de dentro, do peito, do coração. Há dores muito grandes e esta é uma delas.
Estender a mão não é para todos, é só para aqueles que conseguem descentrar-se do seu próprio umbigo e sentir realmente que ajudar dos outros é mais do que a própria ajuda em si; é crescer um bocadinho mais por dentro e ganhar um sol interior que nos faz ser e fazer os outros mais felizes. 


Para ti, filha, a minha mão será sempre um porto de abrigo, mesmo quando não quiseres e precisares de cair e levantar-te sozinha. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Temos de nos tornar na mudança que queremos ver*

Depois de muitos problemas, muitos pensamentos na minha cabeça, muitas reflexões e silêncios forçados acabei por perceber que preciso de me virar para mim também.
Os últimos tempos não têm sido fáceis e devido a um conjunto de situações comecei a sentir-me encurralada na minha própria vida. Felizmente, consegui compreender que o meu bem estar também é importante e que pensar só nos outros não me traz a paz de espírito e a tranquilidade que tanto queria. Criei demasiadas expectativas em relação às pessoas, acabei por me desiludir muito, muito mesmo, mas tudo isso também porque eu não cuidava de mim. E sim, agora passei a fazê-lo. 
Neste último mês aconteceu muita coisa, muitas mudanças nas minhas atitudes, na minha forma de estar. Mudei muito a minha alimentação, mudei as minhas rotinas também e passei a fazer exercício físico regularmente.
Levanto-me três vezes por semana às 05:00 h e faço a minha rotina de exercícios de acordo com este plano que encontrei. A essa hora a minha filha ainda dorme e consigo treinar sem interrupções durante os 30 minutos que dura o circuito daquele dia.  Ainda tenho tempo para passar roupa a ferro ou arrumar algumas coisas mas a maior parte das vezes acabo por corrigir alguns trabalhos dos meus alunos ou faço a planificação de mais dias de aulas. Quando a C. acorda já estou arranjada e de pequeno almoço tomado é só prepara-la, dar-lhe o pequeno almoço e levá-la à creche. Claro que nestes dias deito-me um pouco mais cedo e tento dormir, pelo menos, seis horas. O que é certo é sinto energia durante todo o dia e acabo por estar mais bem disposta. À segunda e sexta-feira vou correr também - 5 km quase sempre, às vezes seis. São os dias em que saio mais cedo das aulas e aproveito para dar gás às pernas e fazer exercício cardiovascular. Equipo-me na escola antes de sair, vou correr e logo a seguir apanho a minha filha na creche. Ela acaba por não ficar demasiado tempo à minha espera e eu consigo rentabilizar o tempo. 
Já emagreci 3 kg. Não é muito, bem sei. Mas tenciono manter esta rotina durante um ano, pelo menos, e de qualquer forma só preciso de emagrecer mais 3 kg. Mais importante que isso é a firmeza muscular que quero ganhar e depois, gostaria muito de tentar fazer a meia maratona em 2016. A minha próxima etapa é a corrida Marginal à Noite, no dia 13 de Junho. Serão 8 km sem parar pela marginal, de Oeiras até Caxias e depois voltar. Já a fiz em 2013 e espero bater o tempo que consegui na altura. 
Portanto, estes sim, são os meus objetivos por agora. Cuidar de mim e correr o mais que possa. A Catarina do blogue Dias de uma Princesa foi uma grande inspiração mas acima de tudo, a minha filha deu-me e dá-me a força e o incentivo de  olhar mais por mim para que possa ser a mãe que ela precisa, todos os dias. 

*Gandhi

segunda-feira, 6 de abril de 2015

...

Às vezes acho que as pessoas que estão à minha volta nada têm a ver comigo. Às vezes parecem-me seres estranhos que conheço muito bem. Ou então são pessoas muito próximas mas que não reconheço em nenhum gesto. Às vezes acho que sou eu que me tornei estranha, que me modifiquei, que nasci, cresci, amadureci e estagnei ou mudei de tal forma que os outros já não me vêem com os mesmos olhos. 
Às vezes tenho a certeza que sou a mesma pessoa. Que os meus valores são os mesmos, que a minha forma de estar ainda é igual à de sempre, que sou a mesma Ana - sorridente, divertida, determinada lutadora. Hoje tenho a certeza que sim, hoje tenho a certeza que não vou mudar por ninguém. Hoje sei que estou certa e que o caminho que imaginei e idealizei é o melhor para mim. Mesmo que vá contra tudo e todos. Esses, os que estão à minha volta.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Meu doce, minha tangerina.


