sábado, 9 de janeiro de 2016

Semana difícil esta que passou

Segunda-feira até foi um dia bom, dia de regresso às aulas. Os miúdos estão sempre felizes por voltar e isso deixa-me feliz também. À noite consegui fazer um treino excelente no ginásio que me deixou com aquele cansanço bom e a minha filha deixou-me dormir o suficiente para descansar.
O problema foram os dias que se seguiram... entre médicos, chuva, birras, fazer o jantar e idas à lavandaria para secar roupa fiquei completamente k.o. Doem-me os braços por andar com a C. ao colo para a acalmar das birras, ela a dar aqueles esticões e eu a apanhar sustos de morte para não a deixar cair. Fase difícil esta...
Tenho conseguido manter a calma mas ainda assim, descontrolei-me um pouco num destes dias. Parva, parva, parva! Tenho pensado muito na minha forma de estar com a C. e acho que preciso de comprar aquele livro - Educar com Mindfulness - talvez me ajude com algumas questões; mal não fará, com certeza...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Matilde

Estava a tentar adormecer a minha filha e lembrei-me desta menina. Reparei nas horas e quando abri o facebook a pior notícia já tinha chegado... A princesa já não estava connosco. Não a conhecia, não me era nada mas senti uma tristeza tão grande que não sei explicar. Ninguém deveria passar por uma doença assim, ninguém.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

E chegou janeiro

É muito cinzento e a chuva e o frio fazem deste mês aquele que menos gosto durante todo o ano. Incrivelmente, não me custou voltar ao trabalho. Ontem também regressei ao ginásio depois de três semanas de interrupção, não por preguiça mas sim porque tive a C. doente e todo o trabalho da escola para fazer. 
É tempo de aproveitar as coisas simples, mesmo que janeiro seja um mês triste.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Carta aberta a 2016

                                                                                                              Lisboa, 31 de dezembro de 2015

Querido 2016,

Não sei se todos os teus dias vão ser bons, se haverá dias muito maus ou dias assim assim. Não sei se estarei sempre com vontade de te falar e perguntar "porquê" ou se apenas te irei virar as costas e fingir que nada se passa. Ou então, se te olharei de frente na minha resiliência, sem desistir  de fazer de ti um dos meus melhores anos. Não sei mesmo como vai ser. Não sei se terei forças para deixar ir tanta coisa que não consigo mudar mas que poderia mudar a minha vida para melhor. Não sei se o tempo que farás passar irá curar as feridas que tenho cá dentro e que teimam em sangrar de tempos em tempos. Não sei. 
Sabes, o teu irmão 2015 trouxe-me muitas interrogações mas acima de tudo ensinou-me que não posso esperar nada. Nada mesmo. Nem bom nem mau. Não posso querer mudar ninguém nem esperar que mudem sozinhos, se isso nada lhe diz. Não posso esperar que pensem e sintam como eu ou melhor, que sintam apenas alguma coisa, porque isso de viver com o coração não é para todos... Devo aceitar que é assim mesmo, sem mágoas.
A minha filha foi a minha rosa dos ventos, orientou-me e guiou-me naquilo que quero ser todos os dias, mostrou-me que posso ser melhor mãe do que imagino mas que também tenho os meus defeitos (e não são poucos). Deu-me força, coragem, para enfrentar tudo e todos mas ensinou-me que não posso ver nela a minha âncora permanente. Tenho também de ser eu, Ana, sozinha como indivíduo que sou, mulher e mãe. Professora, amiga, irmã e filha também. Comecei a ouvir o meu corpo e a minha consciência. Isso foi muito bom.

Usei demasiadas vezes a palavra "não", já percebi. Mas posso tentar dizer-te o que gostaria que fosses para mim. Um ano suave, como quem faz uma festa e cuida quase sem dar por isso.
Gostaria que me trouxesses mais dias de sol, de luz interior, gostaria de dias tranquilos, assim como aqueles que Alberto Caeiro fala nos seu poemas. Gostaria de me sentir em paz comigo mesma para que a minha filha também me pudesse sentir em paz e ser ainda mais feliz. Sabes que quando me vê triste diz-me " escupa, mamã"? Parte-se-me o coração. Gostaria que me escutassem com mais atenção e que me vissem, sabes? Que me vissem exatamente como sou, sem julgar. Gostaria de continuar a ouvir-me, cada vez melhor, sem receios do que está para lá, para a frente.
E pronto, é isto. E gostaria também que me trouxesses saúde, como até então. Para mim e para os meus. Aquele cliché, mas ainda assim, tão importante.

Não te apresses, eu sou paciente. Andarei por aqui e mesmo que não me possas trazer tudo, que pelo menos, não me tires a capacidade de sonhar e de seguir sempre em frente.
Sorrisos para todos os teus dias, é o que te desejo.