Chamo-lhe secretamente de minha tangerina. Porque ainda antes dela nascer ouvi vezes sem conta esta música.

"(...) A terra é grande
é pequenina
do tamanho apenas da tangerina
quem mata e morra
nunca percorre
os caminhos do que há de melhor
nesse sumo
a vida, gomo a gomo
Sumo na vida
é o que eu te desejo
rumo na vida
um beijo
um beijo"

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Desabafo

Acho que hoje estou sem paciência. A minha filha já conseguiu partir uma moldura, uma jarra e rasgou-me um poster. Tudo coisas que me eram muito queridas. Eu sei... a responsabilidade é minha mas hoje estou a ficar sem paciência. E eu costumo ser tão paciente... Mas isto acontece sempre assim, quando fico em casa com ela nunca dorme... dormiu hoje uma hora. Já tentei mais duas vezes pô-la a dormir, sem resultado. Ainda não descansei nada. Passei a manhã na cozinha a fazer as refeições para ela, a estender e apanhar roupa (entre choraminguice e pedidos de colo e atenção) ainda nem me sentei (só agora aliás) mas ela esta ali a deitar os livros e as revistas todas ao chão e sabem que mais? Não quero saber. Não vou apanhar nada. Não vou ralhar com ela. Já não consigo. Estou cansada da palavra "não". Agora começou a deitar toda a roupa ao chão. E a seguir vai pedir colo. E doem-me os braços e eu só queria duas horas para estar sentada sem fazer nada. Duas horas. Duas horas para poder olhar para mim e pensar nas minhas coisas. Era pedir muito? Se calhar é. 


Nutella?

Não. Eu cá gosto é deste.

Arriscando o egoísmo que esta frase possa transmitir

Preciso de pensar em mim.

segunda-feira, 30 de março de 2015

...

Tenho medo de perder as minhas melhores recordações neste tempo que passa; tenho medo de um dia mais tarde não me lembrar da minha infância, da primeira caneta que utilizei na escola e da história da baleia que inventei em plena sala de aula e que me fez ficar de castigo virada para a parede. Tenho medo de me esquecer das coisas pequeninas que a minha filha faz e diz. Tenho medo de me esquecer o que é o amor, o que se sente, o que se vive e até o que dói. Tenho medo que tudo se esvaneça como uma peça de tecido que vai desbotando aos bocadinhos com o sol e que, mais tarde, não consiga distinguir as cores que tiveram os meus dias.

Colisão

Há dias de choques frontais entre palavras. E nem sempre restam sílabas para ajudar a reconstruir os diálogos inacabados...

domingo, 29 de março de 2015

...

O melhor do meu domingo foi de manhã, quando saí um bocadinho, espaireci, ouvi musica e vi coisas bonitas. O pior do meu domingo foi  perceber que mais uma vez não estou com o humor à medida de quem passa. 
Temos pena. 

Pois é...

Este verão vou comprar o meu primeiro fato de banho. Não há bikini que me valha um ano depois de dar à luz. 
E não, o problema não é a barriga. 

sábado, 21 de março de 2015

E no dia mundial da poesia deixo-vos o meu poema preferido ou talvez seja apenas mais um grito aqui deste lado

Cântico Negro

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio

Dois seguidores

Sendo que um deles sou eu! ;)
Portanto, tenho de festejar a minha primeira seguidora!

Obrigada!

quarta-feira, 18 de março de 2015

...

Fui correr. Fui correr! Ouviram bem? Corri outra vez desde que engravidei! Yes! Iupiii!!!
E agora vai ser assim todas as sextas-feiras! É só uma vez por semana mas não faz mal. 

terça-feira, 17 de março de 2015

...

Comprei a minha primeira peça de roupa em amarelo, logo eu que não gosto nada desta cor. Acho que é sinal de que preciso de luz na minha vida. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

...

Deixei de me queixar. Foi uma decisão que tomei há muito. Não que aquilo que eu diga seja propriamente uma queixa para mim, mas é-o para os outros. Portanto, deixei de o fazer à frente das outras pessoas. Ninguém sabe como me sinto; digo que está sempre tudo bem e ando de sorriso nos lábios como toda a gente gosta e quer. São raras, muito raras as pessoas que me conhecem realmente e percebem que no fundo há qualquer coisa que não está bem. 
Na verdade, sinto-me exausta, fisicamente e mentalmente.  Às dez e meia da noite estou a morrer de sono. O trabalho que trago da escola para fazer em casa aumenta todas as semanas e não estou a conseguir dar vazão a tudo. Felizmente ainda não stressei com isso, consegui ter discernimento suficiente para perceber que isso não me iria ajudar e tenho-me mentido calma em relação a este aspeto. Vou fazendo o que posso, um bocadinho todos os dias. Em casa tento-me organizar todos os dias da melhor forma, acordo mais cedo para adiantar algumas coisas de manhã, antes da minha filha acordar. À tarde, depois de a ir buscar, tenho que começar logo a fazer o jantar porque com uma bebé prestes a andar, demoro o triplo do tempo a a fazê-lo. Felizmente, ao fim de semana tento fazer as sopas todas da semana e prevejo também que carne e peixe vai ela comer. Para ajudar, a máquina de lavar roupa avariou e tenho andado em viagens constantes a casa dos meus pais para lavar a roupa. Como não estão cá a viver, resta-me deixar a roupa a lavar, depois vou tirá-la e estende-la e volto a fazer mais uma viagem para a ir buscar. Esperemos que não seja assim durante muito mais tempo. As minhas costas já se andam a ressentir com tanto saco de roupa suja e lavada. 
O que é certo é que nunca pensei que fosse capaz de me organizar desta forma, mas sou. Um filho faz-nos capaz de tudo.

domingo, 15 de março de 2015

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Março não começou bem. Festejei o meu dia de aniversário entre muita tristeza e desilusão. Festejei-o sem vontade e com a certeza que não o devia ter feito. Só a minha filha me fez sorrir. O resto... bem o resto não interessa muito. Águas passadas não movem moinhos e não vale a pena esmiuçar aquilo que tem corrido menos bem.
Adiante.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Contradição

Faço anos domingo e não me apetece festejar. Não, não tenho medo da minha idade, nem sequer acho que esteja velha ou a caminhar para tal. Simplesmente não me apetece festejar, nem soprar velas de bolos, nem sequer ouvir a palavra "parabéns" . E no entanto, vou ter a casa cheia de gente. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

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Às vezes não sei bem o que dizer perante certas injustiças. Não sei se me revolte ou se me resigne e volte as costas perante considerações de quem não sabe nada de nada, de quem não conhece os meandros de certos assuntos e nem sequer lhe sinta a ligeira acidez no paladar.
A ignorância é a mais profunda forma de ousadia e afirmação mas também é o melhor indicador de pobreza de espírito que pode existir.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O primeiro aniversário da C.

A ,minha bebé fez um ano no dia sete de fevereiro e não podíamos deixar de festejar em grande a data. Recebemos alguns familiares e amigos e tive a ajuda preciosa das minhas melhores amigas: a Lia nas fotografias e a Lénia no bolo de aniversário.
Foi uma tarde fantástica!









Quarta-feira de cinzas

Eu, que ando por aqui há mais de dez anos, que já tive dois ou três blogues, recomeço nesta casa depois de uma paragem mais ou menos forçada, numa viagem à roda do meu nome. Ana, muito prazer! Sou eu, uma mulher com algumas coisas para contar e tantas outras para viver.
É tempo de refletir, de pensar em mim, de escrever sobre tudo, sem quaisquer julgamentos. E se a Quaresma é um período de reflexão, um tempo em que nos purificamos fisica e espiritualmente, nada melhor que começar este blogue seguindo os mesmos passos, tentando refletir sobre tudo o que se passa na minha vida, escrevendo aquilo que penso sem quaisquer julgamentos, mostrando o que gosto e falando do que me apetece. 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

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Tenham um Natal cheio de saúde, sorrisos, tranquilidade. E que 2015 vos traga o melhor dos vossos  e dos nossos mundos. Eu por cá vou-me transformando...