Ana

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O meu Natal

Teve a família por perto. Os quatro avós da C., os tios, os primos. Os meus primos, os meus tios, os meus pais, a minha irmã, a minha sobrinha (na barriga ainda), os meus avós. Foi um Natal cheio de calor, de abraços, de emoções fortes. Foi o Natal de ver o meu pai emocionar-se por ter a família toda junta. Foi o primeiro Natal em que descansei realmente. Em que refleti e ponderei muito. Em que observei, ao longe, para mais tarde recordar.  
A C. brincou muito, muito. Correu, deu festas aos gatos e ao cães, respirou o ar da serra e dormiu que nem um anjo. Esta menina é muito feliz. E eu também, com ela.




...

Leio por aí muitos posts sobre os looks para o fim de ano... eu estou indecisa entre o pijama azul ou o pijama com calças de xadrez.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Uma manhã diferente

Foi no blogue A Mãe é que sabe que li as críticas maravilhosas a este brunch. Chamou-me a atenção o facto do espaço ter uma babysitter, algo pouco usal. Depois da reserva feita lá fomos nós e de facto, tudo se confirma. Há uma grande variedade de pratos e doces e tudo aquilo que possam imaginar e com um ótimo aspeto. 
A minha C. esteve algum tempo entretida com a Lúcia, a babysitter, que foi impecável e super atenciosa com ela. Brincaram, desenharam e ainda tirámos algumas fotos com  acessórios de Natal de havia por lá.
Foi bom. Foi uma manhã muito bem passada. :)






terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Infelizes aqueles que só vêem coisas negativas em tudo

Há pessoas para as quais nada é bom. São os insatifeitos, aqueles que vivem permanentemente na insatisfação. Nada está bem, tudo tem um defeito ou, como gostam de lhe chamar, alguma coisa menos boa.
Estão insatisfeitos com o trabalho, com a família, com os amigos, com a casa, com a limpeza da casa, com os filhos, com os filmes que vêem e até com eles próprios.

O mais engraçado é que estas pessoas acham-se ambiciosas, acham que isto é procurar sempre o melhor. Eu diria que é muito triste ser assim, tornam-se pessoas infelizes e acabam por transmitir energia negativa para quem os rodeia.

domingo, 13 de dezembro de 2015

8h00 de um domingo

E já estou levantada. Há que aproveitar o silêncio para trabalhar. Tenho testes e avaliações para fazer e ainda que me apetecesse ir ao ginásio, preciso de ficar em casa a adiantar trabalho.
Bom domingo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Tiraram-me esta fotografia numa manhã de dezembro


Esta sou eu, Reservada e solitária, quase sempre. Mais magra, mais velha, mais isto ou menos aquilo, não interessa muito. Não costumo olhar muitas vezes para baixo, gosto mais do que vai lá no alto e tento sempre pensar positivo, mesmo que custe muito e que até doa uma bocadinho. Mas tem sido assim.

Neste dia fui mais feliz. Estive com as minhas duas amigas do coração e fez-me bem. Preciso disto mais vezes, de umas festas no ego, de sorrisos rasgados (mesmo que a tristeza esteja lá). Preciso de palavras diferentes, de não falar de alunos e da escola, de não pensar sempre e a toda a hora na minha filha (mesmo que o meu pensamento esteja sempre com ela). Preciso de ser só eu. Ana.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

BFF's

Se estivesse todas as semanas com as minhas duas melhores amigas era de certeza uma mulher muito mais feliz.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Domingo à noite

O meu gato vem sempre atrás de mim quando me deito. Aninha-se nas minhas pernas e eu deixo... mesmo sabendo que  fico com a cama cheia de pelos. 
Os pelos têm sempre solução. Já o resto, nem sempre. 

...


Estive doente. Três semanas inteirinhas que somatizaram tudo aquilo que vai dentro de mim. Duas idas às urgências, cansaço, muito cansaço e apenas um dia em casa à espera que a febre fosse embora. Valeu-me a minha mãe estar cá, fiquei a dormir lá em casa e os mimos que recebi foram a única coisa que me deram forças para me curar. 
Ainda estou a aprender a ser mãe mas já tinha saudades de ser apenas filha.

domingo, 15 de novembro de 2015

Há mais de um mês que não escrevo

E eu sei porquê. Chama-se depressão.
Foi difícil aceitar o meu estado mas sinto-me melhor agora. Agora que dei o primeiro passo, agora que percebi que não posso lutar contra as evidências. Agora que sei que nada mais há a fazer a não ser aceitar e seguir em frente.
Ninguém sabe. Só a minha irmã. Ninguém percebe, ninguém quer ver e ninguém pergunta. É melhor assim. De mão dada com a minha filha e a fazer tudo por ela e por mim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

...

Não gosto de fotografar com o telemóvel. Não, não é a mesma coisa. E a minha máquina, ali, avariada.

sábado, 3 de outubro de 2015

Desenganem-se

As pessoas não mudam. Nunca. Jamais. Em tempo algum.

(sim, isto é um lembrete para mim própria)