sábado, 13 de dezembro de 2014

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Estes três primeiros meses de trabalho passaram a correr. Desde Setembro que vejo os dias a voar e de repente estou aqui, em pleno Dezembro, às portas do Natal.
Na escola continua a haver muito trabalho, para além das aulas, há cada vez mais papelada para preencher, para apresentar, objetivos a atingir, metas para ultrapassar. Os programas mudaram e estão cada vez mais exigentes e vejo-me num segundo ano de escolaridade a "dar" frações, conceito que no meu tempo aprendi no quinto ano. Às vezes pergunto-me se há necessidade de tanta exigência, de ensinar conteúdos tão complexos assim, tão cedo... 
Terça-feira é o último dia de aulas, ando aqui de volta dos testes e das avaliações  e ainda tenho uma árvore de Natal para fazer para a creche da C.. As prendas de Natal já estão todas tratadas mas falta o principal, preparar a noite e o dia de Natal que, desta vez,  vão ser cá em casa. :) Estou muito contente que assim seja apesar de termos mais trabalho, mas não faz mal.  Preciso de encomendar o peru, decidir que sobremesas faço e preparar a decoração da sala. A minha mãe e a minha sogra ajudam com a ceia de Natal e o meu sogro faz algumas das sobremesas  - torta de laranja, sonhos e coscorões. O meu pai trata do vinho e a minha irmã também vai dar uma mãozinha, nem que seja para tomar conta da bebé enquanto andarmos nesta azáfama. Tenho pena de não estar com os meus avós e tios no norte mas era muito complicado este ano passar cá a noite de Natal e ir no dia seguinte para a aldeia. Talvez para o ano. 
Este vai ser o primeiro Natal da C. e apesar dela apenas ter 10 meses, quero que seja inesquecível. 

sábado, 29 de novembro de 2014

Dia de ação de graças (já passou mas não faz mal)

Todos os dias agradeço. Todos os dias sinto-me grata. Pela minha filha, pela minha família, pela saúde que tenho, pelo trabalho, por existir. Todos os dias. 

[E tenho pena que este dia tão popular nos Estrados Unidos não se comemore entre nós]

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

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Ontem fiquei em casa. Febre de 39 graus, dores de garganta e dores no corpo fizeram-me faltar à escola. Já me sentia mal desde segunda-feira mas andei a adiar, a enganar-me com Brufen e analgésicos e deu nisto - antibiótico durante três dias e mais repouso. Foi a motivação que faltava para escrever hoje.

Desapareci durante dois meses. Duas pessoas comentaram o meu desaparecimento, lembraram-se de mim e fiquei de lágrimas nos olhos, comovida. Ando assim, pareço um vidrinho e quebro com uma facilidade que só visto. Acho mesmo que esta laringite que me atacou se deve a isso mesmo, ao meu estado de espírito. De qualquer forma, voltei. Não sei se tenho muito para dizer mas preciso disto, deste momento em que organizo as ideias na minha cabeça e escrevo um bocadinho. O tempo é escasso para tudo o que é preciso fazer em casa, o sono é muito, a vontade em parar em frente ao sofá com uma manta em cima é grande mas a maior parte das vezes é impossível fazê-lo. Ainda preciso de saber parar mais vezes quando há dez minutos livres ou quando a C. dorme, em vez de me por a fazer tudo e mais alguma coisa.
Entretanto a minha filha cresce. Está com 9 meses e enternece-me a cada dia que passa. Podia descrever aqui o rol de gracinhas que faz, aquilo que evoluiu mas isso não vos interessa para nada. 
Mais do que organizar os meus dias, preciso de assentar ideias, perceber o que quero e não quero, criar objetivos, sonhar mais e pensar em mim também. Não tem sido fácil, mas também não esperava que o fosse. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Frágil

Há dias menos bons, dias assim-assim, dias sem nada para contar. Há dias em que me apetece chorar, chorar o tempo todo, dias em que não quero estar para ninguém, dias em que tudo me parece estranho, em que não me apetece falar. Há dias em que sinto que ao mínimo toque parto-me, desfaço-me em mil pedacinhos, dias em que estou frágil. É isto, estou e sinto-me frágil. Como na música. Estou a chegar àquela altura que ouvia verbalizar a todas as mães: querer chegar a todo o lado e não o conseguir fazer. Preciso de tempo para estar com a minha filha, com o meu mais que tudo. Preciso de preparar aulas para a escola, pesquisar atividades e fazer coisas diferentes. Preciso de tempo para mim, sozinha, para as minhas coisas. Preciso de organizar as compras, os talões de desconto, ver as promoções. Preciso de cozinhar, de me alimentar de forma mais saudável, de encontrar receitas vegetarianas. Preciso que não me doam as costas e as pernas todos os dias. Preciso de fazer exercício físico, de correr. Preciso de me sentir bonita. De comprar alguma roupa para mim. Preciso de não sentir este cansaço constante (e a ano ainda agora começou). Preciso de parar, de chorar e ter apenas uma mão no ombro. Preciso de ser eu própria, sem rodeios ou justificações. Preciso de estar bem para estar bem com os outros. Preciso de agir, de arranjar motivação e inspiração. 

 inspiro
 expiro

Amanhã é outro dia. É segunda - feira, mas não faz mal.

domingo, 14 de setembro de 2014

Novas rotinas

Setembro é o mês de voltar às rotinas. Para mim e agora que temos uma bebé, é um mês para descobrir novas rotinas. 
Tinha algum receio da adaptação da C. à creche mas, felizmente, tem-se revelado um processo natural e calmo. Nos primeiros dias, no fim de agosto, só esteve duas horas da parte da manhã; mais tarde foi ficando mais uma ou duas horas e nestes últimos dias já tem feito o horário normal. Fica sempre bem quando a deixo e se nos dois primeiros dias choramingou quando a ia buscar, agora larga um sorriso de felicidade que me deixa enternecida. Todos os dias falo com a educadora e só me tem dito coisas boas: dorme e come bem, palra muito e brinca bastante. Refila quando os adultos se afastam um pouco e choraminga um bocadinho quando ouve os gritos de outros bebés. Nada de anormal, portanto. Começo a estar mais tranquila e só o facto da creche estar a 3 minutos de carro do meu local de trabalho, é meio caminho andado para andar mais descansada. 
Em casa as rotinas tiveram que mudar: os horários da C. mantiveram-se, nós é que tivemos de nos organizar de outra forma para conseguir chegar a tudo o que é necessário. Apesar de sair mais cedo da escola devido à hora de amamentação, ainda tenho a coordenação do estabelecimento para fazer e preciso também de tempo para preparar as aulas. Este ano não posso preparar nada na escola, restam-me as noites durante a semana e os fins de semana... veremos como tudo vai correr: Até agora tenho conseguido gerir mais ou menos os dias mas a partir de amanhã tudo é mais rigoroso em termos de horários. 
Para além do cansaço de quem não dorme 7 horas por dia, as minhas pernas e pés têm-se ressentido e ao fim do dia estou cheia de dores, apesar das massagens dadas pelo R. Acho que precisava de alguma coisa que me aliviasse mas não posso colocar nada  visto ainda dar de mamar. Dormir de pernas para cima também não é solução pois simplesmente não consigo adormecer e os duches de água fria só aliviam na hora. Só espero que passe e já dou por mim a desejar que venha o tempo mais fresco. Estou fartinha deste calor esquisito!
Amanhã começam as aulas e diga-se em abono da verdade, estou com saudades dos meus alunos. 
Bom ano letivo para todos!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Um post com tomates


O tomate que trouxe da horta do meu pai já amadureceu bem. E agora? Compota de tomate para o ano inteiro ou molho de tomate para uns meses?

domingo, 31 de agosto de 2014

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Agosto não foi propriamente um mês fácil. Sim, estive de férias, mas estas foram as férias mais cansativas que tive. Foram também as melhores. Estranho, não? Fui um dia à praia. Um dia. Não que me faça muita falta, mas acho que mais dois ou três dias não tinham calhado mal. Também passei um dia maravilhoso na praia fluvial de Valhelhas com o meu mais que tudo, a filhota e alguma família e foi tão bom que nem me lembrei de pegar na máquina fotográfica. A C. esteve com os avós, os bisavós, tios e primos e nos nos outros fins de semana também andou a ver restante família. Saímos muito e isso cansou-me, trocou-me os horários, deixou-me mesmo exausta. Muitas dores nas pernas e nas costas e poucas horas de sono. Afinal, já não tenho a resistência que tinha e esqueço-me disso. Quero chegar a todo o lado, fazer tudo e ao fim do dia, estou ko. 
Amanhã começa o meu ano novo. Outras rotinas e outros horários esperam-nos e estou farta de pensar nisso, receosa até. Tenho algum medo de não me aguentar no trabalho com duas funções acumuladas, tenho algum medo de deixar a C. demasiado tempo na creche naqueles dias mais complicados, tenho medo de perder o crescimento dela, os pormenores que até agora conseguia ver todos os dias. Tenho medo de não me organizar em casa como gostaria, de me esquecer de coisas importantes. Se este mês foi difícil, Setembro não será muito diferente mas tudo entrará nos eixos porque tem mesmo de ser assim. Mas vá... é tempo de deixar de pensar nisto e entrar amanhã com o pé direito. Que tudo nos corra bem, é o que desejo.

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(...) Quando nascem os filhos as mães contam que são assoberbadas por um amor inexplicável, e os filhos? Também nós filhos somos vitimas deste amor inexplicável que sentimos pelas mães, tal como não consigo explicar o amor que sinto pelo meus filhos muito menos consigo explicar o amor que sinto pela minha mãe (...)

Do blogue Crónicas de uma grávida acamada

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O primeiro dia

Foi hoje. Hoje foi o primeiro dia em que deixei a minha bebé na creche durante duas horas e meia. Andei a mentalizar-me a sério nas últimas semanas. Senti crescer dentro de mim um medo tão grande e diferente de qualquer coisa que já tivesse sentido, algo de tão avassalador que me fazia ter vontade de chorar a toda a hora. Passou. Mentalizei-me e deixei que a razão ficasse do meu lado. Ontem, depois de uma conversa com a educadora  fiquei mais tranquila.
Hoje de manhã despedi-me e a C.  nem olhou para mim, estava demasiado absorvida com tudo aquilo que via - as outras crianças, os brinquedos, as caras novas, as cores e o espaço. Saí tranquila, sem voltar para trás e só liguei para o colégio a avisar que me tinha esquecido da fruta do almoço. Andei a tratar de outros assuntos enquanto fazia tempo para a ir buscar - comprar lençóis para a cama de grades e alguma roupa prática que já lhe fazia falta. Ainda andei a dar uma vista de olhos às novas coleções de mulher mas não houve nada que me chamasse a atenção.
Entretanto as duas horas e meia já tinham passado e fui busca-la. Quando cheguei recebeu-me com um sorriso enorme e começou logo a levantar os braços. Parece que ainda conseguiu dormir de manhã e comeu muito bem o almoço. Não chorou e esteve bem disposta. Esperemos que os próximos dias corram tão bem como o de hoje. :)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Gelatinas

Nunca fui grande apreciadora deste produto e há uns bons anos, quando descobri que era feita, nunca mais lhe toquei  :S
Há uns meses comecei a consumir gelatina Alsa, a única gelatina vegetal vendida em supermercados. Claro que tem de ter algumas desvantagens e a quantidade de açúcar que possui deixa muito a desejar.
Entretanto descobri estas gelatinas da marca Condi e estou desejosa de as experimentar. Provavelmente até têm a mesma quantidade de açúcar mas... sempre se varia mais nos sabores.

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Devia escrever mais, escrever para não esquecer. Por muito que queira, há pormenores que se  perdem, coisas que passam ao lado, dias dos quais não nos lembramos tão bem. 
A C. já está com seis meses e meio e não escrevi muito sobre ela, sobre os nossos dias. Acorda sempre com um sorriso nos lábios. Quando lhe peço um beijinho, abre a boca e encosta-a à minha cara e eu acredito que me dá mesmo um beijo mesmo que ela ainda não perceba o que é. Falo-lhe no Sushi e ela olha para baixo, à procura dele, mexe muito as pernas e dá gritinhos quando o encontra. Ele tem medo... olha-a com algum receio mas já se aproxima um bocadinho mais. Tudo a seu tempo. 


Num instante começou a rebolar para um lado e para o outro. Gosta de dormir de barriga para baixo mas agora já consegue virar bem a cabeça. A primeira vez que o R. a encontrou assim, teve um susto de morte: tinha a cara espalmada contra o colchão e, no entanto, dormia tranquilamente. Desde que nasceu que mama bem e tenciono continuar a amamenta-la até poder. Gosta muito de festinhas nas pernas e delicia-se com o banho. Sorri muito e sorri para quase todas as pessoas, mesmo as que não conhece. Gosta muito de comer, come sopa e papa como se sempre o tivesse feito e nunca se queixa da fruta, só não liga muito a banana. Nunca gostou de chuchas apesar de ter experimentado mais de meia dúzia delas, todas diferentes. Agora deu para chuchar no polegar quando tem sono e, se está ao nosso colo, é vê-la a encostar a cabecinha ao ombro e a por o dedo na boca. Felizmente, não está sempre nisso, acho que é apenas uma forma que ela arranjou de se consolar sozinha. 

Ser mãe é tão bom. E ter uma família é ter o melhor do mundo. 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Seis meses


Fez seis meses no dia sete. Seis meses que passaram tão depressa e que nem me deram tempo para respirar com mais calma. 
A maternidade é mesmo assim, faz-nos ficar ofegantes de tantas emoções juntas. 

[nesta fotografia está vestida com com o meu vestido de batismo, um vestido pequenino e simples que a minha mãe guardou e que eu sempre disse que um dia iria vestir à minha filha - eu sabia que ia ter uma filha...] 

sábado, 9 de agosto de 2014

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Este ano a praia faz-se a partir das seis da tarde. E só de vez em quando.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

To sleep or not to sleep?

Há umas semanas que andava confusa sobre a melhor forma de adormecer a minha filha. Havia dias em que ela dormia bem e outros em que acordava muitas vezes, no entanto, as sestas tornaram-se o grande problema. Se em recém-nascida dormia muito bem de dia, com o passar das semanas e a partir dos três meses, começou a dormir muito menos. Tal facto não me espantou... estava e está a crescer, a frequência e a duração das sestas diminuiu e passou a estar mais tempo acordada, no entanto, dormia mal. Fazia sestas muito curtas e para adormecer choramingava quase sempre ou então, adormecia a mamar. Eu sabia que estava a proceder mal quando permitia que ela adormecesse na mama mas preferia isso a ouvi-la chorar...
Andava nisto há algum tempo quando ouvi falar no livro da Filipa Fernandes - 10 dias para Ensinar o seu Filho a Dormir  - e no próprio dia fui comprá-lo. Li-o aos bocadinhos, entre sopas, sestas curtinhas, brincadeiras e mudas de fralda e no fim achei que não seria assim tão complicado implementar a rotina de que a autora falava no livro. Além do mais, a linguagem era tão clara e direta que por momentos pensei que o livro tinha sido escrito propositadamente para mim! 

Quinta-feira foi o primeiro dia e não foi nada fácil... mas não desisti. Paciência, persistência e consistência, três palavras-chave para que tudo desse certo. Nessa noite, li o livro mais uma vez e no dia a seguir voltei a ler algumas páginas. E reli tudo outra vez e mais uma vez. O que é certo é que desde ontem que já noto grandes progressos no sono da C.: neste momento está a dormir três sestas por dia com a duração de uma hora e meia ou duas horas cada uma e demora cerca de quinze a vinte minutos a adormecer. Já a consigo deitar sempre acordada e apesar de ainda refilar algumas vezes, também já se consegue acalmar sozinha, tanto de dia como de noite. 
Confesso que ainda é difícil ela não adormecer, à noite, enquanto mama, mas tenho feito o que está escrito no livro e tento que ela arrote sentada e não ao meu ombro, despertando-a um pouco mais para que depois ela perceba que vai para o berço. 


Ainda não está terminado todo este processo de ensinar a C. a dormir, mas sinto-me tão contente com os progressos já alcançados que tinha de escrever que sim, é possível melhorar o sono dos nossos bebés. 
A felicidade pode ser tão simples como isto. :)

[Para os interessados, aqui está a página de facebook da autora do livro] 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

30/31 - Comida caseira favorita

Ui... são tantos os pratos de que gosto... mas a feijoada da minha mãe é única!

Baby fashion

Apesar de achar alguns bonitos, não consigo perceber como é possível vestir os bebés recém-nascidos com cueiros nos seus primeiros dias de vida. Têm tanto tecido, folhos e fitinhas que o bebé fica perdido ali dentro...

terça-feira, 29 de julho de 2014

29/31 - Top things on my bucket list

1. Viajar - voltar a Barcelona, ir ao México, conhecer Itália e os Estados Unidos de uma ponta à outra.
2. Fazer um curso de socorrismo.
3. Descobrir outra coisa para fazer para além do ensino.
4. Fazer uma alimentação saudável e sem alimentos processados.
5. Voltar a correr (correr três vezes por semana).
6. Passear muito com a minha filha.
7. Andar de balão.
8. Continuar a tirar fotografias a toda a hora.
9. Oferecer aos meus pais uma viagem aos Açores.
10. Ter outro filho.

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No dia 7 de Julho voltei ao trabalho. Depois de cinco meses que passaram mais depressa do que imaginava, o primeiro dia de trabalho chegou com alguma ansiedade. Deixei a minha bebé na minha mãe e saí de lá de casa com um apertozinho no coração. Sabia que estava bem entregue mas fica sempre aquela sensação estranha, não sei explicar. O dia até passou rapidamente, eram tantas as novidades lá na escola que quando dei conta já era hora de voltar a casa. 
A minha mãe estava nas nuvens, claro. Ficar com a primeira neta sempre foi o seu desejo e só tenho mesmo pena que ela não o possa continuar a fazer até mais tarde devido ao facto de estar a morar longe. Confesso que tenho receio de deixar a C. na creche mas agora não há outra solução... os meus sogros moram longe e teria de me levantar com as galinhas para a ir pôr aos avós paternos e estar no trabalho às nove da manha. Seria uma violência para ela e para mim também. Assim ficamos todos pertinho uns dos outros e quando as semanas de adaptação terminarem, com certeza será tudo mais fácil. 
Agora é tempo de aproveitar as férias, fazer alguma praia ao fim do dia e saborear um mês inteiro com ela na nossa companhia. Está linda, sorri muito, adora atenção e brincadeiras e continua uma bebé sossegada. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cinco meses e meio


Isto de ser mãe traz dúvidas umas atrás das outras. Se no outro dia dizia que só lhe ira dar papa aos seis meses pois hoje já não digo o mesmo. 
A pequena começou a acordar mais vezes à noite e a mamar com menos tempo de intervalo. Estranhei. Andou assim três dias e não havia maneira dos sonos regularem novamente até que... plim! Lembrei-me que poderia ser algo tão simples como ela estar com mais fome. Dizem que perto dos seis meses há um novo pico de crescimento e talvez fosse isso.
Dei-lhe a papa de tarde e apesar de ser uma novidade, comeu como se nada fosse. Nessa mesma noite, dormiu bem. No dia seguinte a mesma coisa e hoje também. Para além da sopa com carne, já estava a precisar de papa à tarde para passar melhor a noite. O leite materno ainda é a última refeição antes de dormir, a primeira ao acordar e ali, a meio da tarde, também lho dou. Tenciono amamentar até ela querer e eu conseguir. Ando aqui, de bomba elétrica atrás, a tirar leite sempre que posso para congelar. Não me custa, não dói, nem é incomodativo. A parte mais chata é sentir o peito quase a rebentar à hora de almoço e à tarde e, se me descuidar, começar a escorrer leite. O congelador já tem uma das gavetas ocupadas com copinhos cheios de leite e espero que a produção continue a este ritmo; é bom sinal!

28/31 - A última vez que chorei

Sexta-feira.

sábado, 26 de julho de 2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

24/31 - Uma época difícil na minha vida

Ui... Talvez o ano em que o meu pai descobriu que tinha um tumor num rim. Os três primeiros meses desse ano foram terríveis.

[sim, agora está tudo bem  :) ]

quarta-feira, 23 de julho de 2014

domingo, 20 de julho de 2014

Intuição ou algo do género

Estava prestes a dar papa à minha filha. Está com cinco meses e meio, mama bem, come sopa e fruta e, segundo o plano alimentar da pediatra, já podia ter iniciado a papa láctea. Mas houve qualquer coisa que me fez hesitar. Na minha cabeça eu só pensava que não fazia sentido nenhum dar a papa quando ela está a aumentar bem de peso e eu tenho muito leite. 
Vou esperar pelos seis meses.

20/31 - Onde quero estar daqui a 10 anos

Não sei. Nunca pensei nisso.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

16/31 - Emprego de sonho

Humm... gosto muito do que faço. Mas talvez gerir uma escola, assim, um bocadinho diferente do que se vê por aí.

terça-feira, 15 de julho de 2014

15/31 - o plano de um dia

É mais ou menos isto. Quando as aulas começarem vai ser um bocadinho diferente (para pior, claro).

06:30 - Levantar, arranjar-me, tomar o pequeno- almoço, vestir a C., dar de mamar e tirar leite para armazenar.
08:30 - Casa da avó
09:00 - Trabalhar
13:00 - Almoço
16:00 - Casa da avó
16:30 - Tirar leite para armazenar
17:00 - Dar de mamar
17.30 - Tarefas da casa
20:00/20:30 - Jantar e dar de mamar
21:00 - Tarefas da casa
22:00 - (Tentar) ver televisão
23:00 - Dar de mamar
00:00 - Dormir

domingo, 13 de julho de 2014

sábado, 12 de julho de 2014

12/31 - Se ganhasse a lotaria...

... ajudava a minha família e alguns amigos.
Depois pagava a dívida da minha casa. Comprava um carro maior. O resto, logo via. Tinha de ser tudo bem pensado.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

09/31 - Piercings e tatuagens

Não tenho, mas penso numa tatuagem há muito tempo. Veremos se algum dia terei coragem para o fazer